sábado, 13 de junho de 2015

FASUBRA - Ministro do STJ cobra do governo proposta para os técnico-administravos das IFES

A Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos Em Instituição de Ensino superior Públicas do Brasil (FASUBRA) noticiou na sua página eletrônica, na sexta-feira (12), que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia emitido liminar reconhecendo a legalidade do movimento grevista do ano passado, como também o deflagrado no dia 28 de maio deste ano.
Segundo o texto do artigo do site da entidade, a decisão do Dr. Napoleão Nunes Maia Filho, ministro relator da ação impetrada pela Advocacia Geral da União (AGU), que judicializou o movimento paredista de 2014, foi motivada pelo não cumprimento, por parte do governo, da decisão judicial do STJ que pediu que governo negociasse com a federação.
O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) agora têm 10 dias para se pronunciar informando sobre o pedido de abertura de negociação formulada pela FASUBRA e sobre o efetivo cumprimento da ordem liminar concedida na demanda desde ano passado.
A liminar do STJ, datado de 9/6/2015, não faz referência ao julgamento do mérito da ação, apenas reabre a discursão sobre o descumprimento da decisão proferida em 2014, que mandou o governo negociar com a federação e ao mesmo tempo determinou o encerramento da greve.
O movimento grevista da FASUBRA está consolidado em mais de 60 universidades, como também a forte adesão à greve tem sido um ponto positivo, pois tem demonstrado que a categoria está unida em querer ver resultados na luta pelos seus direitos.
Clique AQUI e confira a liminar do STJ.

Fonte: Ufalsindical 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Proposta de aumento de servidores do judiciário não é compatível com estabilidade fiscal

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse hoje (11) pela manhã que o governo trabalha para apresentar uma proposta de reajuste da remuneração dos servidores do Poder Executivo Federal nas próximas duas semanas, segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério. Ele explicou que solicitou aos líderes no Congresso Nacional que não votassem projetos sobre o tema antes deste período, mesmo que tratassem sobre outros poderes. O reajuste dos servidores do Poder Judiciário está na pauta do Senado Federal.  
“Com nossa proposta, vamos dar uma referência, não só para os nossos funcionários, mas para o Brasil como um todo, do que o governo brasileiro, do que a sociedade, do que todos nós podemos pagar aos funcionários públicos. Uma vez feito isso, a metodologia adotada pelo governo federal talvez possa ser utilizada também pelos outros poderes, que têm independência para fazer as suas propostas”, considerou.
O ministro informou que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) fez um estudo sobre o projeto de lei de reajuste dos servidores do Judiciário, que varia de 59% a 78%, conforme aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O levantamento mostra que haverá gasto de R$ 25 bilhões nos próximos quatro anos.
“São aumentos que não são possíveis no orçamento brasileiro neste momento. Foi isso que transmitimos ao Judiciário, foi isso que transmitimos ao Congresso Nacional. Obviamente, estamos trabalhando em dar algum reajuste, o funcionalismo público tem que ter um reajuste; agora tem que ter um reajuste na medida em que o orçamento público suporta”, disse Barbosa.
“Pedimos ao Judiciário que reconsidere esta proposta, que adote um percentual a ser distribuído em vários anos e que seja compatível com a manutenção da estabilidade fiscal”, acrescentou. As declarações do ministro foram dadas à imprensa após entrevista ao programa 'Bom Dia, Ministro', da Rádio Nacional.

Fonte: DZAI 

FASUBRA - Greve segue sem negociação

Os Técnico-Administrativos em Educação (TAE) das universidades federais de todo o país estão com suas atividades paralisadas desde o dia 28 de maio. Cumprindo uma resolução aprovada no XXII Congresso da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos Em Instituição de Ensino superior Públicas do Brasil (CONFASUBRA), que ocorreu nos dias 23 e 24 de maio em Brasília, a categoria decidiu em várias assembleias nos sindicatos base, deflagrar greve.
Um dia antes do início do CONFASUBRA (dia 22 de maio) a representação da federação se reuniu com o Secretário Executivo Luiz Cláudio, Ministro do MEC em exercício e apresentou documento do próprio ministério em resposta aos pontos pautados pela FASUBRA após a Greve de 2014, porém o Secretário foi bem claro em afirmar que apesar de ser um governo reeleito, é um novo governo. Qualquer ação para ser encaminhada pelo MEC tem que ser avaliada pelas outras áreas  do governo e manifestou respeito ao movimento, mas lamentou que o processo de diálogo se iniciasse já com uma greve anunciada. 
Os federados rebateu o manisfesto e afirmou que a greve só ocorre por falta de um processo negocial, pois a pauta da categoria é a mesma negociada em 2012 e que o governo não cumpriu com o que foi acordado na época, muitas das demandas ainda estão pendentes, sem solução.
A categoria exige do governo federal a reposição de perdas e o aprimoramento da carreira, que apesar de tido um pequeno avanço, fruto da luta de 2012, ainda falta muito para contemplar os anseios da categoria.
Veja a pauta específica protocolada junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC)
Reposição de Perdas e Aprimoramento da Carreira:
  • Índice de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016;
  • Pelo aprimoramento da Carreira com correção das distorções, levando em consideração a racionalização dos cargos, piso de três salários mínimos e step de 5%; reposicionamento dos aposentados e pensionistas, e concurso público via RJU para todos os níveis de classificação;
  • Pela não retirada de ganhos administrativos e judiciais da Categoria – pagamento imediato;
  • Reabertura de prazos para que os Técnico-Administrativos em Educação que ainda estejam no PUCRCE possam migrar para o PCCTAE;
  • Pela instituição da Ascensão Funcional;
  • Reconhecimento dos certificados de capacitação dos aposentados quando os mesmos se encontravam na ativa;
  • Aproveitamento de disciplinas de curso de graduação e pós-graduação para todas as classes do PCCTAE para fins de progressão por capacitação;
  • Reconhecimento de títulos de mestrado e doutorado obtidos fora do país.
  • Posicionamento hierárquico em padrão de vencimento equivalente na tabela quando do reingresso de servidor em outro cargo do PCCTAE.
  • Efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013;
  • Extensão, para os Técnico-Administrativos em Educação, do art. 30 da lei 12772/12, que trata de afastamento para realização de estudos de pós-graduação;

*Com Informações da Fasubra

Fonte: Ufalsindical

Greve de professores paralisa 25 das 63 universidades federais, diz sindicato

A greve dos professores de instituições federais de ensino superior, iniciada dia 28 de maio, contabiliza nesta quarta-feira a adesão de docentes de 25 das 63 universidades federais e de um instituto federal. Entre os técnicos-administrativos, a paralisação atinge 58 universidades e três institutos federais.
Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). 
O presidente da Andes-SN, Paulo Rizzo, explicou que não há previsão para o encerramento da paralisação. Segundo ele, o Ministério da Educação não cumpriu um acordo firmado com a categoria em 2012 e não apresentou proposta de negociação para a pauta de reividicações.
Não gostaríamos que tivesse greve. O tempo de paralisação dependerá do governo. Queremos que chamem para negociar. Tememos que a greve seja longa — acrescentou.
A opinião é compartilhada pelo coordenador geral da Fasubra, Rogério Marzola.
Enquanto não nos apresetarem uma proposta, não tem horizonte para o fim da greve", explicou. Para Marzola, antes da paralisação a federação encaminhou ofícios ao MEC com a pauta de reivindicação dos técnicos-administrativos.
As principais reivindicações dos professores são a reestruturação da carreira, garantia de financiamento público estável e suficiente às instituições e abertura de concursos público. A pauta dos técnico-administrativos inclui reposição salarial de 27,3%, aprimoramento da carreira, com correção das distorções, piso de três salários mínimos e fim da terceirização.
De acordo com professores e técnicos, o movimento ganhou força após o anúncio dos cortes no Orçamento. A área de educação foi uma das mais penalizadas, com o contingenciamento de R$ 9,423 bilhões.
Na véspera da paralisação, o MEC divulgou nota criticando a decisão pela greve. Representantes do ministério esclareceram que o movimento só faria sentido "quando estivessem esgotados os canais de negociação". Na quarta-feira, em audiência pública no Senado, o ministro Renato Janine reafirmou que a pasta está aberta ao diálogo.
Na terça-feira, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou, por meio de nota, que uma contraproposta para as instituições federais de ensino será apresentada até o fim de junho. Essa contraproposta faz parte do contexto das negociações realizadas com o conjunto do funcionalismo público.
Veja a lista das universidades em greve no Rio Grande do Sul (apenas técnicos):
Fundação Universidade Federal do Rio Grande 
Universidade Federal de Pelotas 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Universidade Federal de Santa Maria 
Universidade Federal da Fronteira Sul 
Instituto Federal do Rio Grande do Sul

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sem 27,3% de reajuste, servidor fará greve

Os servidores públicos de elite não querem sequer considerar a possibilidade de reajuste abaixo dos 27,3% reivindicado na campanha salarial de 2015. Ontem, em reunião do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que representa mais de 180 mil trabalhadores (26 sindicatos) com alto nível de especialização, os representantes sindicais subiram o tom. Eles alegam que já abriram mão do restabelecimento total dos ganhos mensais, pois se cobrassem a queda no poder aquisitivo desde 2000, o percentual não poderia ser inferior a 50%. Por isso, preparam uma artilharia pesada que inclui manifestações, atos de protesto, paralisações e até greve geral.
“Nossa demanda é de 27,3%. Não há outro cenário. Menos que isso, é greve”, disparou Daro Piffer, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal). A categoria fará hoje paralisação de quatro horas, a partir das 9h. “Se a presidente e os ministros desistirem do aumento de 15,76%, também abandonaremos a ideia dos 27,3%”, complementou Márcio Gimene, presidente da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor).
“Salário de servidor não é gasto, é investimento. Desempenhamos papel crucial para a gestão pública”, destacou Sávio Silveira Feitosa, presidente do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários (SindPFA). Roberto Kupski, presidente do Fonacate, explicou que, além das defasagens salariais, outros itens não avançam. “As indenizações de transportes (para quem usa o próprio veículo) estão congeladas desde 1999 em R$ 17 por dia. As diárias estão em  R$ 200, em média, desde 2009.”
Rudinei Marques, secretário-geral do Fórum, lembrou que ali estava presente o núcleo estratégico do governo. “Olhando os grandes números, é fácil deduzir que orçamento é uma escolha. Sem os empréstimos do BNDES a grandes empresas com juros subsidiados que, desde 2008, chegam a quase R$ 500 bilhões, sobraria dinheiro. Se fosse aprovada a taxação de grandes fortunas, o retorno seria de mais de R$ 100 bilhões, quase duas vezes as despesas com os 27,3%. Há mais de 10 mil funcionários requisitados com salários astronômicos que poderiam ser substituídos por servidores. São pequenos exemplos de onde o dinheiro pode vir”, disse Marques.
Pressão
O grupo de servidores que se encontrou ontem atua nas áreas de arrecadação, fiscalização, controle, segurança, planejamento e orçamento. Juntos, podem movimentar ou paralisar a gestão pública. O principal objetivo foi  aglutinar movimentos isolados que começaram a pipocar pelo Brasil desde março, quando o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou que os 27,3% são “irreais”. Nesse período, mais de 1,3 mil procuradores federais e advogados da União entregaram cargos de chefia. Hoje, farão ato em frente à AGU, às 11h.
Analistas e técnicos em finanças se reuniram, ontem, em frente à CGU e hoje protestam, às 10h, no hall de entrada do Ministério da Fazenda. Os auditores da Receita Federal planejam uma entrega generalizada de cargos de chefia. Fizeram, ontem, mais um Dia Nacional sem Computador, terceiro protesto nacional contra a desvalorização da categoria. Também ontem, servidores do Judiciário e do Ministério Público da União (MPU) entraram em greve por tempo indeterminado.

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 8 de junho de 2015

UFAL - Moção de apoio a greve será aprovada hoje no CONSUNI e voto dos ebserhvianos poderá ser tema de discussão da sessão

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas (CONSUNI/UFAL) se reunirá na tarde desta segunda-feira (8) em sessão ordinária para analisar questões referentes a alguns processos. Porém, outros temas serão inclusos na ordem do dia, tais como: Greve nas unidades da IFES e a consulta para escolha do novo reitor.
A universidade está em greve e diferentemente do ano passado (2014), que teve pouco mais de 10% dos técnicos paralisados, esse ano os professores também aderiram ao movimento, unificando a luta das categorias.
Na sessão de hoje do CONSUNI/UFAL, segundo informações de bastidores, há consenso entre os membros conselheiros de votarem uma moção de apoio ao moviemento grevista, tendo em vista o corte do Governo Federal ao orçamento, limitando ainda mais as verbas destinadas as universidades, comprometendo a manutenção e conservação do patrimônio destas IFES e atrasando os vários projetos de pesquisas que vem sendo desenvolvidos.
O Sindicato dos Trabalhadores da UFAL (SINTUFAL) convocou os grevistas para participar da reunião do CONSUNI/UFAL para pressionar o pleno a aprovar a moção de apoio a greve, pressão que não será necessário, pois o tema não tem como não fazer parte da pauta e ser aprovado.
A grande polêmica da sessão de hoje, possivelmente será em torno de um dos artigos da Norma Eleitoral, que estabelece que só os servidores com vínculo do Regime Jurídico Único (RJU) poderão votar, deixando de fora alguns servidores, principalmente os contratados pela Empresa Brasileira de Serviços hospitalares (EBSERH), que são lotados no Hospital Universitários Prof. Alberto Antunes (HUPAA).
O interesse nos votos dos ebserhvianos tem um objetivo. Primeiro, eles atuam no segundo maior colégio eleitoral da UFAL; Segundo, eles representam hoje, mais 60% do número de concursados dentro no nosocômio e por último, a popularidade do Paulo Teixeira e equipe está em baixa entre os servidores RJU, a ideia é garantir que os servidores celetistas da estatal, também votem, para tentar reverter à posição desfavorável da candidata da gestão.
Na Comissão Central Eleitoral (CCE-2015) o tema teve várias discussões e por três vezes que foi votado, o resultado ficou empatado em 3 x 3, graças a representação do SINTUFAL que apoiou a proposta reitoriana, mas depois da última assembleia, onde a categoria desautorizou a representação na CCE-2015 a votar favorável a proposta, o placar poderá ser alterado.
Há quem diga que a gestão pretende apresentar ao CONSUNI/UFAL, uma proposta que altera a Norma Eleitoral, aprovando uma resolução que passará a valer já nessa eleição.
A tática, se concretizada, será vista como um golpe, pois configura conflito de interesse, pois a maioria dos membros do Conselho são gestores nas várias unidades acadêmicas da UFAL.
Para o ex-dirigente do SINTUFAL, moyses Ferreira, “essa possibilidade é descartada, pois seria vergonhoso para a gestão aprovar tal resolução, seria um golpe fatal, mas tudo é possível, vamos aguardar”, afirmou o Ferreira.
De uma coisa a comunidade já sabe, o Conselho aprovará o apoio a moção de apoio a greve.

Fonte: Ufalsindical

sábado, 6 de junho de 2015

O orçamento e a greve nas universidades federais

Na última semana, nos deparamos com o início do movimento grevista dos docentes e técnicos-administrativos das Universidades e Instituto Federais. O anúncio da greve coincidiu com um já esperado informe sobre os cortes que viriam com o decreto orçamentário, como parte da proposta de ajuste fiscal.
Tal ajuste depende de diversas ações, entre as quais o contingenciamento dos gastos da união, que recebeu um corte de 69 bilhões de reais anunciado no dia 22 de maio. Dentre os ministérios mais afetados estão o da Saúde e o da Educação, este último recebendo um corte de 9,4 bilhões de reais.
Por outro lado, uma análise das pautas dos técnicos e dos professores que mobilizaram os movimentos e iniciaram a greve mostra que existe uma preocupação comum. Que os cortes não afetem o funcionamento das universidades e de seus hospitais universitários.
No mês anterior, os leitores de nossa coluna tomaram conhecimento do Fórum em Defesa da Educação Pública, em que inúmeros reitores e entidades da educação e da ciência e tecnologia solicitaram o não corte no orçamento da educação, bem como da ciência e tecnologia. Este manifesto foi entregue ao ministro da Educação em mãos, após reunião da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), no dia 12 de maio.
Em seguida, o ministro anunciou aos reitores que o custeio das Universidades Federais não sofreria corte, o que foi comemorado por nós como um dos resultados de nossas proposições e da agenda positiva em relação à educação pública. Após 26 de maio o orçamento de custeio passou a ser liberado, promovendo um grande alívio no sistema e gerando a expectativa de que os recursos continuem garantindo as atividades regulares.
A partir da organização propositiva e do trabalho de muitos, embora com mecanismos diferentes de mobilização, o debate e a atuação dos diversos setores da Educação solicitam que o Ministério tenha um olhar cuidadoso para as universidades federais. Existe uma enorme preocupação com o acúmulo de compromissos firmados, contratos e obras, dos quais dependem não só o funcionamento das universidades, mas também a consolidação da enorme expansão realizada nos últimos oito anos.
O País deve manter o crescimento de suas universidades para atender mais jovens, formar mais professores e se preparar para atingir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que depende fortemente das instituições públicas de ensino superior. O desenvolvimento destas garantirá maior produção de tecnologia, pois elas detêm a capacidade de produzir os avanços das engenharias, da medicina e saúde e do conhecimento humano. 
Devemos nos dirigir resolutamente ao amplo projeto de formação de professores da rede, aos programas de extensão, bem como ao desenvolvimento continuado de profissionais tanto pela via presencial como por meio da tecnologia do ensino à distância.
Que o momento atual possa abrir novas negociações que tenham em vista o atendimento de curtíssimo prazo como a garantia do custeio das universidades, conforme anunciado pelo ministro. Porém, que venha também com a possibilidade de um planejamento permanente dirigido a um processo de médio e longo prazo. Que haja um esforço contínuo e unificado em torno de estratégias conjuntas entre docentes, técnicos, estudantes e reitores, e que possibilite atingir condições mais adequadas e menos limítrofes de trabalho e de ensino. 
A continuidade do projeto de uma Educação Pública de Qualidade não depende só da garantia do que está em funcionamento com base no orçamento atual. Depende também do fortalecimento das ações para que se possa realizar mais. Para isso, esperamos que os investimentos continuem, para que a expansão pública continue, para que mais profissionais possam ser formados, mais pacientes possam ser atendidos nos hospitais universitários públicos e para que a produção de tecnologia seja dirigida para benefício da sociedade. Temos uma enorme capacidade instalada, vamos em busca da expansão continuada e com sustentação.

Fonte: Carta Capital

Professores ampliam greve em federais

Uma semana após o início da greve de professores nas instituições de ensino superior federais, a adesão passou de 18 instituições, em 28 de maio, para 24, segundo o levantamento mais recente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
A categoria critica o corte de R$ 9 bilhões do orçamento da educação anunciado pelo governo federal no mês passado e os atrasos nos repasses de verbas desde 2014. E pede uma reestruturação da carreira, incluindo melhores condições de trabalho e reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff, de acordo com cálculos do Andes.
A expectativa é que a mobilização se intensifique na próxima semana, quando serão realizadas assembleias em diversos estados. Até o momento, as paralisações estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste, incluindo a Universidade Federal da Bahia (Ufba). A Universidade Federal do Maranhão (Ufma) foi uma das mais recentes a aderirem à greve. A decisão foi tomada em reunião na última terça-feira (2), quando os professores decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (10). Servidores de 56 instituições também estão em greve, de acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).
Na Universidade Federal Fluminense (UFF), além dos docentes e servidores, alunos  aderiram ao movimento desde 28 de maio. A instituição está com prédios fechados desde março, devido a problemas de orçamento. Elevadores não funcionam e houve corte no fornecimento de água. "Na semana passada, cortaram o telefone", conta a professora Renata Vereza, presidente da Associação dos Docentes da UFF. A reitoria suspendeu as negociações na segunda-feira. O local chegou a ser ocupado por alunos na última semana. Na Universidade de Brasília (UnB), docentes realizam assembleia também na próxima quarta (10) para discutir a questão. Servidores entraram em greve na semana passada.
Francisco Jacob, primeiro-secretário do Andes, critica a falta de abertura do governo, que não marcou nenhuma reunião com a entidade nos últimos dias. "Ninguém faz greve porque gosta. É uma forma de dialogar com a sociedade em geral e mostrar a intransigência do governo", afirma. O Ministério da Educação (MEC) tem dito que está aberto a negociações, e o Ministério do Planejamento, responsável pela discussão sobre os reajustes, afirmou, em nota, que, "após ouvir todas as demandas (dos grevistas), será apresentada a contraproposta governamental, o que ocorrerá ao longo do mês de junho". (MF)

Fonte: Correio Braziliense

A greve das universidade federais

Na mesma semana em que a presidente Dilma Rousseff afirmou que o ajuste fiscal não corta programas sociais, professores e servidores de 48 das 63 universidades federais entraram em greve por tempo indeterminado. Na próxima semana, os docentes e funcionários das demais universidades federais decidirão em assembleia se participam do movimento de protesto. As duas categorias alegam que o corte de R$ 9,42 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC) comprometeu as condições de trabalho. Também pedem reajustes salariais e a reestruturação da carreira docente.
Nos três primeiros meses do ano, as instituições federais de ensino superior receberam do MEC apenas um terço do orçamento previsto. Algumas ficaram sem recursos para pagar as empresas responsáveis por limpeza e segurança, as contas de água, energia elétrica e telefone e o funcionamento dos restaurantes universitários. As creches para filhos de professores e funcionários deixaram de fornecer lanches para as crianças. Contratações de docentes, viagens e aquisição de insumos para laboratórios estão suspensas. Bibliotecas foram fechadas e, para manter abertas as residências estudantis, várias universidades cortaram gastos com as atividades-fim.
Por causa de greves anteriores, as aulas de 2015 começaram depois de março e o temor dos dirigentes das federais é de que o cronograma letivo seja comprometido mais uma vez. Em algumas instituições, a greve está afetando o atendimento dos hospitais universitários. Os reitores também congelaram os projetos de expansão.
A situação é grave em instituições tradicionais, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e nas universidades criadas sem maiores planejamentos nos últimos anos do governo Lula. Na UFRJ, por exemplo, o corte orçamentário foi de R$ 93 milhões, o que levou o novo reitor, Roberto Leher, a afirmar que não conseguirá honrar compromissos firmados por seu antecessor com empresas terceirizadas e a estimular os demais reitores a pressionar o governo. “Entre 2007 e 2014, tivemos um aumento de 55% no número de alunos. Mas, hoje, temos só metade da verba de custeio. Em 2011, eram R$ 230 milhões para manutenção e pagávamos os salários de 870 funcionários terceirizados. Hoje, são R$ 301 milhões para 5 mil funcionários terceirizados. As universidades federais se expandiram, fizeram sua parte. O MEC não pode abandoná-las agora”, diz Leher. Problemas semelhantes estão ocorrendo em instituições mais novas, que funcionam em instalações precárias.
Os reitores também criticam as políticas educacionais adotadas nos últimos anos pelos governos do PT. Quando estava à frente do MEC, Fernando Haddad criou o programa de Reestruturação e Expansão (Reuni), estimulando as federais a criar novos cursos, a aumentar o número de alunos em sala de aula e a construir novos campi. Mas, no momento em que elas passaram a fazer o que o MEC pedia, o governo federal desviou os recursos destinados às universidades públicas para o ProUni, o Fies e o Pronatec, subsidiando o crescimento das universidades particulares.
Desde então, os reitores das federais estão pedindo um novo modelo de financiamento para a rede federal de ensino superior. O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse que o governo aceitará discutir as demandas, mas criticou a greve. “Paralisações de viés combativo só devem acontecer quando não houver outros meios de resolver as questões”, disse ele. Em resposta, os professores das universidades federais disseram que ele assumiu o cargo sem ter uma política para implementar e que sua gestão se caracteriza pelo imobilismo. “Esse imobilismo não é uma forma de negociação. É uma forma de postergação”, afirma Renata Vereza, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense.
Cinco meses depois de Dilma ter afirmado que a educação seria a prioridade de seu segundo mandato, os cofres da rede federal de ensino superior estão vazios e os reitores, professores e servidores estão em pé de guerra com as autoridades educacionais.

Fonte: Estado de S.Paulo

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Assembleia-geral aprova greve por tempo indeterminado a partir do dia 9

Reunidos em assembleia-geral, na tarde da quarta-feira (3/6), os servidores do Poder Judiciário e Ministério Público da União aprovaram, por ampla maioria, greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (9/6). Foram apresentadas três propostas com deflagração da greve para os dias 8, 9 e 10 de junho. Ao final, chegou-se a um consenso e foi colocada em votação apenas a proposta para início da greve no dia 9/6 (aprovada com apenas duas abstenções e um voto contrário).
A antecipação do início da greve em relação ao calendário da Fenajufe (início para o dia 10) é para forçar as negociações pela aprovação do PLC 28/15 que está na Ordem do Dia para votação no Plenário do Senado. Segundo a assessoria parlamentar do Sindjus, é preciso muita pressão dos servidores, pois não há garantia alguma de votação no dia 10 até porque o ministro Ricardo Lewandowski havia pedido para o presidente do Senado, Renan Calheiros, segurar a votação até o acordo orçamentário ser fechado. Até o momento não há contraproposta alguma do Planalto e o cenário é de completa incerteza.
O governo ainda pode obstruir a votação pedindo a retirada de pauta ou apresentando requerimento para apreciação pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O governo pode ainda solicitar inversão de pauta, solicitar o adiamento da discussão ou simplesmente negar quórum para impedir a votação. Somente uma pressão intensa da categoria pode abrir caminhos para a aprovação do PLC 28/15 e também do PLC 41/15, que aguarda apresentação de relatório para ser votado na CCJ. Portanto, a partir da próxima terça-feira (9) é greve por tempo indeterminado. E no dia 10/6 (quarta), vamos todos para o Senado Federal. É importante que a categoria esteja unida e mobilizada, para fazer a diferença neste momento que é de pressão total. E na quinta (11/6), uma Assembleia-Geral de Avaliação vai indicar os próximos passos da nossa mobilização.
A Diretoria do Sindjus encaminhará os ofícios para as administrações informando da nova data da deflagração da greve, tomando todas as providências para garantir a legitimidade do nosso movimento. É necessário construir uma mobilização nacionalmente unificada. Não dá mais para esperar, pois já são quase dez anos sem reajuste. Cada um é importante nessa luta. Nossa categoria merece respeito.

Fonte: Sindijus/DF

STJ mantém desconto no salário dos professores pelos dias em greve

Assembleia decidiu pela continuidade da greve (Foto: Glauco Araújo/G1)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão de descontar os dias não trabalhados da folha salarial dos professores estaduais em greve em São Paulo. Na quarta-feira (3), os professores decidiram manter a paralisação que já dura 84 dias e é a maior da história.
O governo de São Paulo e a Apeoesp, sindicato dos professores que lidera a greve, têm disputado judicialmente os salários a serem recebidos pelos professores em greve. Em 7 de maio, a Apeoesp conseguiu uma liminar que obrigava o governo a pagar os professores pelos dias em greve. No dia seguinte, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em 13 de maio, Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o governo estadual parasse de registrar faltas injustificadas aos grevistas e descontar os dias parados. O governo recorreu da decisão. No último dia 20, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o desconto dos dias parados dos professores estaduais.
A Apeoesp apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para suspender a decisão, que foi negado pela ministra Cármen Lúcia no dia 21, em decisão divulgada no dia 22.
A ministra Lúcia não analisou o mérito do pedido, argumentando que a possibilidade de corte de salários de grevistas ainda será analisada pelo STF. Ela negou o pedido dizendo que, como a Apeoesp não é parte na ação que tramita na Corte, não poderia usá-la para suspender a decisão do TJ-SP.
Holerites
Os holerites dos professores em greve no estado de São Paulo começaram a chegar com desconto no dia 8 de maio, quando tiveram descontados os dias em greve em março, primeiro mês do movimento.
Em 1º de abril, a Justiça negou pedido de tutela antecipada feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) contra o corte nos salários dos grevistas e, por isso, o governo pôde descontar.  A Apeoesp recorreu da decisão.
Um dos professores, por exemplo, se ausentou 10 dias das salas de aula durante o mês de março e teve desconto de R$ 563. Em outro caso, por 19 dias, um professor teve abatimento de R$ 1,4 mil (veja abaixo). Nesta quinta-feira (7), o Tribunal de Justiça faz audiência de conciliação e julga o dissídio coletivo.      
Manutenção da greve
A reunião, no vão do Masp, na Avenida Paulista, foi a 12ª assembleia após a reunião que deflagrou a greve, em 13 de março.
A concentração da manifestação começou por volta das 14h e a Avenida Paulista ficou totalmente interditada no sentido Consolação. A primeira votação sobre a continuidade da greve não chegou a um consenso. Foi necessária uma segunda votação para chegar a uma definição. Os manifestantes estavam divididos entre grupos que apoiavam a suspensão da greve e aqueles que queriam que a paralisação continuasse. "A confusão que aconteceu foi por divergências pela continuidade da greve ou não. Alguns queriam entrar no carro de som e os seguranças evitaram isso", disse a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha.            
Ela acrescentou que não ficou surpresa com o resultado. Na assembleia da última semana, a presidente chegou a reconhecer o arrefecimento da mobilização. Houve um princípio de tumulto quando alguns participantes entraram em conflito com seguranças do sindicato. Ao menos um manifestante ficou ferido.              
Mais tarde, uma das barracas do acampamento que os professores montaram em frente à Secretaria de Estado da Educação pegou fogo. De acordo com a PM, um homem que estava dentro da barraca teve queimaduras e foi levado à Santa Casa.                          
Greve mais longa da história
A greve dos professores da rede estadual paulista de ensino completou, nesta quarta-feira (3), 83 dias. Passou a ser a mais longa da história, segundo a Apeoesp, sindicato que representa a categoria, superando a greve de 82 dias realizada em 1989.
Segundo a entidade, a paralisação que tinha, até então, a marca de maior greve da história da Apeoesp, fundada em 1945, foi decretada em 19 de abril de 1989 e durou até 7 de julho do mesmo ano. A entidade considera ainda na conta outros dias que a categoria participou da greve geral naquele mesmo ano. 
Em nota, a Secretaria da Educação disse que a adesão à greve “permanece com baixa adesão, a menor da história, e sem representatividade entre os professores paulistas”. “O índice de presença, nesta semana, atingiu 98% reforçando que a ampla maioria dos docentes está comprometida com os alunos”, disse (veja a nota da pasta abaixo).
Reivindicações
Os professores reivindicavam 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O governo do estado diz ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos. Além disso, informa que parte da categoria receberá até 10,5% de aumento de acordo com desempenho em avaliação. Não houve proposta de reajuste geral para toda a categoria.
A pasta também propôs ampliar o número de professores-coordenadores para as escolas estaduais e pede melhores condições de trabalho. Segundo a categoria, mais de 3 mil salas de aula foram fechadas, o que provoca superlotação das salas de aula restantes. A garantia de direitos para docentes temporários também está entre as demandas dos grevistas.
Negociação
Alckmin disse logo após a decretação da greve que a paralisação foi decidida dentro de um movimento político e afirmou, citando a suposta baixa adesão, que não há greve. Os professores realizaram protestos em eventos com participação do governador. Em um deles, manifestantes invadiram um evento na Faculdade de Direito da USP em busca de Alckmin, mas encontraram apenas o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Uma audiência realizada em 7 de maio no Tribunal de Justiça terminou sem acordo. O secretário da Educação, Herman Voorwald, descartou a possibilidade de apresentar qualquer proposta antes de julho, considerado pelo governo a data-base da categoria.
Ele disse também que, diante da queda na arrecadação, o governo precisa de mais tempo para calcular quanto pode dar de reajuste. Segundo ele, a adesão à greve é de cerca de 6%.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, horas antes, que não iria negociar com os professores em greve durante a audiência. Durante visita a obras da Linha 5-Lilás do Metrô, o governador disse que a greve dos professores "não tem o menor sentido".
"Nos últimos quatro anos, fizemos plano de cargo e recuperação salarial. Estamos 26% acima do piso salarial nacional dos professores. Demos 21% de reajuste acima da inflação. Faz oito meses que demos aumento", disse. "Não tem nenhum sentido discutir aumento e reajuste oito meses após."
Em maio, o governo propôs a professores da rede estadual de ensino em greve que o projeto para inclusão dos professores temporários na rede de atendimento do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) seja enviado à Assembleia Legislativa em até 30 dias.
Nota da Secretaria da Educação
"Desde o início, a movimentação de apenas uma das seis entidades sindicais da Educação, permanece com baixa adesão, a menor da história, e sem representatividade entre os professores paulistas. O índice de presença, nesta semana, atingiu 98% reforçando que a ampla maioria dos docentes está comprometida com os alunos, em sala de aula e não pactua com um grupo que tem usado até mesmo de violência para inflar a paralisação extemporânea e lamentável.

As escolas estaduais continuam em funcionamento e as ausências dos profissionais, como de praxe, podem ser supridas pelos 35 mil professores substitutos que a Pasta mantém para garantir as atividades escolares. Ainda assim, em eventual necessidade de reposição, o conteúdo será reposto alinhado ao compromisso prioritário da Secretaria com o direito incontestável que os estudantes têm de aprender.
Vale ressaltar que, somente este ano, foram realizadas oito reuniões com a Apeoesp. Nelas, a Secretaria da Educação já garantiu a construção de uma nova política salarial com data-base em julho, além de outros benefícios aos docentes. Na última gestão foram concedidos 45% de aumento em quatro anos e consolidados os mecanismos de promoção por mérito e desempenho. O bônus chegou ao valor histórico de R$ 1 bilhão."

Fonte: G1 – S.Paulo

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Em assembleia, professores da Ufes não aprovam greve

Em assembleia realizada na tarde da última terça-feira (2), no campus de Goiabeiras, em Vitória, os professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), decidiram não entrar em greve. A categoria luta pelo caráter público da universidade e por melhores condições de trabalho.
A assembleia começou por volta das 15h30 e terminou às 17h30. Segundo a Associação dos Docentes da Ufes (Adufes), cerca de 300 professores assinaram a ata e participaram da assembleia. Desses, 201 votaram contra a greve, enquanto outros 99 docentes votaram pela paralisação das aulas. Foram oito abstenções.
Os professores entraram em consenso de que não conseguiriam, com a greve, alcançar os pontos principais da pauta, que são: defesa do caráter público da universidade; condições de trabalho; garantia da autonomia; reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados.
De acordo com a Adufes, no dia 22 de maio, após o anúncio da greve, o Sindicato Nacional foi recebido por representantes do Ministério da Educação (MEC) que não apresentaram nenhuma resposta à pauta dos docentes e negaram o acordo firmado entre a Secretaria de Educação Superior do MEC (Sesu/MEC) e a entidade no ano passado, acerca de pontos conceituais da carreira do professor federal.
Servidores
Os servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), aderiram à paralisação nacional e iniciaram a greve nesta quinta-feira (28/5).
A Administração Central da Ufes informou que a greve dos servidores técnico-administrativos em Educação é parcial e alguns serviços serão mantidos.
Nas bibliotecas dos campi de Vitória e Maruípe estão mantidos os serviços de devolução de livros, pagamento de taxas e emissão de nada consta. As bibliotecas dos campi de São Mateus e Alegre estão funcionando normalmente.

Fonte: G1 – Espírito Santo

terça-feira, 2 de junho de 2015

Servidores da UFU aderem à greve nacional por tempo indeterminado

Os trabalhadores técnico-administrativos em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) aderiram à greve nacional na manhã da segunda-feira (1º). A decisão aconteceu durante uma assembleia realizada na última semana e contou com a participação de 228 servidores federais.
Em nota oficial publicada no site, o Ministério da Educação (MEC) esclareceu que recebeu as entidades representativas de professores e servidores das universidades federais, nas últimas semanas, mas desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve. O Ministério da Educação informou também que continua aberto ao diálogo com a comunidade das instituições federais para trilhar os melhores caminhos para alcançar uma educação cada vez melhor no Brasil. Confira a nota na íntegra.
O G1 entrou em contato com a UFU para confirmar o número de servidores que paralisaram as atividades, mas não conseguiu contato com o responsável pelo assunto até a publicação desta.
A greve em Uberlândia também inclui profissionais da área técnica do Hospital de Clínicas da UFU. A instituição tem cerca de 5.500 técnico-administrativos, que desempenham diversas funções nos quatro campi em Uberlândia, Patos de Minas, Monte Carmelo e Ituiutaba. Cerca de 3.800 servidores são sindicalizados ao Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU), que iniciou a greve por tempo indeterminado.
O coordenador-geral do sindicato, Silnando Silvério Ferreira, esclareceu sobre as reivindicações. “As principais reivindicações passam por reajuste salarial de 27,3% referente à recuperação das perdas nos últimos 10 anos e pontos que ficaram da negociação de 2012 em relação à nossa carreira”, disse.
De acordo com o Sintet-UFU, a assembleia que resultou na aprovação da greve foi realizada na última terça-feira (26) no anfiteatro do Bloco 8 C, do campus Umuarama. O sindicato distribuiu panfletos com a pauta da greve do Serviço Público Federal. Em regime de votação, a maioria dos servidores presentes na assembleia aprovou a greve com um voto contrário e três abstenções.
O sindicato espera receber a adesão de pelo menos 50% dos servidores da área acadêmica e administrativa neste primeiro dia de greve, que será marcado com nova assembleia, às 14h, no campus Educação Física.

Fonte: G1 – Triângulo Mineiro

domingo, 31 de maio de 2015

Greve nacional de professores chega a 73 universidades do Brasi

A maior parte das greves dos professores se concentra nas regiões Norte e Nordeste (16 federais). No caso dos servidores, a adesão é mais distribuída. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), as reivindicações incluem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff, revisão do contingenciamento de recursos, melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira.
"Para fazer ajuste (fiscal), o governo não tem como opção apenas cortar direitos e política sociais", avalia Francisco Jacob, primeiro-secretario do Andes. Ele critica principalmente a contratação de terceirizados e de servidores temporários.
Na Universidade Federal Fluminense (UFF), além de docentes e servidores, estudantes aderiram à greve na quinta feira (28). Terceirizados estão com salários atrasados desde o fim do ano passado. A situação se agravou em março, quando a instituição passou a sofrer com falta de água e de energia, devido à restrição orçamentária. Na Universidade de Brasília (UnB), a paralisação está restrita aos servidores, mas pode ter adesão dos professores. Eles fazem assembleia em 10 de junho para discutir a questão. A biblioteca foi fechada, mas as secretarias dos cursos funcionam.
Negociação
O Ministério da Educação (MEC) declarou que está aberto a negociações e que durante reunião em 22 de abril, representantes da Andes "não se mostraram dispostos a dialogar". O ministro Renato Janine Ribeiro publicou em sua página no Facebook que "as greves só fazem sentido quando estiverem esgotados os canais de negociação". O Ministério do Planejamento, responsável pela negociação dos reajustes, afirmou, em nota, que "após ouvir todas as demandas (dos grevistas), será apresentada a contraproposta governamental, o que ocorrerá ao longo do mês de junho."

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ministro da Educação critica greve em universidades federais

O ministro da educação, Renato Janine Ribeiro, comentou nesta quinta-feira, em sua página no Facebook o indicativo de greve que tem sido apresentado pelos professores de algumas universidades federais do país.
Em um longo texto, Janine afirmou que o poder público enfrenta há algum tempo “a decisão pela greve sem que seja precedida por um amplo diálogo” e que a paralisação só faz sentido quando “estiverem esgotados os canais de negociação”, o que, segundo ele, não é o que está acontecendo no momento.
Na publicação, o ministro afirma que o Ministério dialoga com todos os setores das universidades federais e que a boa relação faz com que a cada ano as demandas sejam atendidas.
Janine criticou as greves que, segundo ele, “sempre acarretam prejuízos à própria comunidade, especialmente aos estudantes, e à sociedade como um todo, que contribui com seu trabalho para o financiamento do ensino superior público” e afirmou que o que está sendo feito pelos servidores “não é diálogo”.
De acordo com ele, o poder público “atende tanto quanto pode” os pedidos da comunidade acadêmica e o governo está disposto a dialogar. Janine argumenta que recebeu as entidades representativas de professores e servidores das federais nas últimas semanas, mas que os servidores já chegam ao Ministério com uma data marcada para a greve.
O ministro afirmou ainda que o MEC recebe muitas demandas dos professores, mas também muitas manifestações de descontentamento de parte da categoria que “têm seu trabalho prejudicado e discordam dessa forma de condução do processo de greve.”
Por outro lado, em comunicado publicado no site do sindicato da categoria, o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) afirma que “a greve foi o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública”.
De acordo com a nota, a paralisação é uma forma de dar resposta “ao total descaso” do governo em relação à precarização das instituições federais que, em muitos casos, já estão “ impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada.” 

Fonte: Valor Econômico

UFAL - professores da greve realizaram assembleia nesta quinta-feira (28)

Em assembleia, nesta quinta-feira (28), primeiro dia de greve, os professores da Ufal realizaram assembleia em que discutiram a conjuntura, avaliaram o movimento e organizaram uma agenda de atividades que inclui nova assembleia na quarta-feira (3), reuniões com os professores dos campi do interior do Estado, palestras, projeção e discussão de filmes, atividades culturais e a participação dos docentes em atos públicos. Segundo registro no livro de presença, 84 professores participaram da assembleia.
Já nesta sexta-feira (29) - Dia de Paralisação Nacional –, os professores participam de atos organizados pelas centrais sindicais contra a terceirização e os demais projetos que retiram direitos dos trabalhadores.
Às 7h, os docentes vão participar do ato organizado pela CUT, CTB, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag), trabalhadores da educação estadual e de outros setores do funcionalismo público, a ser realizado na esquina da Avenida Comendador Gustavo Paiva e a Avenida João Davino, no bairro Mangabeiras. Às 10h30, os docentes  participam do ato organizado pela CSP-Conlutas, junto com o Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) e o DCE, no Calçadão da Rua do Comércio.
Na segunda-feira  (1º/06) os integrantes do CLG fazem reunião às 14h, em Delmiro Gouveia, e na terça-feira (2), às 10h, em Arapiraca, tendo como pauta a análise de conjuntura; a pauta de reivindicações da greve e a organização nos campi. 
Atividades essenciais - Considerando que o trabalho docente envolve atividades essenciais, o Comando Local de Greve (CLG) apresentou proposta de enviar ofício aos diretores de unidades acadêmicas para que estes encaminhem até o dia de 5 de junho informações sobre as atividades que já estavam programadas antes da deflagração da greve como congressos, simpósios, bancas de concurso e de defesa de TCC, dissertações e teses; pesquisas com datas de conclusão definidas e algumas atividades do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA). Outras demandas deverão ser encaminhadas para serem analisadas pelo CLG e deliberadas em assembleia. 
Os eixos que devem nortear a definição dos serviços essenciais a serem mantidos durante a greve vão constar num documento elaborado pelos integrantes do CLG e posteriormente divulgado.
De acordo com o que foi deliberado na assembleia devem ser suspensas durante o período da greve as atividades docentes diretamente ligadas ao ensino, em sala de aula, seja na graduação, pós-graduação, tanto presencial como à  distância.

Fonte: Adufal