segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Contra onda de paralisações

A decisão Superior Tribunal de Justiça (STJ) de autorizar o corte de ponto dos servidores federais em greve criou efeito dominó nas prefeituras e nos estados que já buscam alternativas para impedir a deflagração de paralisações regionais. Na quinta-feira, por exemplo, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu liminar à Secretaria Estadual de Educação, determina que o Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Rio (Sepe) retirasse de imediato do seu site a convocação para a paralisação de 24 horas na rede, sob pena de multa de R$ 30 mil.
Regulamentação
Para o analista Político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, a guerra de liminares judiciais que ora beneficia Empregadores e ora favorece servidores é provocada pela falta de regulamentação da greve no serviço público.
“Seria uma situação muito mais confortável para a sociedade se os servidores soubessem quais são os seus direitos em um momento de paralisação. E, também, se os governos conhecessem quais são os seus limites em um período de greve do funcionalismo público. Do jeito que está, as carreiras sofrem atropelos por conta da falta de regulamentação. Todo o processo seria muito mais claro”, argumenta Queiroz.
Em cima da hora
O analista político aponta ainda que o governo tem parcela de culpa na onda de greve dos servidores federais que, em algumas carreiras, já ultrapassou 80 dias. “Houve demora no anúncio da reserva orçamentária para despesa com pessoal de 2013. O silêncio do governo soou como ausência de aumento no próximo ano, ocasionando receio das carreiras e estimulando a greve como forma de pressionar a presidência”, disse Antônio de Queiroz.
Ele destaca que a intenção do governo é reduzir de 4,2% para 4,1% do PIB a proporção dos gastos com pessoal em 2013: “Considerando a previsão de crescimento de 4% no próximo ano, haveria reserva de R$ 15 bilhões, contudo, a proposta do Palácio é gastar cerca de R$ 8 bilhões”.
Medidas são classificadas como agressão à Constituição
“É óbvio que a decisão do STJ teria impacto no Estado e na Prefeitura do Rio. A intenção é, desde agora, enfraquecer qualquer tentativa de greve por parte dos professores. Defendemos que o Judiciário tenha o mesmo tratamento quando as representações entram com pedidos de liminares, para que nossos direitos sejam garantidos. O tratamento diferenciado fere a Constituição”, defende Alex Trentino, coordenador do Sepe.
O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Ribeiro, reivindica que é necessário regulamentar a greve: “A ausência de uma regra faz, por exemplo, militares serem expulsos por defender aumento salarial”. 
Fonte: O Dia

Contra onda de paralisações

A decisão Superior Tribunal de Justiça (STJ) de autorizar o corte de ponto dos servidores federais em greve criou efeito dominó nas prefeituras e nos estados que já buscam alternativas para impedir a deflagração de paralisações regionais. Na quinta-feira, por exemplo, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu liminar à Secretaria Estadual de Educação, determina que o Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Rio (Sepe) retirasse de imediato do seu site a convocação para a paralisação de 24 horas na rede, sob pena de multa de R$ 30 mil.
Regulamentação
Para o analista Político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, a guerra de liminares judiciais que ora beneficia Empregadores e ora favorece servidores é provocada pela falta de regulamentação da greve no serviço público.
“Seria uma situação muito mais confortável para a sociedade se os servidores soubessem quais são os seus direitos em um momento de paralisação. E, também, se os governos conhecessem quais são os seus limites em um período de greve do funcionalismo público. Do jeito que está, as carreiras sofrem atropelos por conta da falta de regulamentação. Todo o processo seria muito mais claro”, argumenta Queiroz.
Em cima da hora
O analista político aponta ainda que o governo tem parcela de culpa na onda de greve dos servidores federais que, em algumas carreiras, já ultrapassou 80 dias. “Houve demora no anúncio da reserva orçamentária para despesa com pessoal de 2013. O silêncio do governo soou como ausência de aumento no próximo ano, ocasionando receio das carreiras e estimulando a greve como forma de pressionar a presidência”, disse Antônio de Queiroz.
Ele destaca que a intenção do governo é reduzir de 4,2% para 4,1% do PIB a proporção dos gastos com pessoal em 2013: “Considerando a previsão de crescimento de 4% no próximo ano, haveria reserva de R$ 15 bilhões, contudo, a proposta do Palácio é gastar cerca de R$ 8 bilhões”.
Medidas são classificadas como agressão à Constituição
“É óbvio que a decisão do STJ teria impacto no Estado e na Prefeitura do Rio. A intenção é, desde agora, enfraquecer qualquer tentativa de greve por parte dos professores. Defendemos que o Judiciário tenha o mesmo tratamento quando as representações entram com pedidos de liminares, para que nossos direitos sejam garantidos. O tratamento diferenciado fere a Constituição”, defende Alex Trentino, coordenador do Sepe.
O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Ribeiro, reivindica que é necessário regulamentar a greve: “A ausência de uma regra faz, por exemplo, militares serem expulsos por defender aumento salarial”. 
Fonte: O Dia

Análise: Governo aposta que cansaço deve derrubar movimento de grevistas


O cálculo político da presidente Dilma Rousseff ao recrudescer a retórica arespeito da greve dos servidores públicos leva em conta uma avaliação de governo de que o movimento tende a ser vencido pelo cansaço.
A greve dos professores federais, a mais estruturada e longeva na safra atual, está no estágio em que o governo suspeita ser terminal, com ou sem novas negociações.
Corte de ponto e ameaças abertas de punição a reitores feitas pela Advocacia-Geral da União colocam pressão nos docentes, embora a ida à Justiça para garantir presença mínima não tenha tanto efeito -o MEC estima informalmente em menos de 40% a adesão real nas federais.
Já paralisações pontuais que geram tormento ao cidadão, como as de agentes em aeroportos ou policiais rodoviários, essas correm o risco de morrer por impopulares.
Com isso, caso seja vitoriosa na queda de braço, Dilma poderia contar mais um ponto positivo junto às classes de maior renda e escolaridade.
Assim como é "pop" bater em juros bancários e em celulares que não funcionam, há no governo uma percepção de que pode ser bom negócio demonizar grevistas que deixam os filhos da classe média sem aula na universidade ou os turistas em filas homéricas em Cumbica.
Em cenário de crise econômica, não é por acaso que Dilma falou em priorizar o trabalhador sem a estabilidade associada ao serviço público.
Quando "quebrou" a muito mais séria greve dos petroleiros em seu primeiro mandato, Fernando Henrique Cardoso auferiu louros semelhantes e abriu caminho para mudanças estruturais.
O risco para Dilma é de que alguma forma os grevistas consigam colar na intransigência do governo a culpa pelos efeitos de sua ação.

Mas hoje, com sua estrutura descentralizada, o movimento não parece capaz de tal jogada.

Falta uma figura de proa para transmitir uma noção de que não se trata de uma greve de privilegiados por mais privilégios -independentemente aqui do mérito das reivindicações.
Por fim, um dado inquietante: ninguém, governo ou grevistas, tem noção do tamanho real da paralisação.
Imagine uma empresa que não controla o ponto de seus trabalhadores.
Amplie para um universo de centenas de milhares de pessoas. É isso.
Fonte: Folha de S.Paulo

Assembleia rejeita suposta proposta do MPOG



Uma assembleia extraordinária realizada, na manhã de sexta-feira (10/8), no auditório da Reitoria, discutiu as últimas negociações entre o Comando Nacional de Greve (CNG) e representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). O que ficou claro até o momento é que na verdade uma proposta concreta de reajuste não existe. Os propalados 15,8%, dividido em três vezes (2013, 2014 e 2015), foi apenas uma sugestão verbal. Nada foi documentado e entregue ao CNG.
Ao final dos debates ficou definido que a base da UFAL não aceita suposta proposta do MPOG. E recomenda ao CNG que rejeite qualquer encaminhamento neste sentido. O entendimento de todos é de que a paralisação deve seguir firme e forte com novas mobilizações para continuar pressionando o governo Dilma Rousseff a apresentar uma contraproposta concreta que atenda aos anseios da categoria.
Um outro tema discutido, na última assembleia, diz respeito a uma comunicação feita pelo Gabinete do reitor, Eurico Lôbo, ao SINTUFAL no sentido de convidar o sindicato e, naturalmente, o Comando Local de Greve (CLG) para uma reunião nesta segunda-feira (13/08) pela manhã. Diante do exposto, o CLG, através do SINTUFAL, respondeu, esclarecendo que para segunda-feira não será possível atender o convite, pois no mesmo horário ocorre reunião do CLG.  Aguarda-se, agora, uma nova data, ainda na próxima semana, que pode ser terça-feira (14/08).
Na segunda-feira (13/08) o CLG se reúne para discutir e formatar a pauta local de reivindicações a ser apresentada ao reitor. O calendário de greve também foi definido e uma ação contra a EBSERH e em defesa dos Hospitais Universitários 100% SUS ficou acertada. A princípio ficou definida uma mobilização para comprometer o Conselho Universitário (CONSUNI) da UFAL a tomar posição contrária a EBSERH. O objetivo é fazer reuniões com representantes dos técnicos no CONSUNI e fechar posição. Em seguida a ideia é divulgar ao máximo a posição de cada uma se é contra ou favorável a EBSERH.
A próxima assembleia acontecerá na terça-feira (14/08) no auditório da Reitoria. O CLG faz um apelo para que todos participem, pois a paralisação está chegando a uma fase decisiva e é preciso manter a mobilização para pressionar, ainda mais, o governo Dilma a negociar.
Fonte: Sintufal

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O líder do PT, os grevistas da CUT e o Carnaval


Quando era oposição, o PT dedicava-se à percussão. Seu negócio era fazer barulho. No governo, exibe um insuspeitado talento melódico. Cuida de todos os sons da orquestra. Tenta evitar que desande o fraseado da música.
Líder do PT na Câmara, o deputado Jilmar Tatto, percussionista notório, vê-se agora compelido a seguir a partitura de Dilma Rousseff. Uma partitura que não orna com a gritaria dos servidores públicos em greve.
“O governo vai apresentar uma proposta, mas nunca é aquilo que o funcionalismo quer. Mas também nunca antes da história deste país o funcionalismo foi tão valorizado, como no governo Lula e no governo Dilma”, disse Tatto.
Destoando do sindicalismo estatal ligado à CUT, o deputado afirma que o governo precisa ser “cuidadoso” no trato com os seus grevistas. Alega que não se pode fechar os olhos para a crise econômica internacional.
“Há também a preocupação do governo de desonerar outros setores da economia. Você não pode potencializar só o aumento do funcionalismo”, acrescenta Tatto. Chega mesmo a dizer que o atual modelo do Estado “se esgotou.”
Aos olhos das corporaçães que cobram de Dilma um tônico salarial, Tatto assemelha-se a um folião deslocado rodopiando em baile carnavalesco fora de época. Fantasiado de tucano, dança na ala dos neoliberais. Não vai ganhar o prêmio de originalidade.
Fonte: Blog do Josias de Souza

Desconto de dias não trabalhados é lícito, decide STJ



O desconto dos dias não trabalhados em decorrência de movimento grevista é lícito e não há direito à restituição dos valores pelos dias de paralisação. Seguindo essa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o ministro Humberto Martins negou o pedido de liminar impetrado pelo Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências).
O sindicato, apontando o nítido caráter alimentar que a verba salarial possui, pediu a concessão de liminar para que os dias não trabalhados não resultem em descontos na folha de pagamento dos servidores até o julgamento do Mandado de Segurança. Alegou, em princípio, a competência do STJ para julgar o mérito, uma vez que a paralisação decorre de greve de âmbito nacional e atinge mais de uma região da federação.
Sustentou também a legitimidade da suspensão coletiva do trabalho quando forem frustradas as negociações entre os servidores e os seus dirigentes, baseada nos artigos 9º e 37 da Constituição Federal. Assim, considera que a determinação do corte de ponto viola o disposto no artigo 44 da Lei 8.112/90, já que alija do processo de negociação a possibilidade de compensação de dias não trabalhados, o que implica impossibilidade de cômputo desses dias para a contagem do tempo de serviço.
Alternativamente, o Sinagências requereu que eventuais descontos na folha de pagamento dos sindicalizados “sejam limitados ao montante máximo de 10% do valor da remuneração mensal”.
Humberto Martins, no entanto, manteve a determinação do desconto de dias não trabalhados para os sindicalizados. Sobre a real competência jurisdicional do STJ para processar e julgar o Mandado de Segurança, deixou para apreciar a questão com profundidade após a manifestação da outra parte e a oitiva do Ministério Público Federal.
“É que, embora o impetrante [sindicato] insista em considerar que a greve relatada é de âmbito nacional e envolve mais de uma unidade da federação, é a natureza jurídica dos cargos exercidos pelas autoridades apontadas como coatoras que fixa a competência jurisdicional do STJ”, assinalou.
Ao indeferir a liminar, o relator determinou a notificação das autoridades, a fim de que prestem informações; a ciência do feito à Advocacia Geral da União para que, querendo, ingresse no Mandado de Segurança; a citação dos litisconsortes passivos necessários para apresentarem defesa em dez dias. Posteriormente, determinou, ainda, a remessa dos autos ao MPF, para emitir parecer no prazo improrrogável de dez dias.
Fonte: STJ

Servidores federais em greve fazem manifestação na avenida Paulista


Um protesto reuniu, na tarde desta quinta-feira, na avenida Paulista, servidores públicos federais em greve. Participaram da manifestação funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério do Trabalho, do Poder Judiciário, das universidades federais e do Banco Central.
A manifestação começou às 14h em frente ao Fórum Pedro Lessa e provocou a interdição de uma faixa da Avenida Paulista. Os manifestantes seguiram em caminhada até o escritório da Presidência da República, na região central da capital paulista.
Em comum, as categorias reivindicam o fim do arrocho salarial, a jornada de 30 horas semanais e a paridade entre a aposentadoria e a remuneração dos servidores da ativa. De acordo com o diretor da Central Sindical Popular - Conlutas, Felipe Alves, os servidores pedem, emergencialmente, um reajuste de 22,08%.
"Isso traduz a inflação dos últimos dois anos e da variação do PIB Produto Interno Bruto do último ano que é basicamente a politica que já vem sendo implementada para o salário minimo e nada mais justo do que implementar isso para os servidores públicos também", disse.
Segundo Cecília Fernandes, do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Sintunifesp), os servidores das universidades esperam um acordo na reunião de amanhã entre a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.
Pela proposta encaminhada, os servidores passariam a receber um piso equivalente a três salários mínimos, o equivalente a R$ 1.866. Hoje, eles recebem R$ 1 mil. Além disso, os trabalhadores reivindicam um reajuste de 15% para este ano.
Fonte: Agência Brasil

Chama o Exército!


Dilma não só mandou cortar o ponto dos grevistas como aprovou um projeto do Exército para garantir a integridade dos prédios públicos e a oferta de serviços essenciais em caso de ameaça externa (improvável) e principalmente de greves (que se multiplicam).
O sistema "Proteger" está orçado em R$ 9,6 bilhões e, com o Sisfron, de monitoramento de fronteiras, vai custar R$ 21 bilhões em 12 anos, apesar de Dilma argumentar com a crise internacional e com a falta de recursos para não dar aumentos no setor público. O único acordo foi com professores de universidades federais e, mesmo assim, polêmico.
São 13.300 alvos estratégicos do "Proteger", 371 prioritários, como refinarias, hidrelétricas, centrais de telecomunicações e as principais estradas. Brasília, que abriga os três Poderes e as embaixadas, é listada como o alvo número um.
Para definir o sistema, o Exército estudou casos exemplares, como a invasão da CSN, a greve da refinaria de Paulínea e um curto na rede de Tucuruí, que não teve influência de grevistas, mas afetou boa parte do país.
Isso mostra que Dilma não brinca em serviço. Se a democracia prevê o direito de greve, prevê também a garantia dos prédios públicos e dos serviços essenciais à população. Em caso de risco, os militares entram.
É uma boa lembrança quando a elite do funcionalismo testa forças com a presidente: Polícia Federal, Banco Central, Itamaraty, oficiais de inteligência, defensores públicos, auditores da Receita, agências reguladoras (Anatel, Aneel...). Nem todos estão de greve, mas se uniram num movimento único de reivindicação.
O governo avalia que a pressão acaba no dia 31, com a entrega do Orçamento de 2013. É uma visão muito otimista. Os servidores engoliram sapos e ficaram quietos na era Lula (como CUT, UNE, MST) e resolveram devolver agora com Dilma. Não vão recuar tão cedo. O governo do PT revida botando o Exército na parada.
Fonte: Folha de S.Paulo

União fecha a conta para reajuste de servidores


A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, declarou ontem que o governo fecha as contas até sexta-feira para avaliar qual proposta vai apresentar, entre os próximos dias 13 e 17, aos representantes dos servidores.
Belchior afirmou que o ano começou com boas perspectivas de melhora na crise econômica mundial, mas que o quadro  acabou não se confirmando e foi necessário refazer as contas. Segundo a ministra, em maio e junho a perspectiva ficou “meio nublada”, obrigando o governo a rever o orçamento.
“Preferimos então fazer uma análise detida para formular uma proposta responsável aos servidores. Estamos finalizando esta semana as nossas contas para ver o que podemos apresentar”, disse Belchior à Agência Brasil, após participar do lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais.
Sobre a onda de greves que tomou conta do País, a titular da pasta comentou que a postura do governo é de “atenção absoluta” para que se garanta que os serviços continuem sendo prestados dentro da normalidade mínima permitida por lei.
Ela lembrou que, para evitar maiores transtornos, a presidenta Dilma Rousseff assinou decreto para garantir a continuidade dos serviços durante as greves. Principalmente, da Anvisa e da Receita Federal.
Fonte: O Dia

Sindicato diz que maioria das universidades federais mantém greve


O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgou comunicado hoje (9) informando que a greve dos professores das universidades federais está mantida na maioria das instituições. De acordo com o comando de greve, até ontem, docentes de 57 universidades haviam decidido em assembleia pela continuidade da greve, que já dura quase três meses, rejeitando a proposta do governo.
A proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento prevê reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, aplicados de forma parcelada até 2015. De acordo com o sindicato, que representa a maior parte da categoria, o impasse nas negociações com o governo não foi superado e os reajustes atingem a categoria de forma desigual, “prejudicando os docentes e aprofundando as distorções”.
Até o momento, apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), uma das entidades que representam os docentes das universidades federais, aceitou o acordo com o governo. Duas instituições filiadas ao Proifes já aprovaram o fim da greve, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além do Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Paraná (IFPR).
O comando nacional de greve do Andes defende no comunicado que “a greve permanece firme e coesa”. De acordo com o texto, “os docentes têm clareza do significado da luta e cobram reabertura de negociações, visando o atendimento da pauta de reivindicações, a qual objetiva o avanço da educação pública”.
Fonte: Agência Brasil

Onda de greves aumenta, bate à porta do Planalto e governo admite negociar


Acuado por parte do funcionalismo público em greve, o governo desencadeou uma operação para esvaziar o movimento, que ontem se espalhou por vários Estados, expôs um ministro do núcleo próximo da presidente Dilma Rousseff a vaias e levou o conflito para as portas do Palácio do Planalto. Após um dia de manifestações pelo País, o governo sinalizou que vai atender a pelo menos parte das reivindicações. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que o governo ainda está finalizando as contas para ver que tipo de reajuste será possível apresentar aos servidores que estão em operação-padrão ou de braços cruzados. 
“Preferimos uma análise mais detida para apresentar uma proposta responsável aos servidores”, declarou a ministra, depois de repetir o discurso do governo sobre as dificuldades em consequência da crise econômica internacional. “Iniciamos o ano com uma perspectiva melhor do que ocorreria com a economia. Em maio, junho, o que se viu foi um cenário nublado, muito difícil, que fez com que o governo tivesse de refazer suas contas.” Segundo Miriam, “a posição do governo é de absoluta atenção ”em relação aos serviços afetados pelas greves. “Precisamos garantir que os serviços sejam prestados, para que não haja paralisia nas instituições, como nos portos, para evitar qualquer comprometimento na prestação dos serviços.
Vaias. Um dos interlocutores mais próximos de Dilma, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) foi recebido com vaias e teve o discurso interrompido várias vezes ao abrir a Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente, em Brasília. “Este é um governo que tem responsabilidade, que o tempo todo dialogou e em nenhum momento foi dito que não haveria proposta para os trabalhadores. O que não faremos são atos de demagogia, que podem pôr em risco a economia do País”, discursou Carvalho. sob vaias de servidores. 
“Lamento profundamente e espero que as centrais sindicais, com quem dialogamos e com quem temos uma relação tensa, mas cordata, chame a atenção desse setor que se nega ao diálogo.” O ministro foi recebido aos gritos de “pelego” e “traidor” por parte do público, que também entoou em coro: “A greve continua, Dilma, a culpa é sua”. Em outro evento– o anúncio do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais –, servidores exibiram faixas com os dizeres: “Dilma, me chama de Copa do Mundo e investe em mim” e “Será possível um ‘Brasil sem Miséria’ sem serviços públicos de qualidade?”
Balanço. Segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, que representa 80% do funcionalismo, cerca de 350 mil servidores de 26 categorias aderiram à greve.
Policiais federais, que hoje completam três dias de paralisação, organizaram protestos em rodovias e operações-padrão em aeroportos. Uma carreata em Brasília travou a Esplanada dos
Ministérios ontem à tarde e teve apoio até de policiais do Distrito Federal. Com a pressão, as categorias foram recebidas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, em reuniões separadas, para tentar acalmar os ânimos. Ainda assim, Brasília terá mais protestos. Hoje, uma marcha pela manhã deve interditar de novo a Esplanada. Na semana que vem, está previsto um acampamento em frente ao Congresso.
Fonte: O Estado de S.Paulo

Servidores públicos federais em greve tomaram ruas do centro do Rio para chamar a atenção para reivindicações


Representantes de diversos sindicatos de servidores públicos federais fizeram hoje (9) manifestação pelas ruas do centro do Rio para reivindicar melhores condições de trabalho. Eles saíram da Candelária e seguiram para a Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro, em direção à Cinelândia.
A fiscal da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintracef), Cristina Tomé, ressaltou que é fundamental a reestruturação da carreira e que sejam realizados novos concursos para seleção de servidores.
Ela considera o movimento grevista de agora como a única forma de chamar a atenção do governo. "Nós lamentamos muito o transtorno que causa, principalmente para a população que nem é servidor e, que muitas vezes, ficam prejudicadas pelo nosso movimento. Mas é a única forma que o servidor tem de se posicionar, uma vez que o governo se negou a conversar", disse.
Segundo a servidora do Ministério da Agricultura Cirlene de Almeida Bianna, os funcionários do setor também reivindicam realização de concursos públicos para investimentos na agricultura e o fim das distorções salariais. 
A manifestação tem ainda a finalidade de pressionar o governo para marcar uma assembleia, já que, segundo ela, as datas para reuniões não estão sendo cumpridas. "Infelizmente a gente tem que atrapalhar para o governo ouvir e ver. A gente tem que fazer barulho. As mesas de negociação são remarcadas. Diz o governo que na semana de 13 a 17 vão ter audiências. Será?", indagou.
Já a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência do Rio de Janeiro (Sindisprev-RJ), Cristiana Gerardo, disse que o governo não tem dado assistência à saúde, refletindo no atendimento ao usuário e nas condições de trabalho. 
Ela lembrou de fato ocorrido ontem (8), no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense, onde um rato caiu, de um buraco no teto da sala de emergência, sobre o corpo de uma estudante de gastronomia.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sintufal cria obstáculo para efetuar pagamento dos prejuízos



Na última terça-feira (7), os servidores da Ufal reunidos em assembleia deliberam que o Sintufal assuma os prejuízos dos carros danificados na atividade de greve do dia 31 de julho. O resultado da votação foi histórica.
Passada a euforia da aprovação do pagamento, os coordenadores derrotados, estão exigindo da Laudicéia e da Risonilda, orçamentos de três oficinas para poder liberar o pagamento do conserto dos carros, alegando que é uma exigência do Estatuto da entidade. Segundo informações de bastidores, a Comissão de Infraestrutura do CLG se reuniu com algumas pessoas e decidiu condicionar a liberação do pagamento mediante o cumprimento da norma estatutária.
“O posicionamento que está sendo adotado, desconsidera a decisão, incondicional, da última assembleia. Eles estão estabelecendo regras, isso fere a deliberação da categoria”, disse a Coordenadora Geral, Laudicéia Cândido.
O proprietário do gol de placa de Arapiraca, o mais atingido, estava pronto para entrar com uma ação na justiça contra o Sintufal, caso não se chegasse a uma solução amigável.
Os carros danificados já estão sendo recuperados e em breve a conta chegará ao sindicato. A pergunta que não quer calar, o Sintufal vai pagar?
Comentário do Roberto Marinho
É decepcionante para mim ter que voltar a tocar nesse assunto aqui no blog, achei que estaria tudo esclarecido e resolvido depois da decisão da assembleia, mas o pessoal do atraso não se conforma com a derrota vergonhosa que obteve, e continua criando caso.
Esse pessoal ao invés de está se preocupando em marcar uma assembleia para aprovar as contas de 2011, fica brincando de rei querendo provar para A e B que mandam e desmandam no sindicato.
A decisão tomada pela Comissão de Infraestrutura não tem validade, pois a mesma foi criada com o objetivo organizar e dar condições logísticas as atividades de greve, assim como ela foi crada, também pode ser desfeita. Portanto, devemos ignorar a decisão dessa comissão.
Outra coisa, a exigência condicionada pela coordenação para liberar o pagamento não tem fundamentação estatutária.
A decisão da base precisa ser respeitada ou então teremos de pedir a destituição destes que só representam os seus próprios interesses.
Fonte: Ufalsindical

Funcionários em greve do IFMS vão para as ruas protestar


Grupo de cerca de 50 funcionários do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) foram para as ruas nesta manhã protestar por melhorias no trabalho. Com faixas, cartazes e apitos, o grupo fez passeata na região central até chegar a sede do Instituto na avenida Afonso Pena.
Os funcionários estão em greve desde meados de junho no Estado, quando aderiram ao movimento nacional das instituições de ensino federais.
De acordo com um dos representantes da categoria, Eder Vilalba, o protesto desta manhã faz parte do calendário de mobilizações de todos os funcionários que estão em greve.
Entre as reivindicações, os funcionários pedem a equiparação dos salários, eleição para reitores e diretores e melhorias na estrutura dos prédios do Estado.
“Tem funcionário que pede transferência até pro Pará por conta do salário. A diferença chega até a R$ 1.500 mil”, exemplificou Eder, referindo-se a equiparação dos salários, já que hoje a remuneração é a mesma para os servidores, independente dos títulos que o profissionais possui.
Eder diz que o Governo Federal apresentou proposta de aumento gradativo pelos próximos 3 anos, mas que isso geraria perda de 12% em relação a inflação, e por isso os profissionais não aceitam a proposta.
Outra questão que os grevistas questionam é a instalação de novas unidades do IFMS nas cidades de Dourados, Jardim e Naviraí. Eder diz que essas cidades são pequenas e não apresentam demanda suficiente.
Fonte: Jornal Dia a Dia

Acampados na UFAM universitários participarão de Ato Público em Manaus


Nesta quinta-feira (9) estudantes e professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), prometem realizar mais um Ato Público pelas ruas de Manaus. A manifestação, marcada para esta quinta, terá como ponto principal a Praça da Matriz, localizada no Centro da cidade, com horário a ser definido.
Na ocasião, serão expostos os motivos pelos quais os professores em greve não aceitaram as propostas lançadas pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação. O ato também vai ser usado pelos estudantes que fazem parte do Comando de Greve dos Estudantes da Universidade, para mostrar os seis eixos da greve que também é realizada pelo corpo discente.
Conforme explicou o estudante de Engenharia Ambiental, Leonado Glória, 28, estudantes e professores vivem greves distintas, já que as reivindicações dos universitários são destinadas a problemas que podem ser resolvidos pela Reitoria e Prefeitura da Instituição.
“Mesmo antes dos professores começarem a se articular para fechar a greve, nós já tínhamos as nossas pautas. A greve deles, foi um gancho para a nossa paralisação”, disse.
Leonardo ressaltou que o Comando de Greve, trabalha para a resolução de seis problemas da UFAM. “Trabalhos com seis eixos: melhoria na infraestrutura, esclarecimento quanto a obras começadas e inacabadas, apoio administrativo, realização de campanhas institucionais, melhoria na conectividade e ampliação da mobilidade urbana”, ressaltou.
Atividades
Os estudantes que quiserem aderir ao Comando podem participar das atividades do grupo que acontecem nos seguintes dias:
As segundas: Saral às 18:00
Sextas: Barzinho às 20:00
No dia 24 de Agosto o comando realizará um luau. (começando pela tarde)
O comando de Greve da UFAM está acampado no campos da Instituição
Fonte: Acrítica

CEARÁ Protesto de servidores em greve na reitoria da UFC impede entrada de clientes em banco



Os protestos dos servidores em greve da Universidade Federal do Ceará (UFC) na reitoria, durante esta quarta-feira (8), têm impedido o acesso de clientes à agência do Banco do Brasil instalada naquela área. O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) informou que a ação faz parte de orientações do comando nacional de greve.
De acordo com a dona de casa, Joana D’arc, as reivindicações da categoria não justificam o bloqueio do acesso à agência. “Por que nós temos que ser prejudicados por isso? Tenho um problema que pode ser resolvido só nessa agência e não consigo entender a relação de greve com os clientes do banco”, critica.
Em entrevista, ela afirmou que muitos clientes estão à espera do fim do protesto para utilizar os serviços da agência bancária, pois o gerente explicou que não pode fazer nada para que essa situação seja resolvida. “A gente conversou com o gerente da agência, mas ele disse que não tem o que fazer”, diz.
No Ceará, os servidores técnico-administrativos da UFC estão com as atividades paralisadas desde o último dia 11 de junho. Na pauta de reivindicações da categoria estão os pedidos de aumento do piso salarial, incentivo a qualificação, concurso público, questão da aposentadoria e jornada ininterrupta de trabalho de 30h sem redução de salário.
Fonte: Jangadeiro Online