sexta-feira, 27 de julho de 2012

Universidades federais rejeitam proposta do governo e greve é mantida


A maioria dos professores das universidades federais, reunidos ontem (26) em assembleias para avaliar a proposta apresentada pelo governo rejeitaram a proposta.

Nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a proposta foi rejeitada e a greve continua.
Na nova proposta, o governo ofereceu reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes – no plano apresentado anteriormente alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, sem a inflação do período. Além disso, a data para o aumento entrar em vigor foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março daquele ano. Pela proposta, o reajuste será dado de forma parcelada até 2015.
Os sindicatos que representam a categoria estão divididos. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), que representa a maior parte das insituições em greve, rejeitou a proposta. Já a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) considerou que as reivindicações foram atendidas e recomendou que os professores encerrem a paralisação.
As assembleias em cada uma das 57 universidades federais em greve continuam até segunda-feira (30). Os docentes estão parados há 71 dias. 
Fonte: Agência Brasil

Um comentário:

  1. Um político levaria seu filho para hospitais universitários?? Lula se tratou do câncer em um hospital universitário? Hospital universitário deveria ser o que há de mais avançado!! Salário é uma pequena parte dos motivos da greve. É inadmissível que aqueles que estudam a vida toda ganhem menos que políticos semianalfabetos. Inadmissível que graduados tenham salários o dobro de professores doutores. isso cria uma distorção que não atraí para as universidades os melhores profissionais. E o interior do país? Que bom profissional irá para o interior para ser mal pago? Lembrem que não existe profissional que estude mais do que os professores universitários. O governo calcula hoje os custos da copa em 72 bilhões!!!! Que fariam uma revolução se fossem utilizados nas universidades, nos hospitais universitários sucateados, bibliotecas caindo aos pedaços - e no interior é muito pior. A greve não é apenas por salário, e sim para que seja atendida uma série de questões de sucateamento dos laboratórios onde os profissionais do futuro do Brasil estão estudando. Mas neste quesito o governo federal até agora ignorou completamente. O sucateamento das universidades segue ignorado pelo governo, mas a copa do mundo (festa)... 72 bilhões!!!!!!!!!!

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