sábado, 22 de março de 2014

FASUBRA - Perseguições vão continuar, pois os sindicatos e nem a federação tem força política para reverter as punições

Os casos das perseguições de ativistas e dirigentes sindicais, durante o período das greves de 2011 e 2012, foi um dos pontos da pauta aprovado na última plenária da Fasubra e protocolada no Ministério da Educação (MEC).
A federação recebeu denúncias de alguns TAE’s que foram perseguidos e punidos durante e após as últimas duas greves, inclusive com demissão de um destes denunciantes.
O problema vem se arrastando há anos sem solução, mas só o ano passado a Fasubra se reuniu com o Aluísio Mercadantes, ministro da pasta na época, o qual solicitou que as denúncias fossem formalizadas, assim os fasubrianos fizeram, mas o MEC mesmo tendo recebido o relatório da Fasubra exigindo uma posição favorável aos perseguidos, nada fez.
Somente neste mês março de 2014 a SESu/MEC responde tais denuncias apresentando um documento no qual legitima todas as ações dos reitores contra grevistas e sindicalistas se utilizando de argumentos técnicos e jurídicos, ignorando qualquer possibilidade de tentar resolver tais conflitos politicamente.
A representação da FASUBRA, reunidos com representantes na mesa de negociação, deixou claro que não espera que o MEC atropele a autonomia universitária, mas que entende que o MEC lava as mãos diante das perseguições e assedio moral que estão se intensificando nas universidades contra os trabalhadores. 
Por fim, a direção da FASUBRA apenas protestou e deixou registrado que o tema polêmico não foi atendido, pois o conteúdo do documento apresentado pelo governo fortalece os reitores em continuar operando perseguições e assedio moral nas universidades contra os trabalhadores. E a consequência dessa política é aumentar os conflitos nas relações de trabalho dentro das universidades. 
O Coordenador de Administração e Finanças da Fasubra, Rolando Malvásio, em um debate no facebook com o técnico em radiologia demitido da Ufal, Roberto Marinho, havia afirmado "... que depender do governo Dilma, a AGU vai recorrer até no inferno, pois administrativamente, é ZERO CHANCE...". O coordenador se referia a reintegração do ex-servidor.
Para amenizar a declaração, pressionado pela matéria publicada AQUI decidiu publicar um vídeo na internet, onde afirma que não existe nenhum processo que está sendo acompanhado pela Fasubra de pessoas que tenha sido perseguido por ter feito greve, ao mesmo tempo afirma que a motivação dos PAD’s foi por forte atuação sindical dos processados em suas bases, e afirma que ele próprio respondeu vários PAD’s e não teve ajuda de sindicato e nem da federação. Clique no vídeo abaixo e assista na íntegra as declarações do dirigente fasubriano.
A declaração do Malvásio deixou a categoria em alerta, principalmente os novos servidores, os que estão ainda em estágio probatório, pois se a representatividade sindical, tanto local quanto nacional, não conseguem reverter essas perseguição usando a sua política, ninguém está disposto a encarar o que o dirigente enfrentou, como ele mesmo afirmou que respondeu vários PAD’s e não teve ajuda de sindicato e nem da federação, ninguém quer arriscar.
Ofício nº 56/2014-GAB/SESu/MEC o governo se limitou em dizer que “o documento apresentado pela Fasubra ao MEC foi enviado as universidades para manifestação e posteriormente submetido a avaliação da AECI/MEC e CONJUR/MEC. Foi realizada reunião com representantes do MEC e orientado sobre a possibilidade de recurso e revisão e ainda, emitido o Ofício Circular nº 004/AECI/GM/MEC, de 25/02/2014, orientando os dirigentes das IFES’s para redobrar a atenção, zelo e cautela na instauração de procedimentos disciplinares, com respalda em evidências consistentes de autoria e materialidade”. Ou seja, tudo vai continuar com está.
A pergunta que não quer calar: O que deve ser feito se houver novas perseguições e punições a servidores que aderiram a greve? Com a palavra a Fasubra.
*Com informações da Fasubra

Fonte: Ufalsindical

Policiais federais voltam a pedir melhores salários e condições de trabalho


Policiais federais voltaram a fazer manifestações, em todo o país, por melhores condições de trabalho e de salários e modernização dos inquéritos. No Rio de Janeiro, que tem a terceira maior unidade da Polícia Federal (PF), a manifestação foi no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio de Janeiro, Gilberto Costa, um problema grave, que deve ser comunicado à população, é a intensa terceirização do setor de imigração. “A maioria dos terceirizados não tem qualificação técnica para ver se um passaporte é falso e pode pôr em risco a segurança do voo”, disse Costa.
Para ele, a falta de perspectiva de carreira e os baixos salários estão afugentando policiais experientes da corporação. “Há colegas com mais de 30 anos de casa que estão se aposentando para trabalhar em empresas privadas, que pagam mais e valorizam a experiência deles. Outros que estão fazendo concurso público e indo para órgãos que pagam mais e com melhores condições de trabalho”, lamentou Costa. “O governo está brincando com a segurança pública”, disse ele, ao lembrar que, nas manifestações, nenhum serviço prestado pela PF foi prejudicado.
Além de faixas e cartazes, os policiais federais levaram ao Galeão o grande elefante branco inflável, símbolo de seus protestos, em referência aos inquéritos policiais, que a categoria alega serem burocráticos e obsoletos. Um dos cartazes dizia que quase 96% dos inquéritos policiais não têm conclusão efetiva.
O Ministério da Justiça não se pronunciou sobre as manifestações e as demandas da categoria.

Fonte: Agência Brasil

Greve no serviço público será tema de debate na Comissão de Direitos Humanos

Todo servidor público pode entrar em greve? Quais os serviços essenciais que não podem parar totalmente? Em caso de greve, como manter o atendimento ao cidadão? Essas são algumas das questões a serem discutidas na segunda-feira (24), às 9h, em um debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), sobre o Direito de Greve no Serviço Público.
O foco da reunião, que tem entre os convidados representantes de categorias de servidores públicos e dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Trabalho em Emprego, são dois projetos: o PLS 287/2013, de autoria da própria CDH e fruto de uma sugestão apresentada pelo Fórum Permanente de Carreiras Típicas de Estado, e o PLS 710/2011, apresentado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).
A proposta que veio da sociedade assegura a todos os servidores públicos civis o direito de greve. Veda, no entanto, essa possibilidade aos militares das Forças Armadas e de forças auxiliares. O projeto prevê ainda que durante as paralisações fica obrigado o atendimento às necessidades inadiáveis da sociedade.
Já o projeto do senador Aloysio Nunes, que está pronto para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), regulamenta o direito de greve no serviço público. Determina a suspensão de pagamento dos salários nos dias não trabalhados. Se houver a compensação dos dias parados, os salários podem ser pagos.
Ainda de acordo com o PLS 710/2011, durante a greve em atividades essenciais, pelo menos 60% dos servidores têm que continuar no trabalho para o atendimento à sociedade. Ao defender a proposta, Aloysio Nunes disse que o Congresso Nacional deve à população uma lei que regulamente a greve no serviço público.
- Uma legislação que garanta ao servidor uma etapa prévia de negociação com os governos, que garanta ao servidor liberdade de organização das suas manifestações de greve. Mas que garanta, também, ao público um patamar mínimo de serviços assegurados - disse o senador.

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 20 de março de 2014

SINTUFAL - Greve sem adesões e sem paralisações

Nesta quinta-feira (20) se iniciou o primeiro dia de greve na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Porém não houve, até o presente momento, Paralisação de nenhum setor no Campus A. C. Simões, como também nos campi de Arapiraca, Penedo e Delmiro Gouveia.
Segundo matéria veiculada no G1, cerca de 1.700 funcionários aderiram ao movimento, essa informação não procede. Pois, se de fato, houvesse tanta gente aderindo, onde elas estariam? As fotos desmentem matéria.
O coordenador geral do Sintufal, Emerson Oliveira, em entrevista ao site de notícias da Globo, afirmou: "Tivemos um acordo com o governo em 2012, mas até agora não foi cumprido. Então estamos aqui para cobrar pela data-base, período em que o trabalhador tem reajuste de salário, reforma da previdência, a não privatização do Hospital Universitário (HU)  e uma política salarial que defenda o servidor”.
A falta de conhecimento do Oliveira acaba criando uma confusão diante das informações oficiais da federação. Segundo o Ofício nº025/2014 protocolado pela Fasubra no Ministério da Educação (MEC), não consta nenhuma destas reivindicações apresentadas pelo coordenador.
É por essa e outras, que a categoria não tem dado credibilidade a gestão atual do sindicato, a falta de transparência para com os seus filiados tem levado muita gente a desfiação.
A adesão de servidores ao movimento paredista, encabeçado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (SINTUFAL), não está ocorrendo, pois os TAE’s não conseguem encontrar segurança jurídica na entidade, pois o número de perseguições aos servidores tem aumentado consideravelmente na instituição. 
Nos portões que dão acesso a universidade, o Comando Local de Greve (CLG) do Sintufal tentou organizar um ato público para impedir a entrada de carros a instituição, mas por falta de grevista, a atividade se limitou em fazer marketing.
Confira AQUI a pauta aprovada na última plenária da federação.
Fonte: Ufalsindical

Depois de novo ato, Planejamento sinaliza abrir diálogo sobre reajuste em benefícios. Pressão deve continuar

Centenas de servidores federais de diversos estados e várias categorias realizaram mais um ato em frente ao Ministério do Planejamento nesta quarta-feira, 19, para seguir pressionando o governo por avanços em negociações. Representantes das entidades que compõem o fórum em defesa dos servidores e serviços públicos foram recebidos pelo secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça. Eles cobraram respostas formais do governo à pauta da campanha salarial unificada do setor que, segundo o próprio Planejamento, seria dada antes do feriado de carnaval. Mendonça se desculpou pelo não cumprimento do prazo e sinalizou que, das demandas colocadas, há uma possibilidade de abrir diálogo sobre reajuste em benefícios como auxílio-alimentação, creche, saúde suplementar entre outros. A categoria voltou a cobrar a formalização das respostas do governo à sua pauta de reivindicações.
O Planejamento estipulou o final deste mês como novo prazo para dar retorno formal à pauta dos federais. Enquanto isso, as entidades reforçam a necessidade de manter a unidade e fortalecer a pressão em torno das demandas apresentadas. Ainda sem qualquer avanço nos processos de negociação e com uma série de termos de acordo pendentes, a palavra de ordem é pressionar. As entidades do fórum nacional dos federais se reuniram esta tarde e apontam novas atividades para continuar reforçando a pressão em torno de avanços nas demandas mais urgentes do setor público. Um Dia Nacional de Lutas está sendo proposto para o dia 9 de abril com atividades em todo o Brasil. Um novo ato em Brasília aconteceria no dia 29 de abril.
O discurso de arrocho que continua sendo usado pelo governo quando se trata de investimentos em serviço público segue mantendo a categoria em alerta. A construção de uma greve geral ainda não foi descartada pelas entidades. A expectativa segue sendo a de abertura de um processo efetivo de diálogo capaz de trazer avanços nas demandas mais urgentes apresentadas pelos servidores. Além do reajuste em benefícios, a antecipação da parcela de reajuste prevista para janeiro de 2015 é destaque e também está embasada por estudos feitos pela subseção do Dieese na Condsef.
Greve será debatida em plenária nacional – Nesta quinta, 20, a Condsef realiza uma plenária nacional com representantes de sua base, que correspondem a 80% do total de servidores do Executivo. Além de falar do calendário de atividades para seguir pressionando o governo, a plenária também deve discutir a necessidade da deflagração de uma greve geral. A plenária acontece a partir das 9 horas no auditório do Sindsep-DF, entidade filiada à Condsef no Distrito Federal.
Ações de pressão seguem sendo fundamentais e continuam como o diferencial para que a categoria consiga os avanços esperados no atendimento de suas principais demandas. Por isso, a Condsef segue defendendo a importância de reforçar a mobilização e unidade entre os servidores em torno de sua pauta emergencial de reivindicações.

Fonte: Condsef

Servidores pedem que reajuste seja antecipado

A Esplanada dos Ministérios foi palco, na manhã de ontem, de mais um protesto de servidores contra a política de negociação de reajustes salariais do governo. Cerca de 2,5 mil professores dos ensinos fundamental, médio e superior e funcionários administrativos de escolas e universidades - que estão acampados em Brasília desde a última segunda-feira - protestaram na entrada do Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto. Além disso, aproximadamente 300 servidores do Poder Executivo fizeram um ato em frente à sede do Ministério do Planejamento, no Bloco K. Por volta das 12h, os dois grupos se encontraram e seguiram a pé até o Bloco C, também do Planejamento, na tentativa de negociar com o secretário de Relações do Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça.
Os trabalhadores conseguiram uma reunião com a representante do governo, mas, cerca de três horas depois, saíram frustrados da reunião. Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) - que representa 80% do funcionalismo -, garantiu que a pressão vai continuar até que o Planalto cumpra a promessa, feita em 2012, de manter uma constante mesa de negociações com as categorias. Além disso, os servidores reivindicam que a parcela de correção salarial de 5% prevista para 2015 seja antecipada, sob a alegação de que o poder de compra teve queda significativa com a alta da inflação no último ano.
"Mendonça reafirmou que não abre qualquer negociação com impacto no orçamento. Apenas acenou com a possibilidade de reajustes de benefícios sociais", reforçou Silva. Os sindicalistas agora vão exigir do Planejamento um documento com as negativas às pautas, por escrito. O acampamento de três dias dos profissionais da educação, liderado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), tinha como objetivo sensibilizar a presidente Dilma Rousseff e conseguir apoio para a votação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor e prevê plano de carreira e cumprimento integral da lei do piso salarial do professor, que hoje vigora em apenas quatro unidades da Federação: Distrito Federal, Acre, Tocantins e Ceará.
Portas fechadas
Os servidores se dizem abandonados pela presidente Dilma e prometem dar uma resposta nas urnas. A CNTE vai protocolar um ofício pedindo uma audiência com a chefe do Executivo. O presidente da entidade, Roberto Leão, lamentou o fato de nunca ter sido ouvido por ela. "O ex-presidente Lula nos recebeu três ou quatro vezes. Dilma nunca abriu o gabinete para o movimento social da educação", reclamou.
O Planejamento disse, por meio da assessoria de imprensa, que a reunião entre os funcionários públicos e Mendonça não estava marcada, mas reiterou que, ainda assim, o secretário recebeu uma comissão. "O governo manterá inalterado o acordo assinado em 2012 e em vigor até 2015", reforçou a pasta. O Ministério da Educação também informou que "é indevida a paralisação dos servidores, pois, em 2012, foi firmado acordo que tem vigência até o próximo ano".
Trânsito interrompido
A Polícia Militar acompanhou as manifestações, e o trânsito teve interrupções nas vias S1 e N1. Quando os manifestantes saíram em passeata, por volta das 11h, quatro faixas do Eixo Monumental, no sentido Praça dos Três Poderes, foram fechadas para garantir a segurança do grupo. As pistas foram liberadas depois que todas as pessoas conseguiram se reunir no local. O tráfego na via atrás do Congresso Nacional ficou totalmente suspenso por cerca de 15 minutos, provocando bastante congestionamento e irritação nos motoristas.

Fonte: Correio Braziliense

ANDES-SN cobra negociação efetiva em audiência com o MEC

Diretores do ANDES-SN se reuniram, no início da noite de terça-feira (18), com representantes do Ministério da Educação (MEC), para cobrar resposta à pauta de reivindicações protocolada pelo Sindicato Nacional no final de fevereiro. Os diretores foram recebidos pelo secretário executivo do MEC, Luis Cláudio Costa, o secretário nacional de Ensino Superior (Sesu/MEC), Paulo Speller e pela diretora de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior, Adriana Weska.
A presidente da entidade, Marinalva Oliveira, relembrou as poucas reuniões ocorridas em 2013 com o MEC, quando não houve nenhum avanço na pauta apresentada pelo ANDES-SN, e ainda a interrupção unilateral de negociações no ano anterior, durante a greve histórica protagonizada pelos docentes federais. 
“A avaliação da categoria é que não tivemos espaço para negociar em nada as nossas reivindicações. Tanto que no 33º Congresso do ANDES-SN, realizado em fevereiro, os docentes deliberaram por trazer à mesa a mesma pauta, com foco em quatro pontos: condições de trabalho, reestruturação da carreira, valorização salarial para ativos e aposentados e respeito à autonomia universitária. Queremos uma resposta concreta de se é possível negociar e avançar nessas questões”, frisou.
Visão do MEC
Mesmo diante do relato da presidente do ANDES-SN, que ressaltou a indignação da categoria frente ao descaso do governo, o secretário Executivo do MEC se mostrou impassível aos argumentos apresentados. Luis Claudio Costa ressaltou que o MEC respeita a entidade nacional, mas entende que o novo projeto de carreira já foi aprovado no Congresso Nacional e que apesar das diferenças conceituais, apresenta melhoras para a categoria.
O secretário executivo afirmou ainda que em 2012 houve um grande esforço do governo para garantir aos docentes e técnicos os maiores percentuais de reajuste dentre as categorias de servidores. Costa destacou também que existe um acordo assinado que prevê reajuste até 2015.
Realidade da categoria
Os diretores do ANDES-SN rebateram os argumentos, ressaltando que as condições de trabalho pioraram nas Instituições Federais, onde há uma grande defasagem de docentes e técnicos para atender às demandas já existentes e às que surgem com a expansão desordenada das IFE. “Essa realidade que o MEC aponta não corresponde com a que vivenciamos cotidianamente nas instituições. A precarização das nossas condições de trabalho é visível. Além disso, um estudo que desenvolvemos junto com o Dieese aponta que quase a totalidade da categoria já teve seus salários corroídos pela inflação, mesmo com o reajuste”, explicou Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN, lembrando que os aposentados foram duramente atingidos com as alterações impostas na carreira.
Schuch ressaltou que atualmente a carreira não tem um piso gerador da tabela, e que a mesma traz valores soltos, não apresenta nenhuma relação lógica nem dos regimes de trabalho nem da retribuição por titulação, que não é incorporada ao vencimento básico. 
“Isso são questões conceituais que reivindicamos desde 2011. Não é possível a categoria ouvir do MEC agora que o que existe está dado e não pode ser negociado e alterado, quando o próprio governo foi constrangido por inconsistências gritantes em seu projeto e editou a medida provisória 614 para alterar a lei da carreira”, apontou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, lembrando que não houve acordo da categoria com o PL enviado pelo Executivo ao Congresso.
Pressionados pela argumentação dos diretores do Sindicato Nacional, os representantes do MEC sinalizaram disposição em abrir uma agenda de reuniões e a possibilidade de diálogo em torno da pauta apresentada.
Márcio de Oliveira, secretário-geral do ANDES-SN reforçou que a categoria precisa vislumbrar que há um espaço de diálogo, mas também de avanço real nas negociações. “Em 2012, o governo impôs um projeto, que não foi referendado pela categoria, e agora nos diz ‘aceitem essa situação como dada’ e em 2016 poderemos negociar. A categoria está exigindo uma resposta, que tem que vir logo, pois a mobilização está sendo feita agora. Isso não é uma ameaça e sim uma apresentação do nosso cenário. Temos uma agenda de mobilização em andamento”, ressaltou Oliveira.
Paulo Speller ressaltou compreender a delicadeza do momento e que o MEC respeitava o ANDES-SN como interlocutor. 
Josevaldo Cunha, um dos coordenadores do Setor das Ifes no Sindicato Nacional, reforçou que há 14 meses o sindicato vem tentando retomar as discussões com o MEC após a suspensão da greve e até o momento não houve sinalização efetiva de que isso seja possível. “Sabemos que somos qualificados para fazer esse debate, pois a base nos deu essa legitimidade. O que estamos reivindicando é discutir a pauta, que já foi protocolada em 2013 e 2014, com ênfase nesses quatro pontos. Agora o MEC precisa nos dizer se isso é possível e se o Ministério da Educação é o interlocutor, pois entendemos que é aqui que temos que fazer esse debate e não do outro lado da Esplanada, na secretaria de Relações de Trabalho do Planejamento”, explicou. 
O secretário da Sesu propôs um novo encontro entre o MEC e o Sindicato Nacional para a próxima quarta-feira (26). A presidente do ANDES-SN encerrou a participação da entidade na reunião reforçando a cobrança de uma resposta por escrito à pauta protocolada.
“Amanhã já realizaremos um dia nacional de paralisação como forma de mostrar a nossa insatisfação. Os representantes do Setor das Ifes irão se reunir nos próximos dias 29 e 30 em Brasília para fazer um balanço do resultado das rodadas de assembleias gerais e da reunião no MEC. Vamos avaliar a possibilidade de avanço nas negociações, para definir as próximas ações do nosso movimento”, completou.
Para os representantes do ANDES-SN presentes à reunião é necessário que a categoria avance na mobilização para pressionar o MEC a abrir negociação efetiva em torno das reivindicações apresentadas. “Os representantes do MEC só se sensibilizaram quando desconstruímos a argumentação posta e mostramos a insatisfação da categoria. Precisamos intensificar nossas ações e fortalecer nossa luta, pois só assim vamos fazer com governo que se movimente”, avaliou a presidente do Sindicato Nacional.

Fonte: ANDES-SN

SINTUFAL - Dia Nacional de Lutas na Ufal foi um fiasco

O Dia Nacional de Lutas convocado pelo Fórum Nacional dos SPF’s, em Alagoas, organizado pelo Comando Local de Greve (CLG) do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL) foi um vexame.
A greve na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) foi deflagrada na manhã da última segunda-feira (17), com pouco mais de 100 servidores. Na oportunidade foram proferidos vários discursos em defesa da greve e contra o governo.
Os coordenadores, Emerson Oliveira e Jeamerson Santos, se revezavam entre um discurso e outro para convocar os presentes na assembleia a compor o CLG, mas os servidores não atenderam o chamado.
Na terça-feira (18), o comando esteve visitando alguns setores da universidade, convocando-os para um ato em frente ao portão de entrada da Ufal. Segundo os informes que foram passados, a atividade era unificada, inclusive teria a participação da Associação dos Docentes da Ufal (ADUFAL) e outros sindicato que compõem o Fórum Estadual dos Servidores Públicos Federais de Alagoas.   
Nesta quarta-feira (19), o ato que tinha como objetivo fechar os portões de acesso a Ifes se transformou numa luta solitária dos poucos servidores que apareceram no evento.
O Oliveira ficou transtornado com as ausências dos sindicatos integrantes do fórum, principalmente da direção da Adufal, os poucos servidores que fizeram uso da palavra não conseguiram esconder frustração.
A tendência é o movimento paredista na Ufal não despontar, pois são poucas as adesões, apesar da deflagração da greve.

Fonte: Ufalsindical

quarta-feira, 19 de março de 2014

CLG SINTUFAL faz seu primeiro ato em prol da greve

O Comando Local de Greve (CLG) do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL) fez sua primeira visita na manhã de terça-feira (18) os servidores do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (HUPAA) e reitoria da universidade Federal de Alagoas (UFAL), com um número menor de comandantes, pois as esperadas adesões não aconteceram.
A visita aos servidores teve objetivo convidá-los para a paralização nacional convocada pelo Fórum Nacional de Servidores Públicos Federais. O primeiro ato de mobilização da CLG não teve o sucesso esperado, pois em muitos setores os TAE’s nem paravam para escutar o discurso dos grevistas.
Segundo informações de bastidores, alguns dos servidores que aprovaram a deflagração da greve tinham como único propósito, aproveitar a paralização da greve para viajar.

Fonte: Ufalsindical

Docentes das universidades federais podem parar em abril

Professores das universidades federais podem entrar em greve a partir de abril. A decisão será tomada em reunião que acontecerá no Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), nos próximos dias 29 e 30, em Brasília. Durante o período, será analisado o resultado das assembleias regionais que vão acontecer entre hoje e o dia 28 deste mês.
Segundo o 1º vice-presidente do Andes, Luiz Henrique Schuch, a categoria está disposta a retomar a greve de 2012, caso o governo não avance nos pontos acordados naquele ano. Entre os principais, reestruturação do plano de cargos, reajuste salarial, condições de trabalho e autonomia universitária.
Ontem, representantes do Andes -SN e do Ministério da Educação se encontraram no início da noite. Não havia informações sobre a reunião até o fechamento da edição.
Schuch destacou que é importante o governo avançar em temas que estão estagnados desde 2012: “Ainda enfrentamos problemas antigos como laboratórios vazios, sem equipamentos, falta de professor em algumas salas de aula e dificuldades na área de pesquisa científica por causa das condições de trabalho.”
Unidades mais novas também enfrentam dificuldades. Alguns setores do Polo Universitário de Rio das Ostras da UFF (Universidade Federal Fluminense) estariam funcionando em containers, segundo o Andes-SN.
Os professores participam hoje do Dia Nacional de Mobilização, na Esplanada dos Ministérios. O movimento vai reunir servidores federais de diversas classes, inclusive, do Poder Judiciário Federal.
PERDAS ACUMULADAS
Sobre os vencimentos recebidos pelos professores, o 1º vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch, defendeu que o reajuste escalonado oferecido pela União em 2012 e que termina em 2015, não recupera a inflação do período: “Os 15,8% já não eram suficientes em 2012, imagine agora? O governo federal tem que reconhecer esse problema o quanto antes.”

Fonte: O Dia

Professores pedem votação do PNE e 10% do PIB para a educação

Cerca de 2,5 mil professores de todo o país estão reunidos neste momento, em frente ao Palácio do Planalto, em ato por melhorias na educação. Mais cedo, eles se concentraram no gramado do Congresso Nacional com faixas, cartazes e apitos.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, as principais demandas incluem o cumprimento da lei do piso, a votação imediata do Plano Nacional da Educação (PNE) e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.
“Nossa luta é em defesa da escola pública, de uma escola digna para a população brasileira. A escola pública precisa ser tratada com respeito e investimento porque é uma escola aberta a todos”, disse.
Reni Nunes, professora de educação especial, veio do Paraná para participar do ato. “Viemos reivindicar a fixação do professor dentro do seu estabelecimento de ensino e o cumprimento do piso. Tem prefeitura que não está pagando o piso correto aos professores.”
José Carlos Martins, professor de Águas Lindas (GO), também criticou a não adesão das prefeituras ao pagamento do piso nacional. “A educação no Brasil está à deriva. Não está seguindo o rumo que deveria para uma educação de qualidade. Os profissionais não são valorizados”, ressaltou.
De acordo com a CNTE, a expectativa é que o ato abra caminho para uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff.
Cerca de 30 homens do Batalhão da Polícia do Exército fazem a proteção do Palácio do Planalto enquanto a Polícia Militar do Distrito Federal tenta organizar os manifestantes.

Fonte: Agência Brasil

Servidores federais de 70 órgãos podem entrar em greve na próxima semana

Um dos temas da plenária que a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) vai realizar, na próxima quinta-feira, em Brasília, será a decisão sobre o início de uma greve dos servidores da União por tempo indeterminado. A entidade representa 850 mil funcionários públicos federais (520 mil deles ativos), de cerca de 70 órgãos. Segundo o secretário-geral da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, a paralisação poderia começar já na próxima semana. “Motivos a categoria tem de sobra para construir um movimento como o de 2012. Temos um cenário que aponta para a greve”, disse o sindicalista.
A Condsef reclama da demora do governo em dar resposta a reivindicações como a antecipação da última parcela do aumento de 15,8% de 2015 para este ano; a paridade salarial entre ativos, inativos e pensionistas; e os reajustes nos benefícios, como o auxílio-alimentação. “O silêncio do governo tem incomodado bastante a categoria”, afirmou Sérgio Ronaldo da Silva.
O Ministério do Planejamento informou que as categorias têm um acordo com o governo vigente até janeiro de 2015 e que, até agora, não há previsão de mudanças.
Pelos cálculos da Condsef, a inflação acumulada durante o governo Dilma Rousseff, incluindo a previsão para 2014, será de 25%. Com isso, o aumento de 15,8% não cobriria as perdas salariais que os servidores federais terão ao fim desse período.

Fonte: Jornal Extra

terça-feira, 18 de março de 2014

FASUBRA - Perseguições durante as greve de 2011 e 2012 ficarão sem solução?


O artigo publicado AQUI sobre as perseguições durante as greves de 2011 e 2012 foi muito debatido entre os servidores de todo país, principalmente a resposta do governo sobre as várias punições impostas pelos gestores de universidades federais em período de greve e pós-greve.
No documento enviado a Fasubra em resposta aos pleitos da categoria, o Secretário de Educação Superior (SESu), Paulo Speller, respondeu sobre a pauta (Não a perseguição e criminalização da luta) o seguinte:
O documento apresentado pela Fasubra ao MEC foi enviado as universidades para manifestação e posteriormente submetido a avaliação da AECI/MEC e CONJUR/MEC. Foi realizada reunião com representantes do MEC e orientado sobre a possibilidade de recurso e revisão e ainda, emitido o Ofício Circular nº 004/AECI/GM/MEC, de 25/02/2014, orientando os dirigentes das IFES’s para redobrar a atenção, zelo e cautela na instauração de procedimentos disciplinares, com respaldo em evidências consistentes de autoria e materialidade.
Traduzindo o texto, o governo não fará nada em relação aos ativistas e dirigentes sindicais perseguidos e punidos durantes as greves. O assunto tem deixado muita gente em alerta, pois com a posição do Ministério da Educação (MEC) em não intervir nesses casos, só resta as vítimas seguir o caminho longo e espinhoso do judiciário, onde as sentenças podem durar anos a medida em que o governo vá recorrendo dessas demandas.
O Coordenador de Administração e Finanças da Fasubra, Rolando Malvásio, em debate no facebook com o técnico em radiologia demitido da Ufal, Roberto Marinho, afirmou categoricamente "... que depender do governo Dilma, a AGU vai recorrer até no inferno, pois administrativamente, é ZERO CHANCE...". Pela fala do dirigente fasubriano ao Marinho, descartando sua reintegração, só mostra o quanto a categoria está a mercê das perseguições.
Das várias denúncias de perseguições registradas na federação, o caso Roberto Marinho é o mais grave de todos, pois desde 2011 o técnico enviou para Fasubra documentos que comprovam a perseguição. Em agosto de 2013 ele foi demitido depois de um PAD cheios de vícios.
Se as perseguições continuarem sem solução no campo político e administrativo, a tendência do movimento paredista é o esvaziamento.
É preciso que cada técnico-administrativo em educação tenha a consciência que em caso de perseguição nessa greve, que hora se inicia, eles estão entregues a própria sorte porque nem os sindicatos, nem mesmo a federação podem garantir segurança aos grevistas.

Fonte: Ufalsindical

FASUBRA - Majoritária desestabiliza a unidade dentro e fora da fedração

O clima entre os dirigentes fasubrianos não anda nada bom depois das últimas reuniões com os representantes do governo e piorou ainda mais quando cada coletivo fez sua análise sobre a resposta do governo a pauta apresentada pela federação.
Como de costumes os revolucionários puxaram o coro de rejeição total a proposta do governo e decidiram levar a categoria a mais uma greve como forma de pressionar o governo a atender os pleitos na sua íntegra.
Na tese publicada no ID Mar-2, os camaradas atacaram o governo e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), acusando os coletivos do campo cutista de querer dividir e derrotar a greve para blindar a reeleição da presidente.
O documento que teve como tema: “É PRECISO LUTAR... É POSSIVEL VENCER!” Não foi assinado por nenhuma das forças pertencentes ao campo majoritário fato este que causou especulação nos bastidores. Segundo o coordenador de admistração e finanças da Fasubra, Rolando Malvásio, foi um vacilo do plantonista do bloco, mas, isto não é importante...”. Disse o fasubriano.
Da mesma forma que os revolucionários acusaram a CUT de querer dividir, eles promoveram a ruptura de toda direção quando de forma antidemocrática e autoritária proibiram o Coletivo CTB de publicar sua avaliação, abrindo uma crise política.
Um dos dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) publicou na página do seu facebook duras crítica a posição adotada por membros da majoritária, vejamos:
Diante do VETO da direção em publicar a nossa opinião a respeito dos fato no ID da Fasubra Fasubra!!!
A quem Interessar, boa leitura. 
Pela Unidade dos Trabalhadores Técnicos Administrativos das IFES
Após as forças que compõem a Fasubra, exceto a Tribo (que se manifestou verbalmente pelo seu representante no plantão), proibir, que nós da CTB divulgássemos nossa posição no ID da Federação, através de um comunicado de seu representante no Plantão, informou que o Coordenador Geral em exercício, LUIS ANTONIO, era contra que fosse publicado a posição da CTB no ID, alegando que tinha passado o prazo, sendo que isto não foi acordado e que acreditamos que quando lidamos com uma categoria de quase 200 mil trabalhadores devemos ser mais responsáveis e menos arrogantes e prepotentes...
João Paulo (JP)
Coletivo da CTB na Fasubra
Como podemos ver quem de fato está atropelando o processo democrático e querendo dividir e derrotar a greve? Muito se falou em unidade para fazermos uma greve forte, esse discurso era defendido com unhas e dentes pelos revolucionários, mas o episódio ocorrido com os CTBistas mostra que unidade é pura utopia porque os coletivos que compõem a majoritária querem mesmo é a revolução as custas da categoria, é preciso abrir bem os olhos para que não seja golpeados pela ideologia partidária.

Fonte: Ufalsindical

SINTUFAL - Comando Local de Greve é instalado com poucas adesões

Após a deflagração da greve dos servidores da Ufal, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL), convidou os presentes para participar do Comando Local de Greve (CLG) e agendou uma reunião para às 15 horas desta segunda-feira (17).
Os coordenadores estavam eufóricos por causa do número de TAE’s presentes na assembleia e esperavam que na instalação do CLG os trabalhadores pudessem participar, pois a tarefa de convencer os mais de 5 mil servidores da Ufal a aderir a greve não será tarefa fácil.
Para surpresa do Coordenador Geral, Emerson Oliveira, o menino dos olhos da Progep, apenas quatro membro da direção do sindicato esteve presente na reunião, e o pior, dos mais cem que estiveram na assembleia, somente sete se disponibilizaram a compor o CLG.
Na reunião os dirigentes ficaram tentando encontrar explicação para o esvaziamento, pois eles não esperavam a baixa adesão ao comando de greve, pois nas greves de 2011 e 2012 o comando chegou a ter um número considerável de integrantes.
Espera-se que a amanhã, terça-feira (18), o CLG possa receber novas adesões.

Fonte: Ufalsindical 

segunda-feira, 17 de março de 2014

SINTUFAL - Assembleia ilegítima aprova greve a partir de quinta-feira (20)

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL), depois de várias tentativas para realizar uma assembleia, nesta segunda-feira (17), finalmente conseguiu o quórum necessário para dar início a sessão deliberativa.
Pouco mais de 100 servidores do Campus A. C. Simões e do interior, compareceram a assembleia de hoje. Foram muitas falas favoráveis a aprovação da greve, onde o principal alvo foi o ataque a política do governo.
O ex-dirigente do Sintufal, Moysés Ferreira, foi impedido de fazer a análise de conjuntura da greve sob a alegação de que as inscrições haviam sido encerradas.
A mesa encaminhou a proposta de deflagração ao plenário que por maioria dos presentes aprovaram a greve, houve seis abstenções. O Moysés pediu para declarar o seu voto e foi atendido.
Na seu discurso o ex-dirigente criticou a postura adotada pela direção do sindicato chamando-os de irresponsável pelo simples fato de convocar uma assembleia sem edital, e não parou por aí, ele criticou o mau uso do dinheiro do fundo de greve. “Vamos iniciar uma greve sem nenhum centavo em caixa, pois está gestão fez uso do fundo de greve para se autopromover, gastou 37 mil reais nas campanhas: "Sintufal Mais Perto de Você" e contra à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)”. Disse o Ferreira.
Em conversa com este bloqueio, o Moysés afirmou que nunca viu uma gestão tão golpista quanto a atual, e que vai ser candidato ao Conselho Fiscal da entidade só para ter o prazer de analisar os gastos efetuado na gestão revolucionária. Ele também nos revelou que a gigantesca campanha do “Sintufal Mais Perto de Você” não obteve o resultado que justificasse a fortuna que foi gasta, pois o sindicato só conseguiu quatro novas filiações, houve também filiações dos trabalhadores terceirizados, mas as empresas prestadoras de serviços a Ufal não fizeram o desconto em folha porque houve intervenção dos sindicatos que representam os trabalhadores, em suma, todo trabalho foi em vão.
A greve foi deflagrada, mas a paralisação de atividades na Ufal só começará a partir da quinta-feira (20).

Fonte: Ufalsindical