quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Professores de federais mantêm greve e querem audiência com ministros


Mesmo com a declaração do governo federal de que não retomará as negociações com os professores federais, em greve há 82 dias, pelo menos 15 universidades já decidiram em assembleia manter a paralisação, que conta com 60 das 62 instituições de ensino e com 34 dos 38 institutos federais de educação.
“Vamos recorrer a caminhos superiores. Estamos solicitando agora uma audiência com a ministra do planejamento [Miriam Belchior] e com o ministro da Educação [Aloizio Mercadante], já que no nível de secretários a negociação não evolui mais”, afirmou o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Luiz Henrique Schuch. 
A declaração diz respeito ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, que encerrou as negociações com os professores em 25 de julho, com uma segunda proposta de reajustes entre 25% e 40%, até 2015. Os docentes avaliaram que ela não assegura a progressão na carreira nem garante ganhos reais.
A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) foi o único dos três órgãos que representam os docentes que aceitou a proposta e assinou o acordo com o governo federal, na última sexta-feira (3). Ela reúne oito universidades federais, mais professores de 21 instituições, espalhados em 77campi. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que congrega cerca de 300 campi dos Institutos Federais de Educação Técnica, e o Andes, que representa 51 universidades federais, recusaram a proposta.
As universidades filiadas ao órgão devem realizar assembleias até a meia-noite de hoje (7) para definirem os rumos do movimento. Até agora 15 instituições de ensino já realizaram as reuniões e todas decidiram por continuar a greve. 
São elas a Universidade Rural do Semi-Árido e as universidades federais de Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Amazonas, Roraima, Amapá, Uberlândia, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul – sendo que as seis últimas são filiadas ao Proifes. A instituição entende, de acordo com sua assessoria de imprensa, que se trata de grupos ligados ao comando de greve, que não representam a maioria dos sindicatos.
O presidente da Proifes, Nilton Brandão, admite que a proposta do governo não contempla a reivindicação salarial dos servidores, mas atenderia a algumas exigências da federação. “Conseguimos garantir a progressão para o titulado e avaliamos que a carreira agora está melhor do que antes. Quanto aos salários, não avançamos significativamente.”
O vice-presidente do Andes discorda. “Entendemos que o governo forjou uma finalização com um pseudo-acordo com uma entidade que é parceira dele”, avalia Schuch. “Amanhã estaremos em massa no Congresso pedindo que parlamentares reivindiquem individualmente e nas comissões em que atuam que não se encerre a negociação de um movimento legitimo de uma categoria de trabalhadores.” 
Além disso, os professores esperam fortalecer o diálogo com os reitores, para que eles usem sua autonomia e influência política para apoiar o movimento. Na manhã de hoje, representantes dos docentes se reuniram com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, pedindo que a entidade reconheça a greve e flexibilize prazos para estudantes que pretendem concorrer a bolsas de estudo.
“Ou o governo dialoga, e isso é um movimento dos dois lados, ou a greve segue forte enfrentando essa posição, até que haja um retrocesso”, afirma Schuch. Apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) não aderiram ao movimento.
Fonte: Rede Brasil Atual

Delegados aderem à greve de agentes da PF


Os servidores públicos em greve terão nesta quarta-feira o reforço dos 1.700 delegados da Polícia Federal, que acusam a presidente Dilma Rousseff de desprestigiar o órgão e reduzir o efetivo. Eles se juntam a 8 mil agentes, escrivães e papiloscopistas que já estão em disputa com o Palácio do Planalto desde sexta-feira. Os delegados avisam que podem paralisar o trabalho por tempo indeterminado a partir do dia 20 se o governo não negociar aumento.
O movimento na PF atinge quase todos os serviços de atendimento ao público, como a emissão de passaportes. A Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, que representa 80% do funcionalismo, estima que 350 mil servidores de 26 categorias aderiram à greve.
Delegados e agentes, no entanto, têm divergências. Os agentes exigiram desde reposição de perda inflacionária de 30% e aumento real de salário até o afastamento do diretor-geral da PF, Leandro Coimbra. Os delegados consideram a demissão uma exigência "ridícula", que motiva "indisciplina" e "quebra de hierarquia".
"Na mesa de negociação, os ministros não levam a sério esse conteúdo político da pauta", afirma o delegado Marcos Leôncio Souza Ribeiro, da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF). "O governo está sinalizando aumento para os militares e o repasse para o Exército. Isso desmotiva a PF e mostra desprestígio do órgão."
No Piauí, os policiais federais entregaram ontem simbolicamente distintivos e armas e suspenderam investigações em andamento. Em São Paulo, a PF fará operação-padrão a partir das 16h30 de amanhã, quinta-feira, no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
Órgãos de inteligência alertaram o governo que a paralisação de servidores tinha entre os alvos parar portos e aeroportos do País, afirmou ontem Dirceu Barbano, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também afetada pela greve.
Os servidores em Cumbica vão "reforçar a abordagem de pessoas" e as vistorias. As consequências podem ser filas maiores. Pelo menos 30% do efetivo de 140 agentes vai comparecer ao trabalho, além de 80 funcionários terceirizados. A emissão e entrega de passaportes nos postos da PF na capital estão mantidos, mas a Superintendência em São Paulo também alerta para a possibilidade de filas maiores.
No Rio, os servidores também aderiram à paralisação. Até amanhã, a emissão de passaportes estará suspensas - exceção a casos emergenciais, como em caso de doença.
Fonte: O Estado de S.Paulo.

Servidores tentam acessar rampa do Palácio do Planalto em manifesto pela greve


Um grupo de servidores federais em greve fez um protesto nesta quarta-feira (8) em frente ao Palácio do Planalto, sede de trabalho da presidente Dilma Rousseff. Houve um princípio de tumulto quando o grupo, de cerca de 400 pessoas, segundo a Polícia Militar, atravessou a pista em frente ao prédio e tentou chegar à rampa de acesso ao prédio.
A PM tentou conter os manifestantes e a confusão foi dissipada em poucos minutos. O protesto juntou grevistas de várias categorias, entre eles, servidores da Receita Federal, da Polícia Rodoviária Federal, auditores do trabalho e policiais civis do Distrito Federal.
O grupo chegou ao palácio pela Esplanada dos Ministérios, e as pistas ficaram fechadas por cerca de 20 minutos, o que provocou um longo congestionamento em toda a região, normalmente tumultuada no final de tarde e início de noite com a saída de servidores do trabalho.
Fonte: Agência Brasil

Policiais rodoviários federais podem entrar em greve na próxima semana



Policiais rodoviários federais realizaram na manhã de hoje (8) no Distrito Federal, Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, na Bahia, no Paraná e Rio Grande do Sul ações de fiscalização e orientação de motoristas que resultaram em congestionamento nas principiais estradas. De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Pedro da Silva Cavalcanti, a categoria pode entrar em greve na próxima semana.
"Esta será a primeira vez que a categoria entra em greve", disse Cavalcanti. Segundo ele, entre as reivindicações dos policiais rodoviários federais está a reestruturação salarial e da carreira, realização de novos concursos, aumento do efetivo, além do aumento dos auxílios alimentação, saúde, creche e transporte. O movimento dos policiais, chamado Operação Colina, prossegue amanhã (9) em todo o país.
Conforme o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Distrito Federal (SinPRF-DF), Reni Rocha, na próxima segunda-feira (13), sindicatos de todos os estados irão realizar assembleia com indicativo de greve. "Estamos negociando com o governo, mas [até agora] não foi apresentada nenhuma proposta. Todos os sindicatos estaduais estão com assembleia marcada para o dia 13. Caso seja aprovada, iniciaremos greve nacional", disse.
No Distrito Federal, a operação-padrão foi feita nas rodovias BR-040, BR-020 e BR-060. O movimento ficou concentrado na BR-040, onde que cerca de 25 policiais participaram da ação. Durante a mobilização, os policiais rodoviários realizaram vistoria e checagem de documentos dos veículos de transporte de carga e de passageiros, dentre outras atividades de fiscalização.
De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), a categoria está há um ano negociando com o governo, mas nada foi decidido. Segundo lembra, a última reunião marcada para o dia 26 de julho foi cancelada sem novo agendamento.
"Desde 2006 estamos recebendo por subsídio, mas quando nosso salário foi mudado perdemos alguns benefícios como adicional noturno e de insalubridade. O policial que ingressa hoje está ganhando menos do que em 2006", disse Cavalcanti. O último reajuste salarial para a categoria é de 2010.
Pedro Cavalcanti ressalta ainda que outro ponto em negociação com o governo é a reestruturação da carreira do policial rodoviário federal. "O documento que regula as atribuições dos policiais rodoviários nos categoriza com atividades de nível intermediário, enquanto que as atividades que executamos são de nível superior. Além disso, para ingressar na PRF é necessário ter nível superior. Queremos esse reconhecimento, e ele não traz gastos para o governo", salientou.
Fonte: Agência Brasil

Governo está fechando suas contas para saber que proposta apresentará a servidores em greve, diz ministra


Governo faz contas para saber que proposta apresentará a servidores em greveA ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse hoje (8) que o governo está fechando suas contas esta semana para saber que proposta de reajuste poderá apresentar aos servidores. Segundo a ministra, o ano começou com boas perspectivas de recuperação da economia mundial, mas elas não se confirmaram e foi preciso o governo refazer as suas contas.
“Em maio, junho, essa perspectiva ficou meio nublada e isso fez com que o governo tivesse que refazer suas contas. Preferimos então fazer uma análise detida para formular uma proposta responsável aos servidores. Estamos finalizando esta semana as nossas contas para ver o que podemos apresentar aos servidores”, disse após participar do lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também destacou a situação econômica internacional e disse ter a convicção de que os servidores sob o comando de sua pasta, que estão em greve, têm lideranças que sabem respeitar o direito da população. O ministro disse ainda que a população não pode ser prejudicada pelo movimento dos servidores. “A população não pode sofrer, não pode pagar essa conta, seria um equívoco, portanto, acho que esse diálogo prossegue e irá desembocar em um momento em que o problema se equacione”, disse.
Miriam Belchior disse que é de “atenção absoluta” a posição do governo no sentido de garantir que os serviços continuem sendo prestados aos cidadãos e lembrou o decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff para garantir a continuidade dos serviços durante as greves. O decreto prevê que ministros que comandam áreas em greve possam diminuir a burocracia para dar agilidade a alguns processos e fechem parcerias com estados e municípios para substituir servidores parados.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Soberania da Assembleia impõe derrota a proposta do Sintufal


Reunidos ontem (7) pela manhã, em uma grande assembleia de greve no hall do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes – HUPAA, os técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas discutiram a proposta de 15,8% de reajuste apresentada na segunda-feira (6) pelo governo em reunião com a Fasubra. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.
Os grevistas que fizeram uso da palavra durante a sessão, foram unânimes em suas falas, "essa proposta de reajuste não atende o pleito da categoria que é de 22% para 2013", mas como MPOG não formalizou a proposta a assembleia apenas discutiu. Pela proposta, os técnico-administrativos receberão 5% de reajuste em 2013, mais 5% em 2014 e outros 5% em 2015, resultando um aumento cumulativo de 15,8% sobre os atuais salários isso tranca a pauta de negociação de  reajuste por um período de três anos.
Estavam presentes na sessão quase 200 servidores, todos estavam ansiosos para discutir o último ponto de pauta se tratava do problema ocorrido por conta do fechamento dos portões.
A mesa registrou 15 pessoas para esclarecer à assembleia o que de fato ocorreu no ato promovido pelo CLG na última terça-feira (31/07). Foi um momento tenso, onde 13 pessoas apresentaram esclarecimento e ao mesmo tempo defenderam o pagamento das despesas, e apenas 2 esclareceram e se posicionaram contra, no final a mesa perguntou a assembleia se era necessário abrir para defender as propostas, todos foram unânimes e responderam que não e daí inciou o regime deliberativo.
A primeira proposta (pelo pagamento) foi colocada para votação, só se via as mãos sendo levantadas, sincronizadamente, como se fosse uma onda, era visível a vitória acachapante da proposta. A grande maioria  votou a favor do pagamento. A segunda proposta (pelo não pagamento) teve 10 votos e 5 abstenções.
No final da votação as pessoas se abraçaram como se tivesse ganho uma final de campeonato, tamanha era a euforia.
Comentário do Roberto Marinho
Confesso que nunca vi uma assembleia tão tensa como foi a de ontem, nem a proposta, vergonhosa, apresentada pelo governo conseguiu desconcentrar a companheirada, todos estava esperando a votação sobre incidente que aconteceu na atividade que resultou no fechamento dos portões da universidade.
A direção do sindicato que fez o maior estardalhaço sobre o assunto, na reunião da última quinta-feira (2), não se manifestou e alguns dos coordenadores não ficaram até o final, pois já previam uma derrota, apenas três corajosos camicases da direção do sindicato tiveram coragem de votar contra a proposta do pagamento, o Emerson, o Calixto e a Marta. A Coordenadora Geral Sônia Lima, que trabalha no HU, não teve coragem de votar contra, nem a favor, com também, não se absteve.
Os colegas da base deram uma resposta a altura a irresponsabilidade da direção do sindicato, o que aconteceu ontem é apenas um aperitivo do que virá.
Agradecemos a todos que atenderam o nosso chamado e estiveram presentes, nós demos um show de democracia, o resultado foi esplendido.
Agora vamos pra frente porque o nosso alvo é o governo petista. Vamos avançar, pois o único caminho para conquistar é lutar.

Fonte: Ufalsindical

SP: em greve, policiais federais entregam armas e distintivos


Em seu primeiro ato de greve, deflagrada na manhã desta terça-feira, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal em São Paulo entregaram suas armas e distintivos na sede da Superintendência Regional, na zona oeste da capital. A paralisação ocorre no Distrito Federal e mais 25 Estados do País - os policiais do Rio de Janeiro fariam uma assembleia no início da tarde de hoje para decidir sua adesão ao movimento. A principal reivindicação dos grevistas é uma reestruturação das carreiras, por meio do reconhecimento e remuneração compatíveis com funções de nível superior.
"O primeiro ato da greve foi a entrega simbólica de armas e distintivos, para sinalizar que nosso movimento é pacífico e para mostrar a desmotivação com o governo que vem tratando a gente de forma não amigável", afirmou Alexandre Santana Sally, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf-SP).
Segundo ele, o efetivo mínimo de 30% exigido por lei seria mantido, mas serviços como emissão de passaportes, fiscalização de empresas de segurança e escolta de presos seriam prejudicados. "Nossa intenção não é prejudicar, mas vão ocorrer transtornos", afirmou Sally.
Na tarde desta terça-feira, no aeroporto de Guarulhos, na Grande SP, os grevistas fariam uma caminhada junto a funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do ministério da Agricultura e da Receita Federal. Na quinta-feira à tarde, os agentes fariam operação padrão no mesmo aeroporto. No dia seguinte, uma assembleia decidiria os rumos do movimento.
Serviços afetados
Além da emissão de passaportes e serviços ao público, as operações de combate a quadrilhas da Polícia Federal deveriam ser prejudicadas com a paralisação. "Claro que se uma investigação de um ano tiver apontado para um carregamento de 500 kg de maconha que pode ser apreendido, o trabalho não deixará de ser feito", afirmou Marcos Wink, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Segundo ele, somente as novas operações e investigações menores devem ser afetadas.
A emissão de passaportes, continuou o presidente do sindicato, será feita só em casos de urgência e necessidade, por exemplo quando as viagens para o exterior já estiverem marcadas. As reuniões e entrevistas deveriam ser reagendadas. "O que a gente tem orientado os colegas de sindicatos estaduais é para minimizar o transtorno causado ao público. Temos um bom conceito junto à sociedade, e queremos que eles entendam o nosso problema, não prejudicá-los", afirmou Wink. Serviços como guarda de presos, plantões nas delegacias, segurança em prédios e programas de proteção a testemunhas, segundo ele, seriam mantidos.
Já em fronteiras, portos e aeroportos, os grevistas devem acordar em fazer operações-padrão em horários específicos. No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a paralisação parcial seria diária, afirmou Wink. Já em São Paulo, a operação-padrão ocorreria a partir das 16h30 de quinta-feira.
Fonte: TerraDescrição: Palio

Funcionários do Banco Central fazem paralisação nesta quarta (8)


O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central espera que a paralisação de 24 horas marcada hoje (8) conte com a adesão de 80% dos servidores. O banco tem 4.540 funcionários distribuídos em Brasília e mais nove cidades.
O presidente do sindicato, Sérgio Belsito, afirma que “a adesão vai ser grande”. Ele disse que o serviço de atendimento ao público será mantido durante o dia de paralisação.
A distribuição de cédulas e moedas deve parar e as mesas de operação de câmbio e títulos públicos vão funcionar com poucos funcionários, o que pode atrasar o fechamento.
Os servidores do BC querem reposição salarial da inflação de 23,01%. De acordo com Belsito, o banco não dá aumento desde 2008.
A decisão de fazer a paralisação amanhã foi definida em assembleia realizada no último dia 2. Está previsto também indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 20.
Fonte: Agência BrasilDescrição: NovoPalio

Policiais federais iniciam greve nacional nesta terça-feira (7)


Os agentes da Polícia Federal deflagraram à 0h de terça-feira (7) uma greve nacional por tempo indeterminado. Reivindicam a reformulação da carreira, reajustes salariais e a demissão do diretor-geral da PF Leandro Daiello, a quem acusam de privilegiar os delegados.
Em texto veiculado na sua página na internet, a Federação Nacional dos Policiais Federais anota: “Investigações em curso e as emissões de passaporte devem parar, salvo casos de emergência.” Haverá “operação padrão” nos aeroportos, portos e nos postos de fronteira.
Como que antevendo a aversão da clientela dos serviços da PF à paralisação, o presidente da federação, Marcos Wink, declara: “Sabemos que qualquer movimento de greve traz dificuldades à vida das pessoas. Mas queremos minimizar esses impactos e ter o apoio da população.”
Alega-se que a corporação negociava com o Ministério do Planejamento havia dois anos. O governo acenara com a apresentação de uma proposta até o dia 31 de julho. Como isso não aconteceu, optou-se pela greve. Decisão anunciada na quarta-feira (1o) da semana passada.
Os policiais reclamam que, embora disponham de curso superior, encontram-se submetidos a uma portaria que os acomoda num quadro funcional de nível médio –piso de cerca de R$ 7 mil e teto de R$ 11 mil. Exigem remuneração mínima de R$ 12 mil, com a consequente elevação do pé-direito da carreira.
Na hipótese de atender às demandas dos agentes, o governo passará a ser inevitavelmente acossado pelos delegados, cujo salário inicial é de R$ 13.400 e o teto de R$ 19.600, noves fora as vantagens pessoais.
Fonte: Blog do Josias de SouzaDescrição: Novo Fiat Palio

Servidores do Tesouro iniciam greve nacional


Servidores da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) engrossaram nesta segunda-feira (6) a greve que fazem várias categorias de servidores públicos. Desta vez, são os analistas e técnicos de Finanças e Controle da STN que anunciam paralisação preliminar até amanhã (terça, 8), com ato público marcado para o dia seguinte, às 15h, em frente ao Palácio do Planalto, em conjunto com outras entidades das chamadas “carreiras típicas de Estado”. Independentemente das negociações, os servidores interromperão as atividades, por tempo indeterminado, já no próximo dia 13.
Os servidores ocuparão hoje a amanhã a entrada do prédio do Tesouro em Brasília, “em sinal de protesto”. A iniciativa de greve, ressalta a assessoria de imprensa dos servidores, foi “aprovada por maioria absoluta de votos” em assembleia realizada em 25 de julho. Já a decisão de paralisação por tempo indeterminado se deve à transferência das negociações com o governo para a segunda quinzena de agosto.
Com a mobilização grevista, haverá retração no ritmo de atividades relativas à gestão da dívida pública e à emissão de títulos do Tesouro Nacional. Nada que não seja de conhecimento do governo, como afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical), Rudinei Marques. “O Sindicato já participou de nove reuniões com o governo, somente neste ano. Nenhuma delas apresentou resultados”, reclama o sindicalista, que cobra “posicionamento mais claro” do Planalto sobre as demandas da carreira.
“A última negociação foi realizada no ano de 2008 e o governo repetiu o pedido de uma data limite. Desta vez, a diferença está no prazo. Antes do dia 2 de julho daquele ano, boa parte das negociações já haviam sido realizadas. Agora já estamos a menos de 20 dias do fechamento da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e ainda não temos nenhuma resposta”, emenda o diretor da Unacon Sindical, Filipe Leão, para quem a reivindicação salarial é “legítima” e o governo não observa o princípio da reciprocidade nas negociações.
A assessoria dos servidores lembra ainda que, com a greve, ficará afetada a atuação de servidores escalados para fiscalizar recursos públicos em 60 municípios, no âmbito do Programa de Sorteios do Governo Federal. O trabalho seria feito entre 6 e 10 de agosto, a cerca de dois meses das eleições, cronograma que será alterado. “Os relatórios e conclusões das auditorias podem ser publicados  apenas na semana que antecede o pleito eleitoral”, observa Rudinei, alertando para o problema que os servidores da Controladoria Geral da União, responsáveis por detectar indícios de corrupção, poderão encontrar devido ao efeito da greve nas fiscalizações sob responsabilidade do Tesouro.
Fonte: Congresso em FocoDescrição: Fiat Palio

Greve nas universidades será debatida na Comissão de Educação


A greve dos professores das universidades federais, prestes a completar três meses, será tema de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Segundo requerimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aprovado nesta terça-feira (7), serão convidados a participar da reunião, entre outros, representantes do Ministério da Educação e do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
Em seu requerimento, a senadora pediu que a comissão promova um debate sobre a greve, que começou em 17 de maio e envolve 58 instituições de ensino superior, e busque “alternativas para por fim a esse impasse”.
A realização da audiência pública foi defendida, durante a reunião, pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que solicitou ainda a inclusão entre os convidados de representantes de entidades como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Fonte: Agência SenadoDescrição: undefined

Soberania da Assembleia impõe derrota a proposta do Sintufal


Reunidos ontem (7) pela manhã, em uma grande assembleia de greve no hall do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes – HUPAA, os técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas discutiram a proposta de 15,8% de reajuste apresentada na segunda-feira (6) pelo governo em reunião com a Fasubra. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.
Os grevistas que fizeram uso da palavra durante a sessão, foram unânimes em suas falas, "essa proposta de reajuste não atende o pleito da categoria que é de 22% para 2013", mas como MPOG não formalizou a proposta a assembleia apenas discutiu. Pela proposta, os técnico-administrativos receberão 5% de reajuste em 2013, mais 5% em 2014 e outros 5% em 2015, resultando um aumento cumulativo de 15,8% sobre os atuais salários isso tranca a pauta de negociação de  reajuste por um período de três anos.
Estavam presentes na sessão quase 200 servidores, todos estavam ansiosos para discutir o último ponto de pauta se tratava do problema ocorrido por conta do fechamento dos portões.
A mesa registrou 15 pessoas para esclarecer à assembleia o que de fato ocorreu no ato promovido pelo CLG na última terça-feira (31/07). Foi um momento tenso, onde 13 pessoas apresentaram esclarecimento e ao mesmo tempo defenderam o pagamento das despesas, e apenas 2 esclareceram e se posicionaram contra, no final a mesa perguntou a assembleia se era necessário abrir para defender as propostas, todos foram unânimes e responderam que não e daí inciou o regime deliberativo.
A primeira proposta (pelo pagamento) foi colocada para votação, só se via as mãos sendo levantadas, sincronizadamente, como se fosse uma onda, era visível a vitória acachapante da proposta. A grande maioria  votou a favor do pagamento. A segunda proposta (pelo não pagamento) teve 10 votos e 5 abstenções.
No final da votação as pessoas se abraçaram como se tivesse ganho uma final de campeonato, tamanha era a euforia.
Comentário do Roberto Marinho
Confesso que nunca vi uma assembleia tão tensa como foi a de ontem, nem a proposta, vergonhosa, apresentada pelo governo conseguiu desconcentrar a companheirada, todos estava esperando a votação sobre incidente que aconteceu na atividade que resultou no fechamento dos portões da universidade.
A direção do sindicato que fez o maior estardalhaço sobre o assunto, na reunião da última quinta-feira (2), não se manifestou e alguns dos coordenadores não ficaram até o final, pois já previam uma derrota, apenas três corajosos camicases da direção do sindicato tiveram coragem de votar contra a proposta do pagamento, o Emerson, o Calixto e a Marta. A Coordenadora Geral Sônia Lima, que trabalha no HU, não teve coragem de votar contra, nem a favor, com também, não se absteve.
Os colegas da base deram uma resposta a altura a irresponsabilidade da direção do sindicato, o que aconteceu ontem é apenas um aperitivo do que virá.
Agradecemos a todos que atenderam o nosso chamado e estiveram presentes, nós demos um show de democracia, o resultado foi esplendido.
Agora vamos pra frente porque o nosso alvo é o governo petista. Vamos avançar, pois o único caminho para conquistar é lutar.

Fonte: Ufalsindical

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Governo oferece reajuste de 15,8% para técnicos das federais


Em reunião com representantes de técnicos-administrativos de universidades e institutos federais, o Ministério do Planejamento fez, nesta segunda-feira, uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.
Ao todo, segundo a pasta, cerca de 182 mil servidores serão beneficiados, entre ativos e inativos. O reajuste terá um impacto de R$ 1,7 bilhão.
A reunião começou às 18h, e até por volta das 20h não havia resposta das entidades sobre a proposta.
Participam da mesa de negociação representantes da Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).
A greve dos técnicos-administrativos das universidades federais e institutos federais tecnológicos começou em junho, mês seguinte ao início da paralisação dos professores universitários.
PROFESSORES
Aos docentes, o governo ofereceu um reajuste entre 25% e 40%, também diluído até 2015. O impacto desse reajuste é estimado em R$ 4,18 bilhões.
Ao longo desta semana, os professores decidirão em assembleias por todo o país sobre a continuidade ou interrupção da greve. Na última quarta (1°), o governo decidiu assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos professores.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maior parte da categoria, recusou a proposta governamental e está orientando as bases para endurecerem o movimento.
Duas entidades que também representam os professores,o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), também se recusaram a ratificar o acordo.
Fonte: Folha de S.Paulo

Presidente do STJ autoriza corte de ponto de servidores grevistas



Os servidores federais em greve no Distrito Federal poderão ter os dias parados descontados. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, suspendeu decisão da Justiça Federal que impedia o corte do ponto.
Com a suspensão, o STJ cassou mandado de segurança concedido no último dia 25 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). 
O tribunal acatou pedido do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep/DF), que havia alegado que o corte só poderia ocorrer se a greve fosse considerada ilegal e abusiva, com direito a defesa por parte dos servidores paralisados.
De acordo com Pargendler, não é cabido autorizar que o servidor grevista seja remunerado mesmo que a paralisação seja legitima. O presidente do STJ também argumentou que decisões judiciais que impedem o corte de ponto violam gravemente a ordem administrativa, ao inibirem ato legítimo do gestor público.
Para Pargendler, as greves no setor público obedecem à mesma lógica do setor privado, em que o contrato de trabalho é suspenso e o direito do trabalhador ao salário é afastado. 
Ele ainda criticou a duração das paralisações no serviço público. “No setor público, o Brasil tem enfrentado greves que se arrastam por meses. Algumas com algum sucesso, ao final. 
Outras, sem consequência para os servidores. O público, porém, é sempre penalizado”, escreveu.
O ministro acrescentou que o desconto dos dias parados pode ser compensado com dias extras de trabalho após o fim da greve, mas entendeu que o governo tem poder para suspender a remuneração dos servidores durante as mobilizações. 
Fonte: Agência Brasil

Greve dos professores continua e não há perspectiva de volta ao trabalho


Em greve há 80 dias, os professores das universidades e dos institutos federais de ensino superior continuam sem perspectiva de volta às aulas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) recusaram-se a firmar acordo com o governo e mantêm a paralisação.
Na sexta-feira (3), a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. O fechamento do acordo significou o fim das negociações por parte do governo.
Com a aceitação da oferta governamental pelo Proifes, ficou mais evidente o racha na base sindical. Para a presidenta da Andes-SN, Marinalva Oliveira, o governo não foi coerente. “Para nossa indignação, entre quatro entidades, só uma manifestou ter aceitado, e o governo anunciou que as negociações estavam encerradas, de maneira unilateral, suspendeu qualquer tentativa de acordo”, afirmou.
O coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, também discorda da proposta apresentada e classificou de “intransigente” a atitude do governo ao encerrar as negociações. “O governo assinou o acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes. O governo ignora a categoria. Não estamos de acordo com essa postura”, disse Almeida.
Dados do Andes-SN e do Sinasefe indicam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico. No entanto, cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independentemente de acordo firmado. A expectativa da entidade é realizar assembleias na próxima semana, para decidir se os professores voltam ao trabalho.
Segundo a secretária adjunta de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós, ainda é cedo para falar em novas propostas, caso a greve continue. “Vamos monitorar os próximos dias muito atentamente. Qualquer avaliação é prematura agora, mas não queremos subestimar a situação”, disse Marcela.
Fonte: Agência Brasil

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A CANÇÃO DA GREVE: “Dilma, negocia com os grevistas”



A Federação de Sindicatos de Trabalhadores técnico-administrativos das Universidades Brasileiras (FASUBRA) parodiou desta vez, a canção Sociedade Alternativa, bastante conhecida pela interpretação de Raul Seixas.
A música que leva na letra o refrão “Dilma, Dilma, Dilma negocia com os grevistas” fez sucesso durante os últimos atos do Comando Nacional de Greve. Até os servidores de órgãos como MEC e MPOG, local onde foram realizados atos com carro de som, decoraram e estão cantando as palavras de ordem.
Companheiro Técnico-administrativo, divulgue! 
A orientação da Federação é estimular o compartilhamento do “Dilma, negocia com os grevistas” nas redes sociais. Por isso, conclama a todos que usem seus perfis de Facebook, Twitter (entre outros) para divulgar o jingle. 
Fonte: Fasubra