quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cerca de 300 médicos federais cruzaram os braços em Alagoas


Cerca de 300 médicos servidores públicos federais lotados no Hospital Universitário (HU), PAM Salgadinho, Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e órgãos públicos federais paralisaram as atividades ontem, terça-feira (12), por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), apenas os serviços de urgência e emergência estão funcionando.
Médicos de hospitais federais de outros 17 Estados e do Distrito Federal também estão de braços cruzados. A categoria protesta contra a medida provisória (MP) nº 568, que altera as carreiras de profissionais de diversas áreas. De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) o texto prevê que profissionais que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor – uma redução de 50% na remuneração.
O Sinmed, recomenda que aqueles que tiverem consultas marcadas para o HU não se desloquem para a unidade hospitalar, pois só serão atendidos os casos de urgência e emergência. Alguns médicos chegaram a ir para o HU, mas receberam comunicado do Sinmed e voltaram para casa.
Já no PAM Salgadinho, o atendimento não é feito exclusivamente por  médicos federais. Por isso, 80% do atendimento deve continuar na unidade.
A paralisação é organizada pelos sindicatos do Distrito Federal, de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Sergipe, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Pará, Acre, Amazonas e Alagoas
A data escolhida para o protesto se deve à votação da MP 568 na Comissão Mista do Congresso, marcada para esta terça-feira, às 14h. A Fenam informou que, após o parecer do relator do caso, senador Eduardo Braga, cada sindicato organizará uma assembleia para decidir se a paralisação será mantida por tempo indeterminado.
Para o presidente da entidade, Cid Carvalhaes, a proposta representa um “retrocesso em um país já tão castigado pela carência do Sistema Único de Saúde e pela desvalorização dos profissionais de medicina”.
Fonte: Tudo na Hora

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