quarta-feira, 27 de junho de 2012

Greve - Hall do Hospital Universitário lotado


Os Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Alagoas – UFAL se reuniram ontem terça-feira (26) no Hall do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes – HUPAA para mais uma Assembleia de Greve que teve a participação de mais de 150 servidores.
A sessão foi iniciada com os informes da greve, cada um dos que fizeram uso da palavra expressaram preocupação com as ameaças que alguns servidores estão recebendo de alguns chefes se aderirem a greve, essa denúncia colocou a Assessoria jurídica do Sindicato em alerta que poderá ser acionado a qualquer momento para representar o chefe ou a chefe que fizerem uso desse expediente para intimidar o servidor.
Na avaliação de conjuntura da greve ficou claro que a unidade, como forma de superar a força do governo, precisa ser construída e fortalecida a cada dia.
O ex-coordenador geral do Sintufal Evilázio Freire informou que o governo já sinaliza que poderá rever a Lei de Diretrizes Orçamentária – LDO com o objetivo de possibilitar um reajuste para os servidores, mas não deixa claro qual a categoria que será beneficiada.
A Coordenadora Risonilda Costa, falou da importância de se defender a integridade profissional dos servidores que aderirem a greve, garantindo a todos o apoio incondicional do Sintufal. “não temos que temer a qualquer investida da gestão para com os trabalhadores, se isso acontecer a nossa assessoria jurídica será acionada”. Disse Costa.
“A preocupação do gestor do HU com a paralisação de atividades, principalmente, com o setor de admissão e alta e maternidade é a importância que esses setores tem caso parem suas atividades. Além de outros prejuízos, o financeiro é o que mais incomoda. O hospital tem contratos firmado com o Estado e o Município de Maceió, ambos habilitados pelo SUS como Gestão Plena do Sistema de Saúde, em outra palavras, os gestores desse sistema são responsáveis pela execução de todas as ações e serviços de saúde de média e alta complexidade, podendo firmar contratos com outros serviços caso não suporte sua demanda e o HU é um dos serviços contratado para atender, caso não atenda estará descumprindo acordo, consequentemente, isso se refletirá financeiramente, comprometendo o pagamento de empresas prestadoras de serviços e fornecedores”. Disse Roberto Marinho.
Diferentemente do ano passado, a greve desse ano tem mais adesão, os servidores estão sentindo no bolso que o governo não tem nenhuma política de reajuste salarial para categoria. A Fasubra esteve numa mesa de negociação até o dia 30 de maio e não obteve do governo nenhuma proposta.
Espera-se que as adesões a greve dos diversos setores do serviço público federal possa sensibilizar o governo a apresentar uma proposta que atenda demanda do conjunto dos trabalhadores.

  
Fonte: Ufalsindical

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