sábado, 4 de agosto de 2012

Resultado parcial de assembleias indica greve na Polícia Federal a partir de terça-feira


O resultado parcial das assembleias realizadas em todo o país por sindicatos filiados à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aponta para a deflagração de greve na categoria na próxima terça-feira (7). Até as 15h de hoje (3), 13 de 27 entidades representativas dos agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal haviam votado a favor da paralisação. As reuniões prosseguem até segunda-feira (6).
Caso a maioria das assembleias decida a favor da paralisação, os policiais cruzarão os braços a partir das 8h de terça-feira. Segundo o diretor de Estratégia Sindical da Fenapef, Paulo Paes, o clima entre os servidores é de apoio à greve. “A tendência é que todo mundo faça, até porque o indicativo [de greve] já foi aprovado em todos os estados”, disse Paes.
Os policiais reivindicam que os salários dos agentes, escrivães e papiloscopistas seja equiparado aos dos delegados. De acordo com a Fenapefe, a remuneração desses profissionais vai de R$ 7.514 a R$ 11.879. A de delegados e peritos varia de R$ 13.368 a R$ 19.700.
Outras demandas dos policiais federais são a demissão do diretor-geral da corporação, Leandro Daiello Coimbra, e a estruturação das carreiras.
O Distrito Federal está entre as unidades da Federação que aprovaram a deflagração da greve. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no DF (Sindipol-DF), Jones Borges Leal, a partir de terça-feira, serviços como emissão de passaportes e fiscalização aeroportuária devem ficar mais lentos. Além disso, Jones Leal acredita que sejam interrompidas as investigações e operações em curso.
“Tentaremos evitar ao máximo prejudicar a sociedade, mas tudo pode ficar um pouco mais moroso”, disse Leal. Ele informou que será mantido um efetivo de 30% dos funcionários em atividade. De acordo com Leal, o Sindipol-DF representa aproximadamente 3 mil policiais federais. A Fenapefe diz que existem 13 mil agentes, escrivães e papiloscopistas no país.
Fonte: Agência Brasil

Após racha entre sindicatos, greve segue na maioria das universidades


Apesar de o governo ter anunciado o fim das negociações, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe) afirmaram, nesta quinta-feira (2), que a greve continua na maioria das universidades. As duas entidades dizem representar, juntas, cerca de 65 mil professores de ensino superior de quase todas as universidades e institutos federais, além de professores da educação básica dos institutos.
A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que decidiu na noite da quarta-feira (1º) que assinaria o acordo proposto pelos ministérios do Planejamento e da Educação, diz representar cerca de 20 mil professores em 77 campi de universidades e institutos.
Gutenberg de Almeida, coordenador-geral do Sinasefe, criticou a atitude do governo de assinar um acordo com apenas uma das entidades representantes dos professores federais em greve. "É uma irresponsabilidade do governo endossar uma coisa dessa natureza. O Proifes tem representatividade em sete universidades e um instituto", afirmou, lembrando que quase todas as assembleias rejeitaram ambas as propostas feitas pelo governo.
Em entrevista coletiva realizada na quinta-feira (2), Marinalva Oliveira, presidente do Andes, disse que não houve discussão sobre a proposta do sindicato apresentada há mais de dois anos. Segundo ela, o que foi proposto pelo governo mantém a desestruturação da carreira, e o que houve foi um "simulacro de acordo."
De acordo com a edição mais recente do Censo da Educação Superior, de 2010, o Brasil tem mais de 78 mil professores na rede federal de ensino superior. O número inclui docentes das universidades, dos institutos, dos centros de educação tecnológica e do Colégio Pedro II, e exclui os professores afastados e os que atuam nos colégios militares. Pelos dados do Censo, 69 mil docentes atuam nas universidades e mais de 8 mil, nos institutos (segundo o Sinasefe, incluindo o número de professores do ciclo básico, a quantidade atual de docentes nos institutos aumenta para cerca de 28 mil).
Segundo o presidente do Proifes, Eduardo Rolim de Oliveira, a entidade representa cerca de 20 mil professores em 77 campi, distribuidos em oito estados, dez universidades e três institutos.
São eles: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Instituto Federal do Rio Grande (IFRG) e Instituto Federal da Bahia (IFBA).
Acordo com o governo
Rolim afirmou, na quarta-feira, que a decisão do Proifes de aceitar o acordo se baseou em uma consulta aberta que o Proifes realizou, entre o sábado (28) e a quarta-feira (1º), com 5.222 professores de 43 universidades e institutos. O resultado apontou que 74% dos docentes eram favoráveis à aceitação da proposta do governo federal.
Porém, segundo Gutenberg, a consulta incluiu professores que não aderiram à paralisação e muitas universidades tiveram pouca representatividade. Na tabulação de resultados, 976 participantes da consulta, ou 18,7% do total, trabalham na UFRN, que não está em greve. Da lista de 43 instituições, cerca de metade tiveram entre um e cinco participantes. "O plebiscito não tem representatitividade, por isso trabalhamos com assembleia", afirmou.
Até a noite da quinta-feira, apenas os professores da UFSCar haviam decidido, em assembleia, sair da greve. Na UFRGS, um plebiscito eletrônico realizado com 1.367 professores da instituição também apontou pelo fim da paralisação. De acordo com o Censo da Educação Superior, a universidade gaúcha tinha 2.730 docentes em 2010.
Representatividade
Rolim explica que o Proifes é uma federação que conta com associações de docentes afiliadas a elas, além de também exercer representatividade direta em outras instituições. Já o Andes e o Sinasefe são representados localmente por meio de seções sindicais que respondem ao braço nacional.
O Sinasefe afirma que tem 82 seções sindicais presentes nos 40 institutos --incluindo os dois centros de educação tecnológica e o Colégio Pedro II). A entidade estima representar cerca de 90% dos 28 mil docentes que dão aulas no ensino superior e na educação básica nos institutos federais, e diz que, atualmente, 254 campi dos cerca de 320 que o governo federal mantém no Brasil estão paralisados. De acordo com Gutenberg, pelo menos cinco campi aderiram à greve nesta quinta-feira.
A assessoria de imprensa do Andes afirmou que possui 46.801 professores sindicalizados e que tem seções sindicais em todas as 59 universidades federais e que é o único sindicato presente em 49 delas. O Andes diz que divide espaço com o Proifes em seis universidades: UFBA, UFC, UFG, UFMS, UFSCar e UFRGS. Ainda segundo a assessoria de imprensa, duas universidades, a UFMG e a UFSC, possuem entidades que não se associam a nenhum dos dois sindicatos, mas entraram em greve aderindo à pauta de reivindicação do Andes. Já a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), associdade ao Andes, decidiu não entrar em greve, além da UFRN, que se associou ao Proifes.
O G1 tentou entrar em contato com o Proifes durante a tarde da quinta-feira (2), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Fonte: G1

Alunos perdem o semestre por causa de greve



A greve dos professores das universidades públicas federais já fez com que alunos perdessem o semestre. Instituições como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) suspenderam seus calendários acadêmicos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ainda não aprovou a medida - o conselho está esperando o fim da greve para definir o calendário.
A suspensão do calendário acadêmico garante a reposição das aulas, mas prejudica aqueles que estão no período de conclusão do curso. Na UFF, as inscrições em disciplinas por estudantes aprovados no vestibular para o segundo semestre estão suspensas, sem prazo para ocorrer. Entre os alunos, o comentário é de que as matrículas só ocorrerão em janeiro de 2013. A assessoria da instituição não confirma.
O estudante de economia da UFRJ Paulo Henrique de Almeida Moreira, de 22 anos, foi contratado por uma empresa do mercado financeiro no regime de seis horas de trabalho diário. Ele pode ser promovido quando chegar ao último período da faculdade. Com a paralisação do calendário, o aumento salarial não veio. "Todos os professores correram com as matérias antes do início da greve, menos dois. Um voltou a dar aulas hoje (sexta-feira). Estou preso por apenas uma matéria", comentou. "Tenho amigos que estudaram o ano inteiro para a prova da Anpec (seleção unificada para pós-graduação em economia), mas não sabem o que fazer, porque, se passarem, não vão poder fazer o mestrado sem terminar a graduação".
O estudante de jornalismo João Pedro Alves, de 24 anos, pretendia se mudar para Londres no fim do ano, depois da formatura. Decidiu trancar a faculdade, na UFRJ, e viajar agora. "Estou de bobeira, a greve não tem prazo para terminar. Se eu estivesse formado, poderia ficar de vez em Londres, se aparecesse alguma oportunidade de emprego definitiva. Agora, vou ter de voltar no ano que vem para terminar a faculdade". Apesar do contratempo, ele apoia a greve. "Sou filho de professora. As demandas são justas. Esse é um momento único, em que professores, técnicos e alunos se uniram por uma reforma universitária".
Professores de algumas carreiras têm "adiantado" as provas dos alunos que estão terminando o curso. "Na Rural e da UFF os professores estão antecipando as provas de quem está preso só por uma matéria. Mas é preciso pensar na qualidade do profissional que está saindo dessa universidade: ele não aprendeu em laboratórios, não teve computadores para a pesquisa acadêmica, não teve livros de apoio nas bibliotecas. É contra esse ensino precário que a gente está lutando", disse uma professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A assessoria da Rural não foi localizada para comentar o calendário acadêmico.
Fonte: Agência Estado

Justiça determina pagamento imediato



O Governo Federal perdeu recurso na Justiça e terá que devolver o dinheiro descontado da folha de pagamento de servidores públicos federais do DF em greve em no máximo 48 horas via folha suplementar. 
Ou devolve dinheiro dos funcionários ou paga multa. Isso porque o presidente do Tribunal Regional Federal, desembargador Márcio César Ribeiro, indeferiu o pedido do governo de suspender a liminar conquistada pelo Sindsep-DF.
O dinheiro descontado dos servidores terá que ser devolvido em até dois dias. Caso não respeite a determinação da Justiça, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, autor da determinação de desconto no salário dos servidores, está sujeito a pagamento de multa individual de R$ 1 mil por dia, de sofrer responsabilidade penal e improbidade administrativa – perda do cargo – pelos eventuais descontos.
Fonte: Jornal de Brasília

Funcionários do BC engrossarão greve de servidor


Os servidores do Banco Central (BC) decidiram engrossar a greve que já reúne 350 mil servidores federais em todo o país. Anunciaram que, na próxima quarta-feira, farão uma greve por 24 horas. A decisão foi aprovada ontem em assembleia em frente à sede da autarquia, com a participação de cerca de 500 pessoas, em Brasília. Os servidores aprovaram ainda um indicativo de greve.
Segundo o presidente do sindicato da categoria (Sinal), José Ricardo Costa e Silva, os servidores querem equiparação salarial com categorias, como procurador da República e auditor da Receita. O salário inicial de um servidor do BC é de R$ 12,4 mil.
Outras categorias anunciaram que podem aderir à paralisação por tempo indeterminado, como a Polícia Federal e fiscais federais agropecuários.
O governo deu mais um sinal de que não está disposto a ceder às reivindicações dos servidores federais e publicou ontem o modelo do convênio que permitirá a substituição dos auditores fiscais da Receita Federal que realizam operação padrão nas fronteiras desde 18 de junho. A determinação é para que servidores estaduais façam as fiscalizações nos portos, caso as cargas fiquem presas por um prazo 30% superior à média registrada no primeiro semestre deste ano - que, em todo o país, foi de 8,5 dias.
A queda de braço é tão grande que a própria regulamentação da substituição dos auditores fiscais da Receita foi publicada apenas no fim da tarde de ontem, no Diário Oficial da União, por causa de uma paralisação de 24 horas dos servidores da Imprensa Nacional. Em busca de um plano de carreira e de realização de concursos públicos, eles começaram o protesto às 16h de quarta-feira e só voltaram ao trabalho na tarde de ontem. No fim do dia, o Diário Oficial estava na internet, mas a versão impressa só será distribuída hoje.
Preocupado com a lentidão na fiscalização, além de determinar a substituição dos servidores, o Ministério da Fazenda permitiu, na semana passada, que as mercadorias que ultrapassarem esse prazo sejam liberadas sem fiscalização - a medida vale, segundo a Receita, para produtos sem pendências de entrega documental e sem outras exigências legais, como análise física. A decisão acirrou os ânimos dos servidores, que consideram a medida arbitrária e alegam que a permissão causa riscos de evasão fiscal para o país.
O impasse com o governo federal, no entanto, permanece. Nos bastidores, a equipe econômica analisa pedidos específicos, como o dos professores das universidades federais, que continuam de braços cruzados em todo o país. Nas contas de Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), pelo menos 27 categorias estão paradas com dez agências e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Além dos auditores e técnicos da Receita e dos professores universitários, estão paralisados servidores de órgãos como os ministérios de Saúde, Planejamento, Previdência e Desenvolvimento Agrário; IBGE; Funasa, Incra e Funai.
- Não podemos recuar. Vamos fortalecer cada vez mais o movimento - disse Costa.
Fonte: O Globo

Trabalhadores respondem silêncio com mais uma marcha


Após o adiamento da reunião com o governo na manhã de terça-feira (31), os representantes de todas as categorias em greve no país marcharam na Esplanada dos Ministérios, inclusive a FASUBRA.
A reunião que estava marcada para o dia 31, era o prazo que o governo tinha proposto para apresentar ao conjunto dos servidores, uma proposta de orçamento a respeito das demandas dos trabalhadores. A presidente Dilma transferiu a reunião para o dia 13 de agosto.
A decisão não agradou os servidores que se reuniram em frente à Catedral e marcharam até o Ministério da Fazenda. Lá cobraram uma posição do Governo. Em um dos quatro carros de som se ouvia, "tem dinheiro pra banqueiro, tem que ter pra educação". Mais de duas mil pessoas participaram do ato.
Para a FASUBRA os movimentos de rua marcam a posição dos trabalhadores em não esmorecer diante da omissão do governo. "Não nos cansaremos. Se o governo se omite, se silencia, nós respondemos com a força dos trabalhadores na rua," salientou a Federação. 
Fonte: Fasubra

Governo não altera proposta para professores universitários e enviará projeto ao Congresso


Sem ceder às pressões dos professores das universidades e dos institutos federais, o governo enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira apresentada na semana passada. O anúncio ocorreu ontem (1º) à noite depois de quase três horas de reunião no Ministério do Planejamento e representantes das entidades da categoria, em greve há 77 dias.
Das quatro entidades que representam os docentes federais de ensino superior, três se recusaram a firmar acordo com o governo. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta, que prevê reajustes de 25% a 40% e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13.
hoje (2), o Proifes assinará o acordo com o governo que ratifica o fim das negociações. O governo não pretende atender a reivindicações adicionais. “Chegamos ao limite do que achávamos possível. Os ajustes já ocorreram ao longo das discussões. A proposta é boa, adequada e tem impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento”, declarou o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.
O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, disse acreditar que, a partir da próxima semana, as universidades federais começarão a retomar as atividades. No entanto, as três entidades que se recusaram a ratificar o acordo pretendem continuar com a greve.
“Infelizmente, governo escolheu um lado para assinar o acordo. Vamos continuar firmes na greve e vamos intensificar a luta porque a indignação da categoria vai crescer muito”, destacou a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira. Segundo ela, o governo se recusou a negociar outras reivindicações da categoria, como a remoção de barreiras para a progressão no plano de carreira e a melhoria das condições de trabalho.
O coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Gutemberg de Almeida, também criticou o que considera intransigência do governo. “Ao anunciar que vai assinar um acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes, o governo ignora a categoria. Não compactuamos com esse tipo de postura, que contraria uma promessa de campanha do governo Dilma, que é a valorização da educação”.
Além da Andes e do Sinasefe, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) rejeitou a proposta. O presidente do Proifes, Eduardo Rolim de Oliveira, rechaçou as alegações de que a entidade não representa os docentes de nível superior. Segundo ele, a federação participou da assinatura de dois acordos, em 2007 e no ano passado. “O acordo de 2007 foi o melhor que os professores tiveram até hoje”.
De acordo com Oliveira, os professores conseguiram alcançar conquistas significantes com a greve, como o reajuste mínimo de 25% e a diminuição dos níveis de carreira.
Ele apresentou uma pesquisa do Proifes com 5,2 mil professores de 43 universidades e institutos federais na qual 74,3% dos entrevistados responderam favoravelmente à proposta.
Fonte: Agência Brasil 

Condsef entrará com ação de inconstitucionalidade contra decreto que autoriza substituição de grevistas


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) vai entrar com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Decreto n° 7.777, editado semana passada pela presidenta Dilma Rousseff. 
A decisão foi tomada ontem (1°), após reunião da entidade para definir novo calendário de atividades da greve. Os servidores federais estão paralisados há 42 dias.
A medida editada pela presidenta autoriza a substituição de Servidores federais em greve por funcionários estaduais ou terceirizados. De acordo com José Milton Costa, secretário-geral do Condsef, assessores jurídicos da entidade entenderam que recorrer ao STF é a melhor solução. “O entendimento é que [o decreto] é inconstitucional, pois trata de funções que são prerrogativa dos servidores da União”, disse. Segundo Costa, a ação deve ser proposta na semana que vem.
Durante a reunião, ficou definido também que no próximo dia 9 serão realizadas manifestações das categorias em greve em todas as unidades da Federação. “Será um dia nacional de luta”, disse o secretário-geral. Costa afirmou que entre os dias 13 e 17 de agosto – quando está previsto que o governo federal retome as negociações com os grevistas, suspensas no início desta semana – o movimento montará acampamento na Esplanada dos Ministérios, zona central de Brasília.
Os servidores decidiram endurecer a paralisação após o Ministério do Planejamento adiar as negociações. Inicialmente, o órgão havia se comprometido a apresentar proposta até dia 31 de julho. Há urgência na definição dos reajustes, pois a partir de 30 de agosto não será possível fazer modificações na previsão orçamentária para 2013.
Fonte: Agência Brasil

Fiscais agropecuários anunciam greve a partir de segunda


Fiscais federais agropecuários votam ações que serão promovidas durante a greve da categoria

A partir de segunda-feira (6), mais uma categoria do funcionalismo público entrará em greve: os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Como a categoria tem reunião marcada com o Ministério do Planejamento para amanhã (2), às 10h, as lideranças aguardam uma definição que evite a paralisação.
“Esperamos que haja uma proposta [do governo] e que não nos deixem naquela situação de negociar após o dia 13 [de agosto]”, disse Wilson Roberto de Sá, presidente do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), referindo-se à decisão recente do governo federal de adiar as reuniões de negociação que estavam agendadas.
Ontem (1°), os servidores organizaram um ato público de protesto na Esplanada dos Ministérios. Eles se reuniram em frente ao anexo do Ministério da Agricultura e de lá caminharam até o Ministério do Planejamento.
Os fiscais agrários querem reajuste salarial, realização de concurso público, implantação da escola de formação profissional da carreira, mudanças no processo seletivo de gerência da pasta e regulamentação da situação de servidores cedidos ao Ministério da Pesca.
De acordo com Wilson Roberto de Sá, essa pauta de reivindicações vem sendo discutida com o governo desde maio. “A greve foi aprovada porque não vimos atendimento durante as tratativas com o governo federal”, afirmou.
O reajuste salarial reivindicado pela categoria é o mesmo que consta da pauta dos demais servidores federais em greve: correção salarial de 22,08%, índice que equivale à aplicação da inflação desde 2010 e ao crescimento registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) – soma de riquezas e bens produzidos pelo país.
Os fiscais agropecuários têm a função de monitorar o trânsito de produtos nos portos, aeroportos e fronteiras, além do uso de defensivos nas lavouras, a fim de evitar contaminação provocada por animais, plantas ou agrotóxicos. Segundo Wilson de Sá, atualmente, há apenas 3.246 funcionários realizando esse trabalho em todo o território nacional.
“Em Mato Grosso do Sul, temos 132 servidores responsáveis por fiscalizar uma fronteira de mais de 6 mil quilômetros”, exemplifica. Por esse motivo, os fiscais agropecuários querem a contratação imediata de mais 1,5 mil servidores para atuar no serviço.
Fonte: MS Notícias

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

GREVE pode impedir matrícula e vestibular na UFPI e IFPI


Os servidores federais em greve do Instituto Federal do Piauí (IFPI), distribuem um comunicado alertando sobre a decisão da Federação dos Trabalhadores Técnico-Administrativo das Universidades Brasileiras (FASUBRA) e do Comando nacional de Greve, sobre a não realização das matrículas dos estudantes e ainda dos vestibulares, enquanto o governo não negociar.
O comunicado diz que “no dia 26/07 foi feito um anúncio oficial em frente ao MEC com objetivo de dar visibilidade à decisão de não realizar vestibular nem matrículas deste ano em todas as universidades federais do país”.
E foi confirmada a realização de mais uma assembleia dos docentes, também em greve. Esta será realizada nesta sexta-feira (03/08) às 9h no Anfiteatro do CCN, campus Torquato Neto.
“Como não obtivemos respostas satisfatórias por parte do Governo do Estado, que permanece protelando as negociações com os representantes da ADCESP, se torna eminente debatermos com o conjunto dos professores os próximos passos a tomarmos, visando o fortalecimento de nossa categoria e da própria Universidade”, informam os docentes em comunicado.
OAB-PI PEDE INTERVENÇÃO DO CONSELHO FEDERAL
A greve que já dura dois meses, não tem previsão para acabar. Nesta terça-feira (31/07), o presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno, solicitou o envolvimento do Conselho Federal da OAB a fim de colaborar com a resolução e defender os interesses da sociedade, já que as propostas apresentadas até agora pelo Governo Federal não foram aceitas.
RODADA DE NEGOCIAÇÕES
Nesta quarta-feira (1º/08), os professores se reúnem às 21h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União. O governo federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição do Andes-SN é que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas.
IFPI ESCLARECE: MATRÍCULA OCORRE NORMALMENTE
O Instituto Federal do Piauí informou, em nota, que ao contrário de comunicado divulgado pelo movimento grevista, a instituição já realizou seu Classificatório 2012.2, com a presença de mais de 4 mil candidatos para as 895 vagas em cursos técnicos em seus 11 campi. Além disso, as matrículas dos aprovados , iniciada no dia 23 de julho nos campi Corrente, Floriano, Uruçui, Paulistana e São Raimundo Nonato, seguem sendo realizadas normalmente.
Aos alunos da instituição, que não concluíram o período letivo devido à greve, o IFPI informa que a volta as aulas será informada através de chamada público em seu site, perfis nas redes sociais, jornais e emissoras de rádio.
Fonte: 180 Graus

Deputados pedem ao governo retomada do diálogo com servidores em greve


Deputados reuniram-se nesta quarta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar da greve nas universidades federais. Os parlamentares pediram à ministra que as negociações com representantes dos professores e servidores sejam reabertas, mesmo que o governo ainda não tenha definido uma proposta de reajuste. Na segunda-feira a ministra comunicou a todas as entidades sindicais de servidores que o governo só retomaria o diálogo a partir do dia 13 de agosto.
Os parlamentares que participaram da reunião integram as comissões de Educação e Cultura, e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Segundo o presidente da Comissão de Educação, deputado Newton Lima (PT-SP), a ministra não se comprometeu com a volta imediata das negociações, mas ficou de pensar no assunto.
Os deputados também pediram uma solução conjunta para os professores e os técnicos administrativos das universidades, que apresentaram propostas de reajuste salarial diferentes para o governo. Segundo os parlamentares, o atendimento de apenas uma das categorias não acabaria com a paralisação das aulas nas universidades. Os professores estão em greve desde 17 de maio. Já os técnicos deflagraram o movimento em 11 de junho.
Outras categorias
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que também participou do encontro, disse que os parlamentares pediram a retomada do diálogo com todas as categorias do funcionalismo em greve. Além de servidores das universidades, a paralisação atinge diversos órgãos do Executivo, como a Fundação Osvaldo Cruz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com Alencar, o governo está “muito tímido na negociação”. Ele afirmou que o Executivo tem que ser mais sensível às propostas dos servidores. “Um dia de greve, em qualquer setor, deveria ser olhado com aflição pelo Executivo”, disse Alencar. “O governo tem que negociar à exaustão”.
Números finais
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse que o governo não tem como definir, neste momento, os percentuais de aumento para todas as categorias. Segundo ele, isso só será possível após o fechamento dos números da proposta orçamentária para 2013, tarefa que ainda está sendo executada pelos ministérios. A proposta do orçamento do próximo ano deve ser enviada ao Congresso no dia 31 de agosto.
“Não tem como tomar uma decisão sobre uma categoria. É preciso, primeiro, definir um valor global, e, a partir dele, pensar o que será possível de oferecer em termos de composição salarial para cada uma das carreiras. Isso só deverá acontecer lá pela segunda quinzena de agosto”, afirmou Pimenta.
Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DIA NACIONAL DE LUTA - Técnico-administrativos fecham portão da UFAL


Na manhã de terça-feira (31) os servidores da Universidade Federal de Alagoas e estudantes fecharam os portões de acesso a Ufal, o ato foi realizado atendendo uma convocação do Comando Unificado de Greve que escolheu o último dia do mês de julho como Dia Nacional de Luta.
A manifestação pegou muita gente de surpresa e causou um grande engarrafamento na rodovia em frente a universidade, algumas pessoas que tentaram furar o bloqueio foram impedidas pelos grevistas.
Os integrantes do Comando Local de Greve que estiveram no Comando Nacional, apresentaram a categoria um breve relato do que está acontecendo na capital federal. “O governo está irredutível, não apresentou nenhuma proposta para categoria, a greve em Brasília está forte, há uma paralisação geral em torno de 80 a 90% dos servidores de todos os ministérios”, disse o Silvaldo que passou quinze dias no CNG.
A marlúcia, que também esteve no CNG, disse que ficou impressionada com o número de caravaneiros acampados em Brasília para participar da marcha e lamentou que o sindicato só tivesse enviado apenas seis pessoas para representar mais de 2.600 servidores filiados ao Sintufal, também falou que nunca tinha visto um aparato policial como o que viu durante a marcha, parecia um campo de guerra. O Comando Nacional está na expectativa, espera do governo uma proposta aos pleitos da categoria.
Os técnico-administrativos das universidades brasileiras aguardam uma proposta do governo, a Federação se reuniu na segunda-feira (30) com o Ministro da Educação Aluísio Mercadantes, que manifestou apoio a greve da categoria, mas não apresentou proposta e afirmou que só apresentará proposta aos técnicos logo depois que fechar acordo com os docentes.
O Ministério do Planejamento estabeleceu uma data limite para apresentar uma proposta, 31 de julho, mas não apresentou nada e propõe uma nova data proposta de reunião com o MPOG  para o período de 13 a 17, segundo a Fasubra, a data não deixa margem nenhuma de negociação.
O Comando Local de Greve do Sintufal se reunirá nesta quinta-feira (2), na biblioteca a partir da 9 hs da manhã, para avaliar conjuntura e traçar novas estratégia para movimento grevista.

Fonte: Ufalsindical 

Secretário do Tesouro apela para crise para conter reajuste



O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, deu um recado claro aos cerca de 350 mil servidores públicos federais em greve no país. Ao comentar ontem o resultado das contas públicas, disse que o governo está estudando questões específicas, como os pedidos de reajustes salariais dos professores das universidades federais, mas que a conjuntura internacional pede cautela. O governo tenta ganhar tempo nas negociações com os servidores e adiou para 13 a 17 de agosto as conversas com os líderes da categoria.
Na avaliação do secretário, frente às dificuldades financeiras que os países estão enfrentando neste momento, o Brasil não pode criar brechas que prejudiquem a consolidação fiscal.
- A conjuntura internacional é clara. Precisamos priorizar os recursos existentes para a retomada de economia - afirmou.
Ele ressaltou que a política de pessoal sempre foi de equilibrar as carreiras, lembrando que, após crescimento em ritmo acelerado nos últimos anos, a despesa de pessoal está crescendo abaixo do Produto Interno Bruto nominal. De janeiro a junho, as despesas com pessoal foram de R$ 89,524 bilhões, contra R$ 87,037 bilhões no primeiro semestre de 2011.
Segundo interlocutores, a área econômica está refazendo as contas para chegar ao valor para eventuais reajustes. Em ofício enviado às entidades, o Ministério do Planejamento diz que utilizará as próximas semanas para "construir soluções" para as demandas.
No Rio, servidores federais grevistas fizeram manifestação pelo Centro. Eles reivindicam reajuste de 22,8%, fruto da soma da inflação medida pelo IPCA mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos três anos. Segundo a Polícia Militar, o ato reuniu 1.200 pessoas. Pelo menos 20 entidades sindicais presentes ao evento protestaram contra o cancelamento das negociações com o governo federal.
- A expectativa era de que o governo apresentasse hoje as propostas para atender as nossas reivindicações. No entanto, o governo simplesmente cancelou todas as negociações - disse o secretário de relações de trabalho da Central Única dos Trabalhadores do Rio (CUT-RJ), Marcelo Azevedo.
Fonte: O Globo

Universidades federais brasileiras rejeitam nova proposta do governo e permanecem em greve


A maioria das assembleias de docentes das universidades, institutos e centros tecnológicos federais rejeitou a segunda proposta de reajuste e reestruturação de carreiras, apresentada pelo governo na última terça-feira (24).
De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), até as 11h30 de terça-feira (31) 48 de 57 instituições de ensino superior haviam votado pela continuidade do movimento.
Quarta-feira (1°), os professores se reúnem às 21h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União.
O governo federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição da Andes é que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas.
"Ele [Ministério do Planejamento] está aguardando nossa avaliação. Até o momento, a maioria das instituições está rejeitando a proposta. Vamos sistematizar esses resultados e redigir uma posição oficial até o fim do dia de hoje [terça-feira]", explicou Marinalva Oliveira, presidente da Andes.
Os professores são apenas um dos 29 setores do funcionalismo público paralisado. Na manhã desta terça-feira, a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) e outras entidades representativas participaram de um protesto na Esplanada dos Ministérios. De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, diretor do Condsef, protestos semelhantes ocorrem em outras unidades da Federação.
Segunda-feira (30), os trabalhadores anunciaram a intenção de endurecer a greve, pelo fato de o governo federal ter suspendido as negociações, que serão retomadas somente a partir do dia 13 de agosto. O dia 31 de julho havia sido fixado como prazo final para o Ministério do Planejamento apresentar uma proposta às categorias paralisadas.
Fonte: Agência Brasil

Servidores federais em greve fazem manifestação no centro do Rio


Uma passeata reuniu na terça-feira (31), no centro da capital fluminense, servidores das carreiras técnicas e superiores, professores e alunos das instituições federais de ensino superior (Ifes) e representantes de centrais sindicais. No começo da tarde, os manifestantes ocuparam parte das avenidas Presidente Antonio Carlos e Rio Branco e seguiram até as escadarias do Palácio Tiradentes, sede do Poder Legislativo fluminense. De acordo com os organizadores entre 3 mil e 5 mil manifestantes estiveram presentes. Já a Polícia Militar calculou cerca de mil pessoas.
O protesto teve o objetivo de pressionar o governo federal a reabrir as negociações com o funcionalismo em greve. Concentrados na Candelária, onde discursaram contra a posição do governo em relação ao movimento da categoria, os manifestantes também criticaram o adiamento da reunião com os representantes dos servidores federais marcada para hoje.
“O governo não está negociando com os trabalhadores, e por isso, a CUT [Central Única dos Trabalhadores], nacionalmente, apoia integralmente a greve dos servidores, lamentando e sendo contra o Decreto 7.777/2012, que a entidade considera um equívoco e uma atitude intransigente”, disse Darby Igayara, presidente estadual da CUT.
Entre as principais revindicações dos grevistas estão: reabertura das negociações; estabelecimento de uma data-base para os servidores públicos; rejeição da Medida Provisória 568/2012 e do Decreto 7.777/2012, que, respectivamente, mudam a remuneração de carreiras da saúde e de adicionais de insalubridade e permitem a substituição, em períodos de greve, de servidores federais por servidores estaduais e municipais; realização de reajustes salariais variados (por categoria); e a regressão da política de terceirização de servidores em órgãos públicos.
Fonte: Agência Brasil

MEC: confirma apoio à FASUBRA


Na segunda-feira (30) a direção nacional da FASUBRA e o Comando Nacional de Greve estiveram reunidos com o Ministro da Educação, Aluízio Mercadante. A reunião aconteceu na sede MEC em Brasília. A federação foi representada por Janine Teixeira, Paulo Henrique Rodrigues, Gibran Ramos, Rosângela Gomes e João Paulo Ribeiro. Além do ministro, participaram da reunião o secretário de Educação Superior Amaro Lins  e o chefe de gabinete do MEC Paulo Paim. 
A direção da FASUBRA iniciou informando que naquele momento, o Ministério do Planejamento havia desmarcado a reunião da mesa geral dos trabalhadores do Serviço Público Federal. “Foram canceladas todas as reuniões pré-agendadas para este período. O prazo que o governo acordou era 31 de julho, para apresentarem a proposta salarial ao conjunto dos trabalhadores do serviço publico federal”, comunicou a Federação. 
Os representantes da categoria disseram, ainda, que a data proposta de reunião com o MPOG  para o período de 13 a 17 de agosto não deixa margem nenhuma de negociação. “Isto só frustra as expectativas e prova o que imaginávamos: o objetivo é não ter negociação e sim imposição de uma proposta que venha surgir”, ponderou a FASUBRA. 
O ministro, que afirmou não saber da reunião com o MPOG,  informou aos representantes da Federação que após fechar a proposta com  docentes vai trabalhar internamente no governo, uma proposta para os Técnico-Administrativos e depois para os trabalhadores do MEC. “A última proposta apresentada aos docentes é a proposta final do governo. Esperamos resolver logo essa questão para resolvermos a situação dos técnicos da base da  FASUBRA. Estamos trabalhando com a ideia de um índice linear para os trabalhadores do PCCTAE, a inflação, tendo como base os dois períodos sem reajuste”, concluiu Mercadante. 
Fonte: Fasubra