terça-feira, 31 de julho de 2012

Servidores federais do Judiciário no Distrito Federal vão parar na quarta-feira


Os servidores federais do Judiciário no Distrito Federal vão aderir nesta quarta-feira à paralisação dos funcionários públicos, em greve há 41 dias. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) aprovou no último sábado indicativo de greve para a categoria em todo o País.
Além do DF, os servidores de Mato Grosso e Rio de Janeiro já definiram a data para o começo da greve: 8 de agosto. Os outros sindicatos estaduais têm até 15 de agosto para definir se aderem ou não ao movimento.
Representantes da Fenajufe e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) terão encontro nesta segunda-feira à noite com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto. A assessoria da CUT informou que a discussão será em torno da demanda da categoria, que reivindica aumento médio de 56%, dependendo do cargo.
"Queremos destravar a negociação e, coincidência ou não, após uma reunião do presidente da CUT, Vagner Freitas, e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, surgiu a nova proposta para os professores", declarou a assessoria de Freitas, em referência à proposta apresentada pelo governo em 24 de julho.
"Ação forte" contra decreto
As 31 entidades nacionais que representam os servidores públicos em greve realizam nesta quarta-feira reunião para decidir qual medida conjunta adotar contra o Decreto n° 7.777. A medida, publicada pelo governo em 25 de julho, autoriza a substituição dos servidores públicos com atividades paralisadas por funcionários estaduais ou municipais.
Também participam do encontro as três centrais às quais são filiados os sindicatos de servidores públicos - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O secretário-adjunto de relações de trabalho da CUT, Pedro Armengol, disse que haverá "algo forte contra a medida" do governo.
No encontro, sindicatos e centrais discutirão como "inviabilizar" o decreto. Armengol acredita que uma ação conjunta teria mais "impacto". Até o momento os auditores fiscais e o Sindicato dos Servidores Públicos no Distrito Federal (Sindsep-DF) disseram que entrariam individualmente na Justiça contra o texto.
Fonte: Valor Econômico

UFMT - Professores rejeitam proposta e greve continua


Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acabam de rejeitar em votação unânime a proposta do governo federal. Com isso, a greve continua por tempo indeterminado. No total, já são 75 dias sem aulas.
No entendimento do comando de greve da UFMT, a proposta apresentada pelo governo não difere daquela que já havia sido rejeitada na primeira votação. Caso a proposta fosse aceita, 95,8% dos professores não seriam contemplados com os benefícios, argumenta o sindicato.
O comando de greve local ressaltou, durante assembleia, que o plano apresentado pelo governo não iria recuperar as perdas salariais em detrimento da inflação. Até 2015, a inflação será de 32%, conforme projeção dos grevistas. 
Na nova proposta, o governo ofereceu reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, mas sem levar em consideração a inflação. No plano, apenas um nível da carreira receberia um aumento real de 7%, sem a inflação do período, segundo os grevistas da UFMT.
“Se descontar a inflação, só nove professores da UFMT teriam aumento”, observou o integrante do comando de greve local Maurélio Menezes. Os docentes que receberiam aumento real seriam os que possuem títulos de doutores, conforme tabela apresentada durante assembleia realizada nesta segunda-feira na UFMT.
Até o momento, 34 universidades federais rejeitaram a segunda proposta do governo federal. Na quarta-feira (1º), vai haver uma reunião e os grevistas vão apresentar a rejeição ao Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Planejamento, Orçamento e 
Gestão (MPOG). 

Fonte: Olhar Direto

Servidores federais da saúde entram em greve em Pernambuco


Hospital Getúlio Vargas Recife

Mais uma categoria entrou em greve no estado de Pernambuco, na manhã desta segunda-feira (30). Desta vez, os servidores do Ministério da Saúde no estado decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado, durante uma assembleia realizada no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde (Nems-PE), no prédio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.
Os servidores reivindicam questões como mudanças nas tabelas salariais, reestruturação da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho (CPST), incorporação das gratificações e melhores condições de trabalho. “Na verdade, queremos uma proposta real. Já passou mais um ano e não temos uma proposta de carreira. Recebemos alguns aumentos, que não atingem planos de aposentadoria, por exemplo; que se faça uma política salarial”, contou José Bonifácio do Monte, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev).
De acordo com o sindicato, no Grande Recife, os servidores atuam em hospitais como o Agamenon Magalhães, Barão de Lucena, Getúlio Vargas, Geral de Areias, além das policlínicas Pan Centro e Alberto Sabin. “Nesses hospitais também estão servidores municipais, estaduais e até privados; ou seja, não vai afetar o atendimento totalmente. Nós também não vamos parar totalmente, estamos decidindo como vai acontecer: nas emergências, por exemplo, os atendimentos continuam funcionando”, relatou José Bonifácio. Dentre os servidores, estão médicos, técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos de radiografia e de análises clínicas.
A decisão de aderir à paralisação, que já atinge outras categorias federais, aconteceu após o governo adiar a reunião em que seriam decididas as políticas salariais. Segundo o coordenador do Sindsprev, o encontro estava marcado para esta terça-feira (31), após ser adiada outras vezes. “Marcaram para entre 13 e 17 agosto. Cansamos de ficar esperando essa decisão”, explicou José Bonifácio.
Também são filiados ao Sindsprev os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - já em greve - e os da Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ainda não paralisaram as atividades.
Fonte: G1 PE

Em assembleia, professores da UnB decidem manter greve‎


Os professores da UnB (Universidade de Brasília) decidiram em assembleia nesta segunda-feira (31) manter a greve na instituição. A decisão foi tomada mesmo com o movimento rachado: enquanto o comando local da paralisação defendia a continuidade, a direção do sindicato que representa a categoria pedia a volta ao trabalho.
Nesta terça-feira (31), acaba o prazo para que os sindicatos filiados ao Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) digam se aceitam ou não a proposta do governo.
Outras instituições
Além da UnB, professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); UnB (Universidade de Brasília); UFPE (Universidade Federal de Pernambuco); UFPB (Universidade Federal da Paraíba); UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco); UFPel (Universidade Federal de Pelotas); Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo); UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro); UFABC (Universidade Federal do ABC); Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFU (Universidade Federal de Uberlândia), UFG (Universidade Federal de Goiás), a UFBA (Universidade Federal da Bahia) e a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) decidiram manter a paralisação.
Até agora, apenas os professores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) aceitaram a proposta, porém sem saírem automaticamente da greve. Eles aguardam um posicionamento conjunto do Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) para definir se a paralisação continua ou não. A federação representa professores de apenas sete federais.
Movimento dividido
As principais federações se dividiram em relação ao texto do governo: enquanto o Andes-SN, maior sindicato da categoria,defendeu a rejeição, o Proifes, que representa sete universidades, decidiu por sugerir aos filiados que aceitassem a proposta.
Ela inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras. A alteração fez o impacto do aumento no Orçamento subir de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões até 2015.
Em nota, o MEC disse que “atendeu às reivindicações principais das representações sindicais dos professores das universidades e institutos federais”. Além disso, continua, afirma que “disponibilizou cerca de R$ 4,2 bilhões para a reestruturação da carreira docente, com o objetivo de valorizar a titulação e a dedicação exclusiva. Pela nova proposta do governo federal, nenhum professor terá um reajuste inferior a 25%. E o topo da carreira atinge até 40%.”
Fonte: Uol

Servidores da saúde federal em Pernambuco entram em greve nesta segunda


Em assembleia, manifestantes decretaram paralisação. Pedem mudanças nas tabelas salariais

Servidores do Ministério da Saúde em Pernambuco entraram em greve nesta segunda-feira (30), por tempo indeterminado. Em assembleia, realizada no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde (Nems-PE), no prédio da Sudene, os manifestantes decretaram a paralisação reivindicando mudanças nas tabelas salariais, reestruturação da carreira da Previdência, Saúde e Trabalho (CPST), incorporação das gratificações e melhores condições de trabalho.
"Não temos uma discussão salarial há anos, nosso rejuste sempre acontece em cima da gratificação e nunca sobre o salário base. Com isso, o aumento para os aposentados é insignificante", destaca o coordenador do Sindsprev-PE, José Bonifácio. "É  importante reforçar a luta para que seja incluído um aumento salarial para a categoria no orçamento da União do ano que vem, que será votado até o final de agosto", complementa.
O atendimento nos hospitais públicos de Pernambuco não deve paralisar por completo, já que, segundo o coordenador, o Estado trabalha com servidores municipais, estaduais e federais nesses locais. Algumas das instituições que poderão apresentar problemas no atendimento na capital são os hospitais Barão de Lucena, na Iputinga, e Agamenon Magalhães, em Casa Amarela, que possuem, cada um, cerca de 300 servidores públicos federais atuando, entre médicos, técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos de radiografia e de análises clínicas.
O coordenador ainda explica que o Ministério do Planejamento cancelou as reuniões marcadas. "Estávamos com reunião marcada e agora nos avisaram que novos encontros só deverão ser realizados entre 13 e 17 de agosto. É um descaso com a categoria", informa. 
PROTESTO - Nesta terça-feira (31), os servidores da saúde vão se concentrar no Nems-PE, seguindo para a Praça da Independência, para realização de protesto, a partir das 9h. O ato acontece em apoio às greves dos servidores federais e contra o Decreto 7777 do Governo Federal, que prevê a substituição dos servidores públicos federais em greve por funcionários estaduais e municipais.
Fonte: NE10

Servidores federais em greve buscam apoio da população de Brasília


Os servidores públicos federais, em greve há 41 dias, fizeram uma distribuição de panfletos para explicar à população os motivos que levaram as categorias à greve. O ato aconteceu hoje (30) na Rodoviária do Plano Piloto, área central de Brasília. O local concentra a maior movimentação de pessoas na capital federal.
A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), Cleusa Cassiano, explicou que a ação de hoje busca dialogar com a população sobre a greve. “O ato de hoje é para dar visibilidade ao movimento junto à população. Estamos desde maio esperando uma posição do governo e até agora nenhuma proposta foi apresentada”.
A Agência Brasil ouviu os pedestres abordados pelos manifestantes. As opiniões com relação à greve foram divergentes, mas a maioria concorda que é direito dos servidores fazer paralisações, embora considere que a movimentação prejudica a população.
Para a estudante de fisioterapia Viviane Poncilio, a legalidade da greve é inquestionável, mas ainda assim critica o movimento. “A greve é um direito dos trabalhadores, mas esses servidores aí ganham acima da média do que ganha um trabalhador comum. Não acho que eles devam entrar em greve por mais dinheiro”, disse.
Bianca Gomes, atendente de telemarketing  concorda com a posição de Viviane. “É um direito deles. Eu, por exemplo, quero aumento e eles também. O  ruim é que o não trabalho deles prejudica muita gente”, afirma. Para ele, o maior prejudicado é a população. “Acho que uma greve tão longa assim é ruim para o governo, para os trabalhadores e, principalmente, para a população”.
Hoje o Ministério do Planejamento sinalizou que não apresentará a proposta de reajuste aguardada pelos servidores federais, prevista para ocorrer amanhã (31). O órgão enviou ofício à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) suspendendo as reuniões previstas para esta semana.
Os servidores em greve programam para amanhã (31) uma grande manifestação na Esplanada dos Ministérios com a participação do todas as categorias que aderiram à paralisação. 
Fonte: Agência Brasil

Governo suspende reunião com servidores federais em greve


O Ministério do Planejamento sinalizou que não apresentará amanhã (31) a proposta de reajuste aguardada pelos servidores federais, paralisados há 41 dias. O órgão enviou hoje (30) um ofício à Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) suspendendo as reuniões com a categoria sobre a pauta de reivindicações geral, previstas para esta semana. Os encontros devem ser retomados somente a partir do próximo dia 13. Diante da decisão, o Condsef anunciou que pretende endurecer a greve.
A data (31 de julho) havia sido acordada como prazo final para apresentação de uma proposta, a fim de que os servidores tivessem tempo suficiente para analisá-la. Isso porque após 30 de agosto já não será mais possível modificar a previsão orçamentária para 2013.
Por meio da assessoria de comunicação, o Planejamento confirmou o envio do ofício, mas disse que a negociação da pauta geral foi apenas adiada. Segundo o órgão, as reuniões com as categorias para debater assuntos específicos estão mantidas. Amanhã, está previsto, por exemplo, encontro com servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Para Sérgio Ronaldo da Silva, diretor do Condsef, a suspensão é “mais um sinal de que o governo não tem proposta”. “Ele mesmo [governo] tinha fixado essa data do dia 31. A orientação agora é intensificar a greve e as manifestações em todo o país”, disse. Segundo ele, uma ação de panfletagem está marcada para hoje (30), às 16h, na Rodoviária do Plano Piloto, zona central de Brasília.
Segundo o diretor, os servidores querem a correção da inflação desde 2010 e a aplicação do crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria um reajuste salarial de 22,08%. O Ministério do Planejamento, no entanto, descartou a proposta dos grevistas e desde então as categorias esperam uma contraproposta.
No início de julho, o governo autorizou o corte de ponto dos servidores federais em greve. Os funcionários no Distrito Federal recorreram à Justiça, que concedeu liminar suspendendo a medida. O Ministério do Planejamento informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) está recorrendo da decisão.
Fonte: Agência Brasil

Marinalva Oliveira: “Não há perspectiva de fim da greve na univerdades”



A mais recente proposta do governo Dilma para acabar com a greve nas universidades federais deverá ser novamente rejeitada pela categoria, na avaliação de Marinalva Oliveira, a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES).
Segundo ela, desde que as negociações foram iniciadas não houve mudança na essência do proposto pelo governo para contemplar as duas reivindicações consideradas chave pelos grevistas: mudanças na carreira dos professores e melhoria nas condições de trabalho. A greve, iniciada em 17 de maio, segue sem perspectiva de solução. Ela atinge a grande maioria das universidades e instituições de ensino federais e envolve os estudantes em pelo menos 40 delas.
A proposta mais recente, apresentada na última terça-feira, de acordo com Marinalva ainda implica em perdas salariais para parte significativa dos professores.
O governo também propôs remeter para um Grupo de Trabalho algumas questões referentes à carreira, mas o ANDES acha a ideia “problemática” porque compromissos assumidos anteriormente pelo mesmo caminho não teriam sido cumpridos, o que está na origem do movimento grevista.
Conheça aqui detalhes do que querem os professores.
Ontem à noite, algumas assembleias decidiram não aceitar a mais recente proposta do governo. A anterior tinha sido rejeitada de forma unânime por 58 assembleias. Nesta nova rodada de negociações, o prazo de consulta às bases dura até a próxima segunda-feira.
A presidente do ANDES lamentou as distorções que tem acontecido na cobertura de parte da mídia à greve. Quando da proposta inicial, por exemplo, a maneira como a notícia foi publicada dava a entender que o aumento seria de 45% para todos os professores e de forma imediata.  Na verdade, os 45% eram sobre o salário de julho de 2010, contemplavam apenas os professores titulares — que representam 5% da categoria — e ainda assim o aumento seria dado de forma escalonada, até 2015, sem considerar a inflação.
“Infelizmente tem uma parte da imprensa que só passa o que o governo fala”, disse Marinalva.
Fonte: Blog do Azenha

Efeitos da greve são piores para comércio exterior e alunos


Marcha em Defesa da Educação (Maceió 26/07/2012) 


A greve dos servidores federais está prejudicando a atividade econômica brasileira, principalmente as importações e exportações. O cidadão comum sofre menos com a situação, a não ser o caso específico dos alunos de universidades e instituições de ensino federais, cujas aulas estão suspensas há mais de dois meses. A avaliação sobre os impactos das paralisações é de entidades representativas do setor privado e de porta-vozes do próprio movimento grevista. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), atualmente 29 setores do funcionalismo estão de braços cruzados.
As greves que mais estão prejudicando a economia são as da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As duas áreas têm a responsabilidade de fiscalizar e liberar cargas em portos, aeroportos e regiões de fronteira do país. Com a paralisação dos funcionários, está havendo lentidão no trânsito de produtos e insumos. Os auditores fiscais da Receita estão parados desde o dia 19 de junho, e os servidores da Anvisa, desde 16 de julho.
Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em razão das duas paralisações há atraso na chegada e partida de cargas acondicionadas em caminhões nas fronteiras do Brasil com outros países. “Estão retendo muita carga, tanto na importação quanto na exportação”, afirma Fábio Martins Faria, vice-presidente executivo da entidade. Faria cita como exemplo de localidade prejudicada a cidade de Uruguaiana (RS), que faz fronteira com a Argentina e onde fica um dos mais movimentados postos de fiscalização alfandegária do país.
Os efeitos da greve podem ser sentidos também nos portos brasileiros, em especial os de Manaus (AM), Santos (SP) e Paranaguá (PR), onde também há movimentação comercial intensa. “O pólo industrial de Manaus e a indústria farmacêutica e química em geral estão ficando desabastecidos dos insumos para fabricar seus produtos”, diz Fábio Faria. De acordo com o vice-presidente da AEB, como boa parte dessas fábricas trabalham com estoques pequenos e dinâmica  just in time, suas linhas de produção estão paradas.
Ricardo Martins, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), corrobora a informação de que a greve está causando carência de insumos na indústria. “Estamos pagando uma conta alta. Nossos associados relatam que estão faltando desde insumos para produzir vitaminas, na indústria farmacêutica, até matéria-prima para ração de cachorro. Quem importa tem que arcar com a armazenagem, pois o navio que está no porto não pode descarregar”, reclama.
Como paliativo, nesta semana a presidenta Dilma Rousseff editou o  Decreto n° 7.776, recomendando aos ministros de Estado providências para a continuidade dos serviços, e autorizando inclusive a substituição de funcionários federais pelos servidores das administrações estaduais.
Na opinião de Fábio Faria, a medida é insuficiente para restaurar a normalidade. “O ideal nesse caso não é transferir o serviço. O funcionário estadual não tem experiência nisso, e até agir com a mesma presteza do federal levará tempo”, acredita. Para ele, o ideal seria desburocratizar a fiscalização em caráter temporário. “Libera-se a carga, a empresa assume o compromisso de cumprir as normas, e se coloca à disposição para fiscalização posterior”, defende.
Portaria do Ministério da Saúde e resolução da Anvisa publicadas no rastro do decreto presidencial  preveem algo semelhante ao que é sugerido por Fabio Faria. Os dois documentos determinam a adoção de plano de contingência e de procedimentos simplificados enquanto durarem as paralisações.  A portaria da Saúde estabelece ainda o compartilhamento, mediante celebração de convênio, da execução das atividades com os estados e municípios. Além disso, liminares judiciais expedidas na última semana ordenaram normalidade mínima no funcionamento dos portos.
Para além da esfera empresarial, os estudantes são os mais prejudicados pela onda de greves. Paralisadas desde 17 de maio, 57 de 59 universidades federais e 34 de 38 institutos federais seguem em impasse com o governo federal. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal sindicato que representa a categoria, recomendou rejeição à segunda proposta de reajustes feita pela governo, com percentuais que variam entre 25% e 40%.
O presidente da  Condsef, Josemilton Costa, reconhece que a greve causa prejuízos, mas diz não haver outra alternativa para pressionar o governo a ouvir os trabalhadores. “Esse é um constrangimento que o governo tem causado à população, prejudicada por essa atitude de não conceder reajustes”, afirma Costa.
João Maria Medeiros, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) – entidade que representa 10 autarquias reguladoras e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) – afirma que os órgãos estão cumprindo a exigência legal de manter 30% do contingente trabalhando. Segundo Medeiros, tem havido um esforço para que o cidadão comum seja o menos atingido. “A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], por exemplo, está com a fiscalização de aeronaves suspensa, mas seus canais para atendimento ao público e reclamações estão disponíveis”, declara.
Os representantes do movimento grevista têm reunião agendada com o governo para o próximo dia 31 de julho, quando espera-se que o Ministério do Planejamento apresente proposta às categorias paralisadas. Segundo o presidente do Condsef, até lá não haverá relaxamento das paralisações. “O governo tem de apresentar proposta. Trégua sem proposta não existe, e até o momento não tivemos nada”, disse.
O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, credita à crise internacional a cautela do governo em abrir a carteira. “Estamos com a mesa de negociação aberta, o governo está avaliando o conjunto de reivindicações. Mas precisamos saber quanto é possível gastar em termos de pessoal em 2013, devido à gravidade da crise financeira internacional”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil

De que lado eles sambam?


Enquanto o Comando de Greve e a Direção do Andes e a Plenária Nacional do Sinasefe rejeitaram a proposta do governo para os professores universitários, o  ProIfes , sindicato aliado do governo e atuou contra a greve desde o início, orienta o fim da greve e saúda a proposta do governo como uma grande conquista.
Os professores das universidades e institutos federais reunirão novamente com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no próximo dia 01° de agosto.
Fonte: Blog do Cândido Neto

domingo, 29 de julho de 2012

FASUBRA foi chamada para uma reunião com o Ministro Aluízio Mercadante



FASUBRA e Comando Nacional de Greve decidem por não realizar as matrículas dos estudantes aprovados na última seleção e não realizar o próximo vestibular enquanto o governo não negociar. O anúncio foi feito oficialmente na última quinta-feira (26) em frente ao Ministério da Educação (MEC).
O objetivo era dar visibilidade à decisão de não realizar vestibular e nem matrículas desse ano em todas as universidades do país, por causa da posição do governo em não apresentar nenhuma proposta para a categoria. A ação foi amplamente divulgada pela mídia em jornais, TV e rádio. “A intransigência do governo é a verdadeira culpada desse processo”, informou a Federação.
A greve atinge também as demais atividades dos técnicos e não tem prazo para término. “Ficaremos com o vestibular, as matriculas e as demais atividades paralisadas por tempo indeterminado, até o governo abrir uma mesa de negociação com a categoria”, afirmou a FASUBRA.
No final da tarde os representantes foram recebidos pelo secretário de Educação Superior do MEC (SESU) Amaro Lins. “Sou testemunha de que o ministro Mercadante tem se esforçado pela causa dos Técnico-Administrativos em educação. Estamos trabalhando por um proposta”, afirmou o secretário.
O ministro Aluízio Mercadante, entrou em contato por telefone com a FASUBRA solicitando uma reunião para segunda-feira (30).
Fonte: Fasubra

UFSM - servidores bloqueiam setor financeiro da universidade


Os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da UFSM bloqueiam, desde cerca de 7 horas da manhã de sexta-feira (27), o acesso ao sexto andar do prédio da Reitoria, no qual estão localizados os setores responsáveis por atividades e procedimentos financeiros da universidade. A ação integra a onda de mobilizações nacionais orientada pela Fasubra, que tenta quebrar a intransigência do governo, depois de 45 dias de greve sem apresentação de proposta concreta, e opõe-se ao recente decreto executivo no qual a presidente Dilma indica a substituição de trabalhadores grevistas.
O bloqueio no sexto andar da Reitoria ocorre com apoio de estudantes atinge o Departamento de Contas e Finanças (DCF) e o Departamento de Material e Patrimônio (DEMAPA) da universidade, que permanecerão inacessíveis ao longo do dia e não poderão exercer suas atividades de finanças, apropriação de folha de pagamentos e licitações. A ação, na UFSM, segue a série de mobilizações realizadas durante a semana com a obstrução do Centro de Processamento de Dados (CPD), outro setor estratégico para o funcionamento da instituição. 
A onda de intensificação do movimento culmina com a proximidade do dia 31 de julho, prazo estabelecido pelo governo para apresentação de proposta à categoria, conforme o acordado em reunião obtida pelos grevistas após mobilização no Ministério do Planejamento (MPOG). A FASUBRA foi recebida em 52 reuniões desde 2007, mas até então o governo sequer apresentou contra proposta às pautas elencadas pelos servidores. 
O Decreto 7.777, de 24 de julho de 2012, que orienta a substituição dos trabalhadores em greve e a possibilidade de aplicação de sanções administrativas, é o mais recente motivo de indignação do movimento grevista, que considera a medida uma afronta ao direito de greve e à autonomia da Universidade.
A atitude do governo é considerada pela entidade um desrespeito à categoria que recebe, atualmente, os menores salários do serviço público, e uma total falta de consonância com a propaganda oficial de valorização da educação.
Na UFSM, o Comando Local de Greve (CLG) dos TAEs redigiu uma carta, explicando as razões do bloqueio e a repulsa do movimento em relação às últimas ações do governo. A carta segue abaixo:
Somos todos trabalhadores(as) Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Maria. Desenvolvemos nossas atribuições com responsabilidade e compromisso, construindo conjuntamente com estudantes e professores, indissociavelmente, a universidade.
Após 45 dias de deflagração da greve nacional dos TAEs, não obtivemos do Governo Dilma qualquer aceno que indique mudança de tratamento à nossa categoria. Vários ataques nos têm sido desferidos na tentativa de desmobilizar e derrotar nosso instrumento de luta, a Greve.
A última investida vem do Decreto 7.777, de 24 de julho, que determina aos Ministros de Estado que substituam a mão de obra de todas as categorias em greve, e ameaça de punição administrativa aos que não cumprirem a ordem. Além de autoritário, o decreto representa uma ameaça à Autonomia Universitária.
Na UFSM, em reunião com representantes do Comando Local de Greve dos TAEs, a categoria tomou um baque ao conhecer a posição da Reitoria em relação à comissão paritária sobre o tema do horário corrido escalonado. Desconsiderando um objeto de luta histórica da categoria e os impactos da jornada de trabalho na dinâmica familiar dos trabalhadores, o Reitor nega-se a reconhecer institucionalmente a comissão paritária (estudantes, professores e TAEs) que trata do tema.
A Administração Central reitera que já existe comissão nomeada oficialmente para o estudo de setores onde haveria necessidade da implementação de horário ininterrupto de atendimento com jornada de 30h. A perspectiva da Reitoria, portanto, subordina a qualidade de vida dos trabalhadores da instituição ao ponto de vista exclusivamente administrativo. A comissão paritária, construída horizontalmente por todos os segmentos da universidade, serviria apenas como possível, mas não necessária, consultoria à comissão oficial.
Por todo o exposto, o Comando Local de Greve dos TAEs conclama a todos aqueles que lutam por uma Universidade Pública e de Qualidade – sejam docentes, estudantes, técnico-administrativos ou demais trabalhadores – a fortalecer o movimento de greve, em oposição e resposta à intransigência do governo federal. Se o governo nos ameaça e afronta o nosso direito de greve, a nossa resposta é com mais luta e mobilização. Exigimos negociação. A greve continua, até a vitória! 
Fonte: ASSUFSM

UFRGS adia início das matrículas para 2º semestre de 2012 até o fim greve das federais



A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) adiou o início das matrículas dos alunos ingressantes no segundo semestre de 2012. O início dos registros acadêmicos aconteceria nesta quinta-feira (26). De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o motivo de adiamento foi a greve dos professores das federais.
Ainda de acordo com a assessoria, no dia 2 de agosto a universidade fará um novo pronunciamento sobre a situação. As matrículas só serão efetuadas quando a greve chegar ao fim. 
Os professores da UFRGS deflagraram greve no dia 10 de julho, por tempo indeterminado.
Greve
Em assembleia realizada ontem (25), o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) decidiu recomendar que suas sete universidades filiadas aceitem a proposta apresentada pelo governo na última terça-feira (24). O maior sindicato, o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), que representa docentes de outras instituições, ainda analisa o plano. Estão paradas 58 federais.
A nova proposta feita pelo governo inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras. A alteração fez o impacto do aumento no Orçamento subir de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões até 2015.
Fonte: Boa Informação

Professores da UFPel rejeitam oferta do governo e seguem em greve


Os professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) decidiram não aceitar o reajuste salarial de 25% a 40% oferecido pelo governo federal. Em assembleia realizada na quarta-feira (25), no Auditório da Faculdade de Direito, a categoria votou pela manutenção da greve.
Segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Luiz Henrique Schuch, a proposta feita pela União não atende a principal reivindicação da categoria, que é a reestruturação das carreiras dos professores universitários.
Na quinta-feira (26), os professores da universidade fizeram um ato de protesto na frente do Teatro 7 de Abril, em Pelotas. Iniciada no final do mês passado, a greve na UFPel afeta cerca de 20 mil estudantes.
Fonte: G1

UFABC e Unifesp decidem continuar com paralisação


As duas instituições federais de Ensino Superior da região decidiram na quinta-feira (26) pela continuidade da greve de professores, que já dura 73 dias. A maior parte dos cerca de 200 docentes da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC) e dos 63 da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que participaram das assembleias locais rejeitou a proposta apresentada pelo governo na terça-feira. Os educadores consideram que o documento não atende a principal reivindicação da categoria: a reestruturação da carreira.
As duas instituições da região somam 630 professores paralisados e 12 mil estudantes sem aula.
A assembleia de docentes da UFABC contou com a presença do reitor da instituição. Hélio Waldman foi um dos 16 professores que se manifestaram contrários à continuidade da greve por entender que a reestruturação da carreira é tema complexo, que deve ser discutido durante o período letivo. Waldman ressaltou que a paralisação é um direito da categoria, mas vem trazendo prejuízos para alunos e professores.
O reitor, no entanto, reconhece que o plano de carreira dos docentes federais tem problemas conceituais, mas acredita que a discussão acerca das melhorias deve ser feita de forma individual, tendo em vista a característica heterogênea das universidades. "Não vejo problema em discutir plano de carreira por mais de um ano."
A maior parte dos grevistas considera que a proposta traz apenas dois progressos: a diminuição de 17 para 13 níveis salariais e a incorporação do professor titular, que corresponde ao topo da carreira docente.
Há receio, entretanto, de que as melhorias possam ser modificadas nos GTs (Grupos de Trabalho) propostos pelo governo, explica o presidente da Adufabc (Associação dos Docentes da UFABC), Armando Caputi. "Aceitar os GTs é assinar cheque em branco, porque o governo terá maioria nesses grupos que têm natureza deliberativa."
Apesar do projeto aumentar os recursos disponíveis, de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões em três anos, e promover alguns ajustes na tabela, ainda há descontentamento, observa a presidente da Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp), Virgínia Junqueira. "Pela proposta, o salário inicial do professor doutor na universidade federal em dedicação exclusiva em 2015 será de R$ 8.639, sendo que um docente da universidade estadual ganha atualmente R$ 8.715."
Outro ponto que não está de acordo com o proposto pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) é a variação salarial entre os níveis remuneratórios. Enquanto o sindicato reivindica 5%, na proposta do governo o índice varia de 1% a 12%, diz Virgínia.
Estão em greve 58 das 59 universidades federais do País e até agora apenas a Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) votou pelo fim da greve. A próxima reunião entre Andes e governo está marcada para o dia 1º, às 21h.
Terreno para campus em Mauá passa por avaliação ambiental
A área cotada para receber o campus da UFABC (Universidade Federal do ABC) em Mauá, no Parque São Vicente, e que pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), passa por estudo ambiental. Segundo o reitor, Hélio Waldman, o resultado da análise deve ficar pronto dentro de um mês.
A empresa de consultoria Descartes, contratada pela instituição, começou a avaliar o terreno em abril. 
Segundo Waldman, após liberação da área, o próximo passo será definir a compra do terreno de 130 mil m², reavaliado pela Caixa Econômica Federal em R$ 42,6 milhões - o pedido inicial era de R$ 50,2 milhões. "Se o MEC (Ministério da Educação) não liberar o dinheiro, vamos levar esta questão para o Conselho Universitário."
O imbróglio para construção do campus em Mauá se arrasta desde 2010. O reitor explica que a demora se deve ao fato de haver prioridade na conclusão dos projetos iniciais dos campi Santo André e São Bernardo.
Fonte: Diário do Grande ABC