segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Técnicos da UFRN decidem suspender greve

Após 110 dias de greve, os técnico-administrativos da UFRN decidiram, em assembleia, o retorno ao trabalho hoje (26). A categoria considerou, entre outras coisas, a orientação nacional – que foi avaliada e seguida pelo Comando Local de Greve – e o fato de inúmeras universidades já terem decidido em suas assembleias pela saída unificada.
Dos 13 inscritos no ponto de avaliação, oito se colocaram a favor da saída unificada e cinco contra. Já a votação que decidiu pela saída unificada foi 110 votos a 93. A proposta derrotada previa continuidade da greve até o dia 15/10. Tiveram 12 abstenções.
Agora, a Fasubra e sua base concentrarão forças na mobilização parlamentar de modo a conquistar ganhos econômicos através de emendas parlamentares à LOA (Lei Orçamentária Anual) e ao projeto orçamentário (PL 2203/11). A intenção é conseguir o remanejamento de recursos para ser aplicado ainda em 2012 da ordem de 1 bilhão/ano. Caso não haja sucesso, há uma expectativa de retorno à greve no primeiro trimestre de 2012.
As emendas em referência buscarão além dos recursos mencionados, garantir reajuste nos benefícios (auxílios alimentação, transporte, pré-escola e saúde) e suprimir do texto do projeto orçamentário o dispositivo que prevê alteração na base cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade o que reduz acentuadamente os valores atuais. Uma das emendas também objetiva suprimir a redução em 50% nos salários dos médicos federais.
Fonte: Sintest/RN

À espera das medidas de Dilma. Mas que medidas?

Declarou a presidente Dilma Rousseff estar o governo pronto para tomar medidas capazes de atenuar o impacto da crise econômica. Como nas Nações Unidas ela havia criticado as teorias defasadas que o mundo velho vem aplicando para enfrentar as dificuldades, devemos partir da premissa de não termos aumento de impostos, redução de salários e aposentadorias, demissões em massa e cortes dos investimentos sociais. Apesar de serem encontrados no governo alguns defensores de uma ou de todas essas maldades, basta a palavra da presidente para a certeza de estarem afastadas.
Fica, no entanto, uma dúvida: a que medidas Dilma estaria se referindo, se as coisas ficarem ainda mais complicadas? Aumento de impostos só para os mais ricos? Congelamento dos salários? Nivelamento por baixo das aposentadorias? Frentes de trabalho para compensar demissões? Interrupção, mesmo sem recuos, das políticas públicas voltadas para a educação, a saúde e a segurança?  (Carlos Chagas)

domingo, 25 de setembro de 2011

ENQUETE - "Não" a saída da greve, disse 70% dos internautas

A maioria dos internautas que participaram da enquete votaram pela não saída da greve. Veja o resultado na imagem.

Obrigado a todos pela participação.

Funcionários mantêm greve na ECT

Os funcionários dos Correios, em greve desde a última quarta-feira, aprovaram na tarde de ontem a manutenção da movimento por tempo indeterminado. Eles não aceitaram a posição da diretoria da empresa, que na quinta-feira voltou a oferecer a proposta apresentada aos trabalhadores antes da greve, que prevê reajuste de 6,87%, mais aumento real de R$ 50 e abono de R$ 800. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) protocolou, ontem pela manhã, nos Correios, uma contraproposta que prevê aumento linear de R$ 200, além de reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria também exige a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios.
Segundo a empresa, a contraproposta da Fentect é praticamente a mesma apresentada no início das negociações. O impacto dessas exigências nas contas dos Correios pode chegar a R$ 4,3 bilhões, o que representa um aumento de 70% na folha de pagamento da estatal.
O diretor da Fentect, José Gonçalves de Almeida, disse que a direção da empresa rejeitou a proposta dos trabalhadores antes de conhecê-la. Ele também disse que a categoria não aceita a proposta que foi reapresentada pelos Correios. "Não vamos apreciar uma proposta que já rejeitamos, queremos que a empresa venha e sente à mesa de negociação", disse.
De acordo com os Correios, desde o início da greve, a média de atraso nas entregas chega a 35%. Os Correios entregam todos os dias 35 milhões de objetos, entre correspondências e encomendas. Os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta foram suspensos, já que eles funcionam com horários marcados para a entrega.
Segundo dados apresentados pelos Correios, a adesão dos trabalhadores à greve estava em 19% ontem. Mas a estimativa dos grevistas é que cerca de 70% dos funcionários estejam sem trabalhar.
Ontem, os trabalhadores dos Correios fizeram  passeata pedindo apoio à pauta de reivindicações da categoria. No Rio, a categoria se reuniu em frente à sede da empresa, na Cidade Nova, próximo ao centro. Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, Ronaldo Leite, o fim greve depende apenas de uma proposta mais interessante da empresa.
"Se a empresa aprovasse uma proposta que fosse contentar o trabalhador, a gente encerrava a greve hoje mesmo. Não
interessante para nenhum trabalhador a continuidade da greve, pelo fato que isso afeta a população e a empresa", destacou o sindicalista.
Fonte: Tribuna do Norte

UNIR: greve se amplia em outros campis

O Movimento de greve de estudantes e professores da UNIR, iniciado há mais de 10 dias agora se estende a outros campi desta IFES. Somando-se à Capital e a Rolim de Moura, a greve se estendeu a Guajará-Mirim, chegou a cursos dos campi de Ariquemes, Vilhena e conta com solidariedade do Campus de Cacoal. Nesta semana uma mobilização do Comando de Greve de estudantes e professores se desloca para os demais campi para reforçar o Movimento.
Em Porto Velho, o Comando de Greve de estudantes e professores realizou protestos em emissora de TV onde o reitor e pró-reitores eram entrevistados, onde nos intervalos do programa se ouviam gritos de “Fora Januário!”. O Movimento se intensificou com atividades no centro da cidade, organizada por estudantes, atendendo a comunidade, com atividades de orientação sexual, de saúde pública e apresentando trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes.
O Comando de greve de professores articula uma reunião com parlamentares para pressionarem o MEC a vir ao Estado de Rondônia para audiência com o Movimento Grevista. Também o ANDES – SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES, no qual a ADUNIR é uma Seção Sindical, também intensificou mobilização em Brasília para uma Audiência com o MEC, além de divulgar a todas as seções Sindicais a Greve na Universidade Federal de Rondônia.
Confira algumas fotos de obras paradas e da área de Agronomia em Rolim de Moura, abandonada há mais de um ano (Alojamento, refeitório, banheiro,...)
Fonte: Gente de Opinião

sábado, 24 de setembro de 2011

Servidores da UFC decidem encerrar greve

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Ceará (UFC) decidiram encerrar a greve e voltar ao trabalho na próxima segunda-feira (26). O retorno às atividades foi deliberado durante Assembleia Geral realizada na quinta-feira (22), no pátio da Reitoria da UFC.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado no Ceará (SINTUFCe) Os grevistas atendem à orientação da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (FASUBRA), que recomendou a construção da saída unificada da greve. Em nota, a FASUBRA justifica que a medida visa "a continuidade à luta em outro patamar do movimento. Após a saída unificada da Greve, a direção da FASUBRA deve exigir do governo o estabelecimento de uma agenda, com a dinâmica da negociação, onde esteja devidamente explícito o início, meio e fim, do processo de negociação, com resolutividade".
Mais de 3 meses
A categoria, no Ceará, decidiu entrar em greve no último dia 16 de junho em prol de novos concursos públicos e de melhorias no plano de carreiras (racionalização de cargos, step de 5%, piso de três salários, e incentivo à qualificação). Outro fato preocupante para a categoria foi a reapresentação pelo Governo Federal ao Congresso Nacional de proposta para privatização dos Hospitais Universitários.
O Projeto de Lei 1749/2011 foi encaminhado em Regime de Urgência no último dia 5 de julho, e propõe a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A matéria foi aprovada na última terça-feira (20) na Câmara dos Deputados, e segue, agora, para o Senado.
Fonte: Diário do Nordeste

Greve dos Técnico-administrativos está próxima do fim - 95% dos sindicatos encerram paralisação

A greve nacional dos técnico-administrativos das universidades federais se encerrou ontem sexta-feira (23). Cerca de 95% dos sindicatos seguiram a orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) de finalizar o movimento. As atividades serão retomadas na segunda-feira, mas, de acordo com a Fasubra, a mobilização irá continuar.
A coordenadora geral da Fasubra, Léia de Souza Oliveira, afirma que a categoria voltará ao trabalho para que, desta forma, consiga voltar a conversar com o governo. "Esperamos que com o fim da greve o governo cumpra sua palavra e inicie as negociações", disse Léia.
De qualquer maneira, a Fasubra destacou que a luta pelas melhorias da categoria continua. "Iremos fazer paralisações mensais para mostrar que estamos mobilizados".
Seis universidades federais votaram pela permanência da greve: a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Segundo a Fasubra, essas instituições terão novas assembleias na próxima semana e poderão permanecer em greve em função de reivindicações locais.
Fonte: Portal Terra

Dilma peita STF, mantém Orçamento e tenta controlar reajustes em série

Apesar de ter recebido um ofício em tom de intimação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, a presidente Dilma Rousseff decidiu que não vai refazer a proposta do Orçamento do ano que vem para incluir o reajuste salarial do Judiciário. O governo já sabe, porém, que o Congresso está disposto a aprovar o aumento, o que faz a equipe econômica temer pelo pior: que o reajuste desate reivindicações em série por aumentos em setores do funcionalismo que têm salários bem menores, como militares, Receita e da Polícia Federal.
O ofício de Peluso, encaminhado na quinta-feira da semana passada, pergunta se Dilma pretende incluir na proposta orçamentária para o próximo ano recursos para garantir os reajustes dos juízes e funcionários. Foi enviado um dia após a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ter dito no Congresso que o governo não trabalha com a possibilidade de elevação das remunerações do Judiciário em 2012. O custo total do aumento do Judiciário é de R$ 8,350 bilhões. Isso faria com que os salários dos ministros do STF saltassem de R$ 26.723,13 para R$ 32 mil.
Depois de tirar do Orçamento o aumento pedido pelos juízes, o máximo que o Planalto aceitou, quando o Supremo reclamou do corte, foi enviar a proposta de reajuste para a Comissão Mista do Congresso. "Mas a proposta orçamentária oficial, a que o governo enviou no dia 31 de agosto, não será mexida pelo Planalto", disse um assessor da Presidência.
Fonte: Estadão

Remuneração de servidores deve ser feita para todos e sem distinção

Por Vinícius Diniz Monteiro de Barros
Todo ano, o Executivo precisa encaminhar, com certa antecedência, o projeto de Lei Orçamentária do ano seguinte para o Legislativo. Nesse período de elaboração da LOA, o governo sofre pressões de todos os lados. Um particular conjunto de pressões provém dos servidores públicos, quanto à recomposição do valor real das remunerações, contra as perdas inflacionárias, conforme o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal.
No âmbito da União, o discurso do governo neste tema se baseia na anunciada crise internacional, que não é episódica, mas já perdura desde o colapso dos sistemas financeiro e imobiliário nos EUA. Essa crise duradoura, que, para acalmar o mercado, já foi chamada de “marolinha” pelo então presidente Lula, tem se transformado em um tsunami quando os atuais ocupantes de cargos comissionados no planalto central se sentam à mesa de negociações com servidores públicos federais das mais diversas categorias. Por isso, apesar de, em 2011, a meta do superavit primário ter sido alcançada 34 dias antes em comparação com o ano anterior; apesar de a arrecadação tributária nunca ter sido maior “na história desse país” e apesar de o dinheiro doravante arrecadado ter por destino um fundo já multibilionário de combate à crise (permanente), o recado do governo federal foi claro para os servidores: “reajustes, só em 2013”.
Neste quadro, o discurso do governo contém um pleito aos servidores. Trata-se de um pleito de colaboração. Os servidores, irmanados ao governo, são convocados ao enfrentamento da crise-tsunami.
Contudo, aparentemente sem aderir à irmandade, o Judiciário e o Ministério Público da União encaminharam ao Legislativo proposta de Orçamento – próprio – com previsão de aumentos remuneratórios da ordem de 14%, tanto para juízes e procuradores, quanto para servidores dos respectivos quadros de apoio. Na última semana, o Executivo ignorou que essas duas instituições possuem, segundo a Constituição, autonomia orçamentária e financeira, decotando a proposta de reajustes, antes de remeter o projeto ao Legislativo. Foi o bastante para que o Judiciário, por intermédio do presidente do Supremo Tribunal Federal, reagisse com veemência. Para a unanimidade dos ministros daquele tribunal, o ato do Executivo teria colocado a Constituição, tal como compreendida pelo próprio STF, sob ameaça.
E o governo recuou, deixando aos aliados do Legislativo a tarefa de vetar ou homologar os reajustes apenas para juízes, procuradores e suas respectivas carreiras de apoio.
Dois aspectos muito importantes podem ser destacados nessa sequência de relações institucionais havida na última semana. Em primeiro lugar, o Executivo descumpre a Constituição ao negar o reajuste anual aos servidores (artigo 37, X). Em segundo lugar, o Executivo descumpre a Constituição ao ignorar a autonomia orçamentária do Judiciário e do Ministério Público.
A diferença entre as duas situações está em que o STF não interpreta a autonomia orçamentária do Judiciário e do Ministério Público como norma constitucional de eficácia limitada, isto é, que depende de lei ordinária para atingir todos os seus efeitos. A autonomia orçamentária dessas instituições tem eficácia plena, na visão do STF. Já o direito de todos os demais servidores públicos do país ao reajuste que lhes mantenha o poder aquisitivo, embora previsto com igual clareza no artigo 37, inciso X, da Constituição, dependeria da vontade política do Executivo para encaminhar projeto de lei específica ao Legislativo.
Com efeito, não é necessária lei para esclarecer que manter o poder aquisitivo significa, ao menos, enfrentar as perdas inflacionárias. Porém, quando o Executivo deixa de fazer até esse mínimo em relação aos servidores públicos não-juízes e não-procuradores, o STF, mesmo provocado, não reage com a força a que se assistiu na última semana.
Fato é que o aumento do teto remuneratório do servidor público, que equivale à remuneração do ministro do STF, gera movimentação imediata de todas as demais carreiras do serviço público federal. Afinal, por mais juridiquês que se gaste, importando doutrinas alemãs ou italianas, os servidores públicos federais não-juízes-nem-procuradores não dimensionam nem aceitam o porquê do tratamento diferenciado.
Com razão. Os professores universitários das faculdades de Direito das universidades federais, que regem o ensino jurídico público nos respectivos estados federados; os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz ou de toda área de ciência e tecnologia da União, que tanto trabalham para que o Brasil não se mantenha como mero exportador de commodities; os advogados da União e auditores da Receita ou do Trabalho, que fazem a arrecadação tributária federal alcançar recordes ano após ano, mediante atuação eficiente contra sonegadores; os membros da Polícia Federal, cujo esforço impede a evasão de divisas na casa das centenas de milhões de reais por ano; os Defensores Públicos, que implementam todos os dias direitos fundamentais daqueles que alegadamente constituem o público preferencial de atuação do governo federal; além de todas as carreiras de apoio das Universidades, dos Ministérios, das Autarquias, da AGU e da DPU – em suma, nenhuma dessas figuras, apenas a título de exemplo, merece o reajuste que o STF pode defender para si mesmo?
Eventual tratamento diferenciado dado pelo governo às carreiras federais gerará inconformismos, porque a Constituição, cuja compreensão não pode ser privatizada por qualquer órgão ou função[1], muito menos em causa própria, não acolhe a parêmia “orwelliana” de que uns servidores públicos sejam mais iguais do que os outros.
Por sua vez, os inconformismos levam a demandas e essas podem chegar ao Judiciário. Se isso acontecer, cumpre conferir se os juízes se irmanarão finalmente ao Executivo, autorizando o corte de ponto do servidor grevista (como fez, por exemplo, no precedente Mandado de Injunção n. 3.085, Rel. Min. Gilmar Mendes), ou aos servidores, para fazer valer a Constituição (artigo 37, X) e tratar o direito alheio como o próprio.
A Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais acompanhará, com atenção e denodo, o desenrolar dos acontecimentos, a fim de que a revisão geral da remuneração dos servidores públicos tenha sua execução nos termos da Constituição: para todos, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
Vinícius Diniz Monteiro de Barros é defensor público federal em Minas Gerais, membro da Comissão de Prerrogativas da Defensoria Pública da União.

Fonte: Consultor Jurídico

Servidores da UFRA encerram greve

Não é uma derrota, é um recuo tático. Foi assim que o comando de greve definiu a retomada das atividades dos servidores técnico-administrativos das universidades federais do Pará. A decisão, aprovada ontem pelos funcionários da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), veio por fim a 120 dias de paralisação. Um dia antes, os servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA) também votaram pelo retorno ao trabalho. As assembleias organizadas pelos sindicatos da categoria no Estado optaram por seguir a orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra), aprovada no último dia 15, de encerrar a greve já nesta segunda-feira (26).
Com a retomada das atividades, a entidade espera conseguir negociar com o governo federal. Durante todo o período em que os servidores permaneceram parados, o governo negou-se a estabelecer uma mesa de negociação enquanto a categoria não retornasse ao trabalho.
“O comando avaliou que a greve já cumpriu seu papel político e, por isso, optamos pela saída unificada. Nós fomos sabotados por medidas judiciais, impondo que os trabalhadores do Brasil parassem com o movimento. Ficamos sem ter como levá-lo adiante”, analisa Dircélia Moraes, servidora técnica da UFPA e coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos das Universidades Federais (Sindtifes).
Fonte: Diário do Pará

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CNG orienta os sindicatos filiados

O CNG fez uma avaliação do resultado da votação do PL 1749/2011 e tiraram alguns encaminhamentos orientando as bases a adotarem algumas estratégias, tais como:


Ação emergencial: Luta contra a EBSERH – PL-1749
 I – Campanha de denúncia
Colocar no IG e página da FASUBRA a relação dos deputados que votaram a favor e contra o PL 1749.
Fazer cartaz  –  com arte nacional.  Cada entidade de base inclui os parlamentares do estado que votaram a favor da EBSERH. 
As entidades de base, no gozo de sua autonomia, poderão divulgar o nome dos deputados que votaram contra o PL-1749 – EBSERH.
Incluir nas redes sociais – texto denunciando a votação do PL 1749.
Fazer denúncia do Ministro  da Educação  como autor do Projeto da EBSERH.
Moção de Aplauso – Deputada Alice Portugal. 
II – Ação junto aos senadores  - Urgência na próxima semana.
Divulgar no IG o e-mail dos senadores. 
A FASUBRA disponibilizará documento a ser entregue aos senadores. 
As entidades de base deverão recepcionar os senadores nos aeroportos para entregar documentos.
Organizar reunião com os senadores para tratar do PL 1749. 
III  –  Sobre a participação da Fasubra no Conselho Consultivo da EBSERH
Encaminhar documento ao senado solicitando a retirada da FASUBRA do Conselho Consultivo.   
Articular com senador a construção de emenda retirando a FASUBRA do conselho consultivo.
IV - Documento ao Congresso  Nacional
Fazer denúncia quanto à ação truculenta sofrida pelos trabalhadores técnico-administrativos  em educação técnico-administrativos da base da FASUBRA e enviar aos Presidentes da Câmara Deputados, do Senado Federal, de Partidos Políticos. Na denúncia, externar que os trabalhadores foram  impedidos no acesso, e sofreram atos de violência,  que demonstram  o despreparo da segurança do Congresso Nacional.
 V  –  Articular  junto as entidades  sindicais,  profissionais  e centrais para construir uma ação unificada na luta contra a EBSERH (CFM, CFAS, COFEN, UNE )  
 VI – Reunião com a ANDIFES
Cobrar  posição acerca da EBSERH  -  PL 1749, e também quanto  à afirmação do relator do PL de  que a gestão dos HU´s é incompetente.
VII - Ampliar a Campanha de Abaixo Assinado
VIII  –  Caravana  –  preparar nova caravana por ocasião da votação da EBSERH no Senado, com ações de resistência em cada etapa de tramitação no Senado.
Fonte:  FASUBRA - IG2011 SET08

Seguranças impedem entrada de grevistas do Sinasefe no MPOG

Em greve há 53 dias, trabalhadores dos institutos e escolas técnicas da rede oficial de ensino, que realizavam nesta quinta-feira (22) manifestação na Esplanada dos Ministérios, foram impedidos por seguranças de entrar no prédio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para negociar a pauta salarial da categoria com a Secretaria de Recursos Humanos.
Aproximadamente 250 grevistas ligados ao Sindicato Nacional de Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) exigiam a abertura de negociação com o governo, quando na tentativa de impedir o acesso dos protestantes ao prédio, um dos seguranças do Ministério quebrou a porta de entrada do prédio.
Logo depois, o problema foi contornado e o Ministério aceitou receber três integrantes do comando de greve, que conversaram com o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, José Mauro.
Conforme informações do comando, no entanto, as negociações não avançaram, porque o governo alegou que não vai negociar enquanto a greve não acabar.
Fonte: FASUBRA

CNG fez um minuto de silêncio

O Comando Nacional de Greve da FASUBRA reunidos pela manhã para avaliação dos resultados da assembleias de bases, a pedido dos delegados Altamiro Nobre e Roberto Marinho, fez um minuto de silêncio pelo falecimento do ex-integrante do conselho fiscal e político do SINTUFAL, Zilton Messias, na quarta-feira (21).
Foi um momento de Emoção, pois muitos dos delegados do CNG, o conhecia e lamentaram sua partida para descanso eterno.
“O Greveufal fez esse registro para homenagear a este companheiro que deixou sua marca no movimento sindical e contribuiu para com a categoria assumindo os cargos, pelo qual foi eleito”.
“O Comando Nacional de Greve deseja à família enlutada, os mais sinceros pêsames pela perda do seu ente querido".

FASUBRA apoia projeto de lei que propõe criação de mais de 77 mil cargos para IFES

A FASUBRA SINDICAL encaminhou ao Ministério da Educação, mais precisamente ao ministro Fernando Haddad, ofício datado de 20 de setembro 2011, onde apresenta a luta histórica da categoria em defesa do concurso público para preenchimento de vagas no serviço público.
No texto, que você pode acompanhar a seguir, a Federação diz que este mecanismo é necessário para suprir as demandas de vagas nas Instituições Federais de Ensino Superior e para combater o processo de terceirização no âmbito acadêmico.
O ofício reafirma a posição da Federação a favor da aprovação na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 2.134/2011, que já tramita naquela Casa Legislativa, e que pode dar origem a 77.178 cargos no Ministério da Educação a serem redistribuídos nas universidades federais da seguinte forma: 19.569 seriam para convocar docentes; 27.714 para trabalhadores técnico-administrativos (PCCTAE), e 24.306 para professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.
Ao final do texto, a Federação coloca-se à disposição do Ministério e dos gestores para debater o tema, bem como propõe discussões acerca dos cargos necessários e dimensionamento das vagas.

Fonte: FASUBRA

Chega ao senado projeto da EBSERH

Depois de passar sob vaias e protestos pelo crivo da Câmara dos Deputados, onde foi aprovado, o projeto de lei que cria a EBSERH chegou ao Senado Federal, sob número PLC 79/2011, ontem (21), com pedido de tramitação normal de 45 dias.
Atualmente o PLC  encontra-se na Subsecretaria de Ata do Plenário do Senado, onde aguarda o recebimento de emendas. No entanto, essa fase é apenas protocolar, pois as emendas dos senadores só devem começar a serem recebidas quando o PLP chegar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), que tem prazo de cinco dias para receber as propostas de emendas dos senadores.
Segundo informações da CCJ do Senado, o PLP 79/2011 tramitará simultaneamente nas comissões de Constituição, Jurça e Cidadania;  de Educação, Cultura e Esporte e de Assuntos Sociais.
Vale lembrar que da última vez que a proposta de criação foi apreciada pelo Senado Federal, ela perdeu a validade por decurso de prazo (foto), em sessão onde alguns senadores utilizaram como argumento os textos das cartas entregues aos parlamentares quando da visita da FASUBRA aos gabinetes dos senadores.
Agora a expectativa é que, ratificando a posição tomada meses atrás, o Senado proceda de forma a rejeitar o PLC 79/2011.
Fonte: FASUBRA

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Juízes e procuradores cercam prédio do STF por aumento de salários

O prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, foi cercado na tarde desta quarta-feira por juízes e procuradores que pedem aumento de salários. Filas se formaram em todas as entradas da Corte e, segundo a Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe), havia cerca de 1,4 mil manifestantes - a maioria de terno e blazer - no entorno do edifício, onde promoveram um "abraço" como forma de protesto.
Os juízes e procuradores defendem o reajuste do teto salarial do serviço público. O salário equivale ao dos ministros do STF e está fixado hoje em R$ 26,7 mil. Eles querem que o valor passe para R$ 30,6 mil. Se o teto aumentar, juízes e promotores também vão passar a receber a mais, pois eles ganham um percentual em cima dos vencimentos dos ministros do STF.
O presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, recebeu os líderes de várias entidades da magistratura e do Ministério Público. Ele também defende o reajuste. Mas, o governo federal é contrário aos aumentos, pois avaliou que eles vão custar muito aos cofres públicos. Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto seria de R$ 7,7 bilhões anuais.
Entre as entidades que participaram do encontro com Peluso estão as associações dos Membros do Ministério Público (Conamp), dos Magistrados Brasileiros (AMB), dos Procuradores do Trabalho (ANPT), dos Procuradores da República (ANPR), dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e dos Juízes Federais (Ajufe).
Juízes federais cogitam greve até o fim do ano
O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, avisou que a categoria pode entrar em greve até o fim do ano caso não seja aprovado no Congresso Nacional o aumento salarial e novas medidas de segurança para os magistrados.
- Entendemos que o governo e o Legislativo vão ser sensíveis ao nosso pleito, mas não está descartada uma futura deliberação pela greve - informou o presidente da Ajufe.
Wedy ressaltou que, em consulta feita aos dois mil juízes federais em 17 de agosto, cerca de 26% votaram pela greve. Ele também relembrou que, na última paralisação da categoria, em 27 de abril, 90% dos juízes aderiram, e outros 65% votaram pela participação no movimento desta quarta-feira. Participaram do ato em Brasília cerca de 1.400 procuradores.
Sarney declara apoio a reivindicações
O presidente do Senado, José Sarney, afirmou nesta quarta-feira que apoia as reivindicações do MP e do Judiciário sobre a garantia de segurança, a cobertura adequada de previdência e o reajuste de subsídios. Sarney recebeu os presidentes de dez entidades ligadas às duas carreiras, que promovem o Dia Nacional de Valorização do MP e da Magistratura.
Fonte: Extra globo

Supremo reajusta auxílio-moradia de seus ministros em quase 60%

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram na noite desta quarta-feira aumentar em quase 60% os valores do próprio auxílio-moradia, que segundo eles, não era reajustado desde 2003, informa a Folha Online. A partir do mês que vem, o valor do benefício mensal passará de R$ 2.750,00 para R$ 4.377,73, que será pago além do salário de R$ 27,6 mil -- o teto do funcionalismo público.
O pagamento deste benefício só vale para aqueles ministros que não possuem residência fixa em Brasília ou que não ocupam apartamento funcional.
Segundo informações do STF, o único integrante da Corte que hoje recebe o auxílio é Luiz Fux.
Juízes auxiliares do tribunal, que são convocados para trabalhar nos gabinetes dos ministros, também terão aumento de 23,06% no benefício, passando de R$ 2.750,00 para R$ 3.384,15. O aumento é menor, porque já havia tido um benefício para esses magistrados em 2008.
De acordo com cálculos do tribunal, esse aumento terá um impacto mensal de R$ 78,8 mil e anual de R$ 945,9 mil.
A decisão vale apenas para o Supremo, mas os demais tribunais podem se espelhar na decisão e também reajustar os benefícios por conta própria, criando um efeito cascata.
Fonte: Folha

O servidores da UFAL vão continuar em greve

Os técnicos-administrativos em Educação da Universidade Federal de Alagoas, reunidos hoje pela manhã em mais uma assembleia de greve no hall da reitoria, decidiram por unanimidade a continuidade da greve enquanto a reivindicações da pauta local não forem atendidas.
Alguns servidores apresentaram outras propostas, uma delas foi defendida pelo ex-coordenador geral do SINTUFAL, Evilázio Freire. Ele  foi favorável que em cada assembleia fosse avaliada a possibilidade de saída da greve, haja visto, que cada greve tem seu começo e seu fim e o momento atual é favorável para uma saída honrosa.
O servidor Roberto Maximiano, coordenador de formação política do sindicato, propôs ao a categoria uma saída com data marcada para o dia 30 de setembro, pois esse prazo seria ideal para se negociar com gestão o que está sendo pleiteado na pauta local.
A terceira proposta que foi aprovada pelos servidores, foi bravamente defendida pelo, também coordenador do sindicato, Moysés Ferreira, que em seu discurso convenceu a todos da importância de se debater com a administração questões como às 30 horas, ponto eletrônico e outras pendências que vêm se arrastando há anos, sem que haja um posicionamento concreto da reitoria.
A assembleia foi empolgante e empolgou, até mesmo, os que estavam desmotivados.
Pauta Local aprovada por unanimidade na assembleia
1.        30 horas para todos os servidores da UFAL;
2.        Não implantação do ponto eletrônico;
3.        Discutir a progressão funcional para todos os técnicos;
4.        Reposicionamento dos aposentados;
5.        Retirar da petição da AGU, que criminalizou a greve dos técnicos-administrativos, o nome da UFAL;
6.        Discutir a eleição para direção geral e direção de enfermagem do HUPAA;
7.        Contratação de técnicos-administrativos através de concurso público;
8.        Política de saúde para todos os trabalhadores da instituição
9.        Afastamento de técnicos-administrativos para qualificação com bolsa;
10.    Voto dos aposentados para toda eleição da UFAL.

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Servidores técnicos-administrativos das Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) encerraram suas greves

O término das greves vale para todas as universidades públicas federais. O motivo foi a conclusão do Orçamento da União para o ano de 2012. Na UFPB a greve durou 106 dias. A decisão pelo fim aconteceu na segunda-feira (19), mas os funcionários só voltarão ao trabalho no dia 26 de setembro. Já em Campina Grande, o término da mobilização aconteceu na sexta-feira (16) e na segunda as equipes já estavam de volta ao trabalho.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb), Rômulo Xavier, as greves terminaram sem avanços nas negociações. O governo federal não concedeu reajuste salarial e nem atendeu às outras reivindicações da categoria.
“Os reajustes salariais e outros benefícios da categoria que estamos reivindicando, caso fossem aprovados, seriam inseridos no orçamento. Com o documento concluído, fica quase inviável a concessão das reivindicações. Vamos negociar, mas os pagamentos só poderão ser feitos em 2013”, analisou.
Fonte: Blog Mari Fuxico

Técnico-administrativos da UFSC decidem pelo fim da greve

A Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) decidiu nesta quarta-feira (21) seguir a orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra), aprovada no último dia 15, de encerrar a greve na categoria. Também finalizaram a paralisação, nesta semana, a Universidade de Brasíla (UnB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Os servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) foram os primeiros a sair do movimento, no dia 6 de setembro, antecipando-se à orientação nacional.
Conforme informações da Fasubra, os sindicatos das instituições federais tem até sexta-feira para decidir se retornam ou não às atividades na próxima segunda-feira, dia 26. A ideia da entidade é que com a retomada das atividades a categoria consiga voltar a negociar com o governo federal.
Fonte: Terra

Técnicos da UFMT desistem da greve

Depois de 115 dias parados, os servidores da área administrativa da UFMT decidiram retornar ao trabalho na próxima segunda-feira, sem descartar uma nova paralisação. O governo federal não atendeu a nenhuma reivindicação, ou melhor, sequer abriu negociação com os trabalhadores. 
Nesse período, pouco mais de 1.800 cruzaram os braços em protesto ao descumprimento de um acordo firmado em 2007 e não cumprido pelo governo. A greve acumulou tarefas burocráticas nos diversos campi da instituição de ensino superior e no Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá. 
Além do piso de três salários mínimos, pouco mais de R$ 1,6 mil, os servidores querem o respeito ao que está acordado como Plano de Cargo, Carreira e Salário há quatro anos, ainda no governo de Lula. 
Entre os itens do plano, a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais em Mato Grosso (Sintuf), Ana Bernadete Almeida Nascimento citou a “racionalização dos cargos”, que seria a equiparação salarial entre servidores que desempenham funções similares, o que acontecia até o final de 2004, e o governo resolveu extinguir. 
Como exemplo, Ana Bernadete apontou o auxiliar administrativo e o auxiliar de enfermagem. Conforme ela, a diferença chega a R$ 700. O entendimento deles é que, se são lotados na mesma instituição, têm funções semelhantes e integram o mesmo ministério (o da Educação), não há motivo para diferença salarial. Eles também reivindicam reposição salarial para os aposentados, cujos salários reduzem a partir do momento que se tornam inativos, mesmo quando combinam a idade e o tempo de serviço exigido para se aposentar. 
De acordo com Ana Bernadete, a orientação de retorno ao trabalho partiu da Federação dos Servidores das Universidades como forma de tentar abrir as negociações com o governo. A previsão é que até amanhã a greve chegue ao fim em todas as universidades federais e que semana que vem seja agendada a primeira rodada de negociação.
Fonte: Diário de Cuiabá