quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Profissionais da Ufal protestam contra privatização de hospitais universitários

Os profissionais do Hospital Universitário (HU) realizaram uma manifestação em frente à unidade hospitalar na manha desta quarta-feira (05). Eles são contra a aprovação do projeto de Lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que ficaria responsável pela administração dos hospitais públicos do país. A mobilização é nacional, o projeto deve ser votado nesta tarde, no Senado.
A manifestação, que começou por volta das 7 horas da manhã, é liderada pela Federação de Trabalhadores em Educação nas universidades brasileiras (Fasubra). “Não podemos privatizar os hospitais públicos. Dessa forma, perderíamos o controle sobre a parte administrativa do hospital”, disse Moisés Ferreira, membro do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal).
Durante o protesto, os manifestantes fizeram um abraço simbólico ao HU, dando as mãos em volta do prédio.
A universidade ainda não se pronunciou sobre o assunto. “As reitorias terão autonomia para aceitar ou não a administração dessa empresa. No entanto, se não aceitarem a verba repassada para a unidade irá diminuir, em represália. Portanto, a alteração será obrigatória”, afirmou Moisés.
Fonte: Gazeta Web

Ato público no HU quer barrar projeto de privatização que tramita no Senado

Em todo Brasil foram realizadas manifestações, lideradas pela Federação de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras.
O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) realizou na manhã desta quarta-feira (5), no estacionamento do Hospital Universitário da Ufal. O objetivo é protestar contra o Projeto de Lei 79/2011, em tramitação no Senado, que impõe a privatização do setor, através da criação Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).
Em todo Brasil serão realizadas manifestações, lideradas pela Federação de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) em Defesa dos Hospitais Públicos e contra o PL 79/2011. Impedir a aprovação pelo Senado Federal, onde o mesmo começou a tramitar na semana passada, é o motivo principal da mobilização nacional. 
O Projeto de Lei já se encontra na Subsecretaria de Ata do Plenário do Senado, onde aguarda o recebimento de emendas. No entanto, essa fase é apenas protocolar, pois as emendas dos senadores só devem começar a serem recebidas quando ele chegar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), que tem prazo de cinco dias para receber as propostas de emendas dos senadores.
Segundo informações da CCJ do Senado, o PL 79/2011 tramitará simultaneamente nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania;  de Educação, Cultura e Esporte e de Assuntos Sociais.
Vale lembrar que da última vez que a proposta de criação foi apreciada pelo Senado Federal, ela perdeu a validade por decurso de prazo, em sessão onde alguns senadores utilizaram como argumento os textos das cartas entregues aos parlamentares quando da visita da Fasubra aos gabinetes dos senadores.
A ideia da federação e dos sindicatos é aliar a mobilização, nos estados, a articulação parlamentar em Brasília.
Fonte: Tribuna Hoje

Trabalhador poderá pedir suspensão de aposentadoria por invalidez para voltar ao mercado


O aposentado por invalidez poderá pedir suspensão da aposentadoria para retornar voluntariamente à atividade profissional. Projeto de lei com essa finalidade, de autoria do senador João Vicente Claudino (PTB-PI), foi aprovado nesta quarta-feira (5) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
A proposta (PLS 56/09), que altera a lei que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/91), recebeu decisão terminativa. Agora deve seguir diretamente para exame na Câmara dos Deputados se não houver recurso para que passe pelo Plenário do Senado.
O projeto foi formulado com foco especial em quem se aposentou em virtude de alguma deficiência. Na justificativa da proposta, o autor explica que a ideia é favorecer a reintegração dessas pessoas à vida social por meio do trabalho. O estímulo se daria em razão de não se exigir a desistência da aposentadoria, mas apenas a suspensão do benefício, a pedido do interessado.
O retorno à condição de aposentado, no entanto, depende de confirmação da condição de incapacitado, definida por perícia da Previdência Social. Apesar de ressalvas em relação a eventuais problemas que esse requisito poderia trazer para o aposentado, o projeto mereceu muitos elogios. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) foi um dos que fizeram comentários favoráveis.
- Faço questão de parabenizar porque este é o tipo de projeto inteligente, já que todos ganham: ganha o segurado, que consegue superar sua deficiência a partir de nova qualificação; e ganha a Previdência, que será desonerada de custos - disse Rollemberg.
Fonte: Agencia Senado

Ato em defesa do HU/UFSC

Trabalhadores e comunidade se reuniram em frente ao ambulatório do Hospital Universitário para defenderem o atendimento gratuito e de qualidade, na manhã desta quarta-feira, dia 5. Hoje o PLC 79, antigo PL 1749 aprovado na Câmara, será votado no Senado.
Promovido pelo Sintufsc, o ato em defesa do HU 100% SUS é uma forma de mostrar para a sociedade os perigos da privatização dos serviços públicos de saúde oferecidos pelo hospital. “Estamos nessa luta há alguns anos. Este é um hospital de referência para os catarinenses, não podemos deixar que abram caminho para a privatização”, explica Celso Ramos Martins, um dos coordenadores do Sintufsc.
Durante o ato, Celso falou dos antigos impostos criados para financiar a saúde pública no país mas que não foram utilizados para este fim. “Havia a CPMF que, diziam, servia para financiar a saúde pública e nada mudou. Hoje querem ressuscitar este tributo com essa mesma desculpa. Não podemos deixar que nos enganem”, disse.
Celso falou também da falta de participação dos trabalhadores e da sociedade nessa luta de defesa dos hospitais. “Precisamos que mais pessoas participem dos atos, das campanhas, das manifestações para que possamos impedir esse retrocesso na saúde pública no Brasil”, completa.
Foram convidados administração da universidade, Apufsc, DCE e sindicatos de base que não compareceram.
Fonte: Sintufsc

Servidores fizeram marcha no campus da UFSM

No dia nacional de luta contra o PLC 79/11, em apreciação no Senado Federal, que abre espaço para uma privatização gradativa dos Hospitais Universitários, a tarde foi de protesto na UFSM. Uma caminhada que envolveu dezenas de servidores técnico-administrativos da UFSM, da UFRGS, de estudantes, e de lideranças de outros sindicatos de Santa Maria, partiu da frente do prédio da reitoria por volta de 14h e se dirigiu até a frente do Hospital Universitário (HUSM).
Durante a marcha, que passou pelo Centro de Ciências Rurais, o trânsito sobre a ponte que corta o campus chegou a ser interrompido por alguns minutos para que panfletos pudessem ser distribuídos aos motoristas, através dos quais todos são conclamados a pressionar os senadores a votarem contra o projeto de lei.
Poucos minutos antes da caminhada partir, em sua chegada ao prédio da Administração Central, o reitor, professor Felipe Müller, foi instado a falar. O dirigente da UFSM ressaltou que reafirmava a sua posição, que é contrária ao projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebseth), desde que essa posição foi tirada por unanimidade em reunião do Conselho Universitário, quando o atual projeto atendia por MP (Medida Provisória) 520. Müller disse ser contrário à existência de servidores contratados fora do Regime Jurídico Único, formato trazido tanto pela MP como pelo PLC 79, que prevê contratações pela CLT.
No ato público em frente ao HUSM, diversas lideranças sindicais se manifestaram, sendo algumas vinculadas ao Sindicato da Alimentação e dos Telefônicos. A atividade contou com apoio de entidades como a SEDUFSM, Cpers Sindicato, ASSUFRGS, CUT Regional, Coletivo Barricadas Abrem caminhos, entre outras.
Fonte: Sindufsm

Trabalhadores dos Correios rejeitam proposta e mantêm greve

Os trabalhadores dos Correios de Alagoas darão continuidade à greve, após rejeitar a proposta acertada nesta terça-feira (4) entre a direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e a Fentect, federação que reúne os sindicatos brasileiros da categoria. A informação é do presidente do sindicato alagoano, José Balbino. Até as 15h desta quarta-feira (5), outros oito estados também haviam recusado o acordo. São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Acre, Paraíba e em Brasília continuam com os serviços paralisados.
Para que a greve seja encerrada, pelo menos 18 dos 35 sindicatos existentes no Brasil devem acatar a proposta acordada ontem entre a empresa e a Fentect, durante audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A direção dos Correios em Alagoas informou, por meio de sua assessoria, que irá manter o plano de contigenciamento elaborado pela ECT para todo o Brasil. "Vamos continuar deslocando funcionários de setores administrativos para o operacional, até que a greve se encerre", afirmou o assessor de comunicação, Carlos Gonçalves.
Com a manutenção da greve, o processo será encaminhado a um relator do TST e deverá ser julgado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos na próxima segunda-feira (10).
De acordo com o presidente do sindicato, José Balbino, “a proposta prevê que a empresa devolva o valor correspondente aos seis dias de greve que já foram descontados dos trabalhadores em folha de pagamento suplementar até a próxima segunda-feira. Mas nós não aceitamos esses termos e decidimos manter a paralisação”.
A proposta
O acordo previa o pagamento de aumento real de R$ 80 a partir de outubro – o que antes estava previsto para ser pago só a partir de janeiro. Também tinha sido mantida a proposta de aumento linear do salário e dos benefícios de 6,87%, retroativo a 1º de agosto, mas os trabalhadores abririam mão do abono de R$ 500 que foi oferecido pela empresa.
A proposta também previa que a empresa devolvesse o valor correspondente aos seis dias de greve que já foram descontados dos trabalhadores em folha de pagamento suplementar até a próxima segunda-feira (10). Posteriormente, a empresa poderia fazer novamente o desconto na proporção de meio dia de trabalho por mês. Os outros dias de greve que não foram descontados dos trabalhadores deveriam ser compensados com trabalho extra nos finais de semana e feriados.
Fonte: Tudo na Hora

terça-feira, 4 de outubro de 2011

30.000 acessos !!!

Agradeço aos leitores do Greveufal pela confiança que depositaram no nosso trabalho, pois não é todo dia que um blog chega a 30 mil acessos em menos de três meses, isso prova que as matérias coerentes e com a intenção de informar e divulgar os acontecimentos que potencializam a formação de uma opinião sindical encontrou respaldo na telinha de muitos internautas.
Obrigado a todos! A greve vai terminar, mas o nosso trabalho vai continuar.
 
Roberto Marinho

A comissão da 30 horas se reuniu segunda-feira (03)

A comissão criada para formular a portaria que regulamentará às 30 horas semanais e analisar a portaria do MEC que trata do ponto eletrônico, se reuniu na segunda-feira (3), para tratar dos temas.
A criação desta comissão foi resultado da reunião de quarta-feira (28), do Comando Local de Greve – CLG com a Professora Ana Dayse Dória, reitora da instituição.
A comissão é composta por representantes do Sindicato dos Trabalhadores da universidade Federal de Alagoas - SINTUFAL, da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEPE e do Departamento de Administração de Pessoas – DAP.
Segundo a coordenadora do sindicato a servidora Risonilda Costa, “A reunião foi positiva, pois os representantes da gestão estão de acordo com o que está em discussão”.

Correios e sindicato entram em acordo para pôr fim à greve

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), aceitou ontem, terça-feira (03), a proposta da direção dos Correios para colocar fim à greve que  começou no dia 14 de setembro.
O acordo vai ser levado para votação em assembléias e, se aprovado, os funcionários retornam o trabalho na amanhã. O documento precisa ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer.
Os sindicalistas concordaram em ter seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, pode autorizar desconto em período menor. O desconto dos dias parados era o principal entrave para um acordo com que colocasse fim à paralisação.
A proposta prevê ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro. E o reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os trabalhadores também aceitaram trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas. Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado.
"Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho", disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
O vice-presidente de Gestão de Recursos Humanos dos Correios, Larry de Almeida, disse que a previsão é de que as entregas sejam normalizadas até a próxima semana em todos os estados, com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nesses três estados, o trabalho deve levar mais tempo. Cerca de 136 milhões de correspondências estão atrasadas hoje no país.
Almeida disse que a negociação com o sindicato foi "difícil", mas afirmou que o acordo "conjuga os interesses dos trabalhadores, da empresa e, acima de tudo, os interesses da sociedade."
Fonte: G1.Globo

Greve dos bancários inicia segunda semana com quase 8.000 agências fechadas

A greve nacional dos bancários completou 9 dias nesta quarta-feira (5), e conseguiu atingir todos os 26 Estados e o Distrito Federal. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados, de acordo com balanço feito pela Contraf – CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).
Só em São Paulo e região,  773 bancos estão parados. Os trabalhadores da capital paulista decidiram manter a greve por tempo indeterminado, em assembleia realizada na última segunda-feira (3), já que, segundo o sindicato, a Fenaban (Federalção Nacional dos Bancos) ainda não apresentou uma proposta.
A categoria está de braços cruzados desde o dia 27 de setembro, após rejeitar proposta dos bancos de um aumento real nos salários de 0,56%. Os bancários querem aumento real de 5% sobre os salários. Já foram realizadas cinco rodadas de negociações. Além do pedido de aumento, os bancários também têm outras exigências como a maior participação nos lucros.
O Comando Nacional dos Bancários, da Contraf-CUT, orientou os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo o país.
Carlos Cordeiro, presidente da confederação, disse que a categoria manterá o diálogo para retomar as negociações.
- Mantemos nossa disposição de diálogo e, para tanto, o Comando Nacional está de plantão em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos. Queremos uma proposta decente para valorizar o trabalho dos bancários.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirma que os patrões é que levaram os funcionários a entrar em greve.
- Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria, apesar de acumularem lucros 20% maiores, levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim à paralisação.
Fonte: Portal R7