quarta-feira, 6 de junho de 2012

Adufal avalia situação da Ufal como ‘calamitosa’


Em greve há pouco mais de dois meses, docentes e discentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se reuniram na manhã desta terça-feira, dia 05, no Calçadão do Comércio, Centro de Maceió, seguindo a mobilização nacional em protesto por reajuste salarial e mais segurança na unidade de ensino. Atualmente 48 universidades federais aderiram à paralisação que já atinge mais de um milhão de pessoas.
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), Antônio Passos, outras dez universidades devem entrar em greve nos próximos dias. Ainda de acordo com Passos, no próximo dia 11 será anunciado o indicativo de greve dos técnicos do administrativo da Universidade. “Este ato público tem uma proposta diferenciada dos atos realizados anteriormente. Nosso objetivo e sensibilizar o governo federal que negocia com a classe há mais de dois anos. Pedimos desculpa à sociedade pelos transtornos, mas é preciso que seja compreendido que brigamos por uma Universidade pública e dequalidade”, esclareceu Passos.
Os professores pedem uma carreira única para os docentes federais, piso salarial de R$ 2.329,35 (valor calculado com base no salário mínimo do Dieese), carga horária de 20 horas semanais, conclusão das obras dos Campi do interior e segurança dentro das unidades de ensino.
Os manifestantes esperam ser recebidos pelo Governador do Estado para discutir medidas que minimizem a insegurança dentro da Ufal de Maceió e Arapiraca, lotadas ao lado de presídios. “A atual situação é de total calamidade. Não temos segurança, as instalações são deficientes, banheiros interditados, cadeiras quebradas e salários defasados”, concluiu Passos.
O estudante do curso de Direito, João dos Santos, disse ser louvável a reivindicação dos professores. “O estado da Universidade envergonha os estudantes. Até solucionarmos a situação o calendário de aulas permanecerá suspenso. Neste momento, estudantes de outras universidades do país realizam assembleias para fortalecer o movimento”, relata.
Fonte: Alagoas 24 Horas

Estudantes entram em conflito com a PM durante protestos em Brasília


Cerca de 1.500 estudantes entraram em confronto com a Polícia Militar durante um protesto em frente ao MEC (Ministério da Educação), em Brasília (DF).
Durante o conflito, que aconteceu por volta das 14h30 desta terça-feira (5), vidros de janelas e portas do ministério foram quebradas.
De acordo com Victor Luiz, 22, estudante da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) que participou do confronto, o intuito do grupo era entrar no MEC, mas foram impedidos pela PM.
A intenção era a gente entrar no MEC para que houvesse a reunião lá dentro, mas os policiais não deixaram. O movimento [dos esdutantes] já havia feito esse acordo e imaginava que poderia se reunir no espaço.
A polícia tentou evitar a entrada do grupo com spray de pimenta e cassetetes. Em seguida, as portas do MEC foram fechadas.
Os jovens estão participando da Marcha Unificada dos Servidores Públicos Federais, que reúne, nesta terça, cerca de 15 mil trabalhadores de instituições federais, de acordo com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos
Greve geral de professores
Nesta terça-feira, a greve geral dos professores das universidades federais completa 20 dias. Nesta manhã, a UFABC (Universidade Federal do ABC) também aderiu à paralisação.
Docentes de 49 universidades federais e de quatro institutos federais estão sem dar aulas desde o dia 17 de maio.
Confira a lista das instituições federais que aderiram à greve 
  1. CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais 
  2. FURG (Universidade Federal do Rio Grande) 
  3. IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais) 
  4. IFPI (Instituto Federal do Piauí) 
  5. Instituto Federal e Tecnológico do Sudeste de Minas Gerais 
  6. UFAC (Universidade Federal do Acre) 
  7. UFAL (Universidade Federal de Alagoas) 
  8. UFAM (Universidade Federal do Amazonas) 
  9. UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) 
  10. UFERSA (Universidade Federal do Semi-Árido) – Mossoró 
  11. UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) 
  12. UFF (Universidade Federal Fluminense) 
  13. UFG (Universidade Federal de Goiás) - Campus Catalão 
  14. UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) 
  15. UFLA (Universidade Federal de Lavras) 
  16. UFMA (Universidade Federal do Maranhão) 
  17. UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) 
  18. UFMT-RO (Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis) 
  19. UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) 
  20. UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) 
  21. UFPA (Universidade Federal do Pará /Central) 
  22. UFPA (Universidade Federal do Pará /Marabá) 
  23. UFPB (Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras) 
  24. UFPB (Universidade Federal da Paraíba) 
  25. UFPB-PATOS (Universidade Federal da Paraíba / Patos) 
  26. UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) 
  27. UFPI (Universidade Federal do Piauí) 
  28. UFPR (Universidade Federal do Paraná) 
  29. UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) 
  30. UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) 
  31. UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) 
  32. UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) 
  33. UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) 
  34. UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) 
  35. UFS (Universidade Federal de Sergipe) 
  36. UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rey) 
  37. UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) 
  38. UFU (Universidade Federal de Uberlândia) 
  39. UFV (Universidade Federal de Viçosa) 
  40. UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) 
  41. UnB (Universidade de Brasília) 
  42. Unifal (Universidade Federal de Alfenas) 
  43. Unifap (Universidade Federal do Amapá) 
  44. Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) 
  45. Unipampa (Universidade Federal do Pampa) 
  46. Unir (Universidade Federal de Rondônia) 
  47. Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) 
  48. Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) 
  49. UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) 
  50. UFDG (Universidade Federal da Grande Dourados) 
  51. UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) 
  52. UFG (Universidade Federal de Goiás) - Campus Jataí 
  53. UFABC (Universidade Federal do ABC).

Fonte: R7 Notícia

Professores da Ufal realizam ato público no Centro


Em greve, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), acompanhados dos funcionários técnico-administrativos e estudantes da instituição, fazem na manhã desta terça-feira (5), um ato público em defesa da educação pública e da valorização profissional, no calçadão da Rua do Comércio, no centro da cidade.
Usando camisa branca com uma tarja preta no braço, simbolizando luto pela precarização do trabalho docente, os professores vão se concentrar, a partir das 9h, em frente ao posto de atendimento JÁ (antigo Produban), Organizada pela Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) e pelo comando local de greve (CLG), a manifestação tem o objetivo de ampliar o movimento para fora dos muros da Ufal, mostrando à população os motivos da greve e a real situação do ensino superior público em Alagoas e no Brasil.
“Queremos contar com a compreensão e o apoio da população e, para isso, vamos distribuir panfleto explicativo e ministrar aula pública em que iremos mostrar que a situação que vivenciamos é bem diferente daquilo que o governo noticia”, disse a professora Irailde Correia, membro da diretoria da Adufal e do CLG. .
O ato está sintonizado com outras manifestações que estarão sendo realizadas por professores e estudantes das 48 universidades em greve, em todo o País, e com a Marcha organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPFs) que estará acontecendo em Brasília, também nesta terça-feira, com a participação de várias categorias do funcionalismo público, inclusive os professores. Caravanas de SPFs dos vários Estados da Federação vão seguir pela Esplanada dos Ministérios rumo ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Os professores lutam pela reestruturação da carreira docente, valorização profissional e melhoria das condições de trabalho. Em seu 19º dia de greve eles buscam uma efetiva negociação com o governo para definir uma carreira única em 13 níveis remuneratórios, com variação de 5% entre níveis a partir do piso correspondente ao salário mínimo do DIEESE para regime de 20h; interstícios de dois anos entre os níveis; percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho; e incorporação das gratificações.
Apoio
Conforme informativo do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a greve dos professores federais vem recebendo forte apoio da comunidade acadêmica e demais setores da sociedade. Vários parlamentares se solidarizaram com o movimento e garantiram interlocução junto ao governo cobrando abertura imediata às negociações.
Estudantes de pelo menos 19 universidades já deflagraram greve em solidariedade ao movimento dos professores inseridos na luta por melhores condições de trabalho e ensino. Técnico-administrativos de várias universidades públicas, reitores, conselhos universitários, direções de cursos e faculdades de diversas instituições também já manifestaram apoio à paralisação.
Todos os dias, os comandos nacional e locais de greve recebem moções de apoio e solidariedade à greve. A luta dos professores federais já ganhou repercussão internacional e começa inclusive a receber manifestações positivas vindas de movimentos sindicais e de entidades do setor da educação de países como Peru, França e Estados Unidos.
Em Alagoas, o movimento grevista recebeu moções de apoio dos estudantes da Ufal e do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal).
Fonte: Ascom/Adufal

domingo, 3 de junho de 2012

Decisão sobre greve dos professores da Ufba será tomada nos dias 5 e 6


A maioria dos professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) decidiu, em assembleia geral realizada na terça-feira (29), paralisar as atividades. A greve, no entanto, deverá ser firmada nas urnas pela maioria dos docentes filiados à Apub Sindicato. 
O referendo será realizado nos próximos dias 5 e 6 de junho (terça e quarta-feira), em todas as unidades de ensino da Ufba. Em nota, a Apub esclarece que “somente após o resultado da votação é que vai ser definido se haverá greve ou não por tempo indeterminado nas instituições”. 
Os professores reivindicam melhorias das condições de trabalho nas universidades, equiparação de piso e teto à carreira do Ministério da Ciência e Tecnologia, além da reestruturação da carreira docente do magistério superior e do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT). 
Aulas normais
As aulas estão sendo realizadas normalmente nesta quarta-feira (30) em todas as unidades da Ufba. Porém, alguns professores envolvidos com as discussões e negociações já paralisam as atividades. No Pavilhão de Aulas da Federação, as aulas foram realizadas durante a manhã.
Cerca de 40 mil estudantes de graduação e pós-graduação podem ser afetados pela decisão. O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Ufba (Assufba) e UFRB também devem se reunir na manhã desta quinta-feira (31) para decicir se paralisam as atividades.
UFRB e Univasf em greve
Desde a última segunda-feira (21), os professores da UFRB estão em greve. A decisão foi tomada mesmo após a Associação dos Professores Universitários da Bahia negar o indicativo de paralisação na Bahia.
Os alunos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) também estão sem aula desde o último dia 15. Os campi da Univasf na Bahia estão localizados em Senhor do Bonfim e em Juazeiro.
Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), 34 instituições federais já estão com as atividades suspensas. 
Fonte: Correio 24 Horas

UFABC adere à greve nacional de professores


Quinze dias após início da greve dos professores das instituições federais de Ensino Superior, a UFABC (Universidade Federal do ABC) decidiu aderir ao movimento. Em assembleia realizada na quinta-feira, os educadores da unidade de ensino optaram pela paralisação por tempo indeterminado a partir de terça-feira. Até o momento, docentes de 48 universidades já suspenderam as atividades.
O calendário acadêmico da UFABC foi o que determinou que a instituição aderisse ao grupo grevista apenas agora. Após recesso de três semanas, 40% dos 430 professores da unidade se reuniram para discutir o tema, explica o presidente da ADUFABC (Associação dos Docentes da UFABC), Armando Caputi.
O principal pedido dos profissionais é negociação com o governo acerca de melhorias na carreira. "Fomos levados a este movimento devido à reticência do governo em cumprir acordo para reestruturação da carreira dos professores", destaca.
O movimento é considerado pelo comando nacional de greve do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) um dos mais fortes já observados. A expectativa é intensificar as ações de mobilização para pressionar o governo a abrir negociação com a categoria. Reunião agendada para segunda-feira entre os professores e representantes do Ministério da Educação foi cancelada e outra data para discussão ainda não foi marcada.
UNIFESP
Os docentes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) realizarão nova assembleia geral na segunda-feira, às 11h30, no campus São Paulo, para debater os próximos passos da greve que atinge os seis campi da instituição. Os 200 docentes de Diadema iniciaram a greve em 17 de maio.
Fonte: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Greve atinge 47 instituições federais de nível superior


Professores em greve e alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fazem passeata pela Av. Paulista. (28/05/2012)


Já chega a 47 o número de instituições federais de ensino superior que aderiram à greve iniciada no dia 17 de maio, segundo balanço do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Dessas, 44 são universidades, do total de 59 federais. A partir desta quinta-feira, professores do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow Fonseca, no Rio de Janeiro (Cefet-RJ), também prometem paralisar suas atividades.
Nesta quarta-feira, segundo o Andes, representantes do sindicato participam da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, onde explicam os motivos da greve e pedem a intervenção dos deputados para a retomada das negociações com o governo. Docentes já estiveram no Senado, onde conversaram com parlamentares e distribuíram uma espécie de kit com informações sobre a mobilização.
Na última segunda-feira, estava prevista uma reunião com o governo para discutir as reivindicações, mas o encontro foi cancelado. A assessoria do Ministério do Planejamento afirma que o governo havia dado o dia 31 de maio como prazo para dar um posicionamento aos docentes, mas eles deflagraram a greve antes. O órgão diz que a reunião foi cancelada porque o governo está reavaliando como tratará a questão.
Entre as reivindicações dos docentes está a reestruturação de um plano de carreira, que teria sido prometido pelo governo federal para março deste ano, com redução de níveis de remuneração (de 17 para 13), variação de 5% entre os níveis e um salário mínimo de 2.329,35 reais referente a 20 horas semanais (atualmente, esse valor é de 1.597,92 reais). Os professores pedem também melhores condições de trabalho e infraestrutura.
Há uma semana, o ministro da Educação, Eloizio Mercadante, concedeu entrevista sobre o assunto, na qual minimizou os problemas de infraestrutura enfrentados por universidades federais e os comparou às "dores do parto". Ele disse ainda que, do ponto de vista das questões salarial e de carreira, não há razões para a paralisação dos docentes. "Não me lembro de nenhuma greve semelhante, sem razão de ser", disse.
Confira a lista completa das universidades e institutos que estão total ou parcialmente paralisados:
Região Norte
- Universidade Federal do Amazonas 
- Universidade Federal de Rondônia
- Universidade Federal de Roraima
- Universidade Federal Rural do Amazonas
- Universidade Federal do Pará
 
- Universidade Federal do Oeste do Pará
 
- Universidade Federal do Amapá
 
- Universidade Federal do Acre 
- Universidade Federal do Tocantins
Região Nordeste
- Universidade Federal do Maranhão 
- Universidade Federal do Piauí
 
- Instituto Federal do Piauí
- Universidade Federal do Semi-Árido
 
- Universidade Federal da Paraíba
 
- Universidade Federal de Campina Grande
 
- Universidade Federal Rural de Pernambuco 
- Universidade Federal de Alagoas 

- Universidade Federal de Sergipe 

- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
- Universidade Federal do Vale do São Francisco
- Universidade Federal de Pernambuco
Região Sul 
- Universidade Federal do Paraná
- Universidade Federal Tecnológica do Paraná 
- Universidade Federal do Rio Grande 
- Universidade Federal do Pampa
- Universidade Federal de Santa Maria

Região Sudeste
- Universidade Federal do Triângulo Mineiro 
- Universidade Federal de Uberlândia 

- Universidade Federal de Viçosa 

- Universidade Federal de Lavras 

- Universidade Federal de Ouro Preto 

- Universidade Federal de São João Del Rey
- Universidade Federal de Juiz de Fora 

- Universidade Federal de Alfenas 

- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
- Centro Federal de Educação Tecnológica de MG
- Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
- Universidade Federal do Espírito Santo
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
- Universidade Federal Fluminense
- Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Universidade Federal de São Paulo
Região Centro-Oeste
- Universidade Federal do Mato Grosso 
- Universidade Federal de Goiás 

- Universidade de Brasília
- Universidade Federal da Grande Dourados
Fonte: Veja

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Greve dos professores já tem adesão em 45 universidades federais

Professores de 45 universidades federais e dois institutos federais de educação profissional e tecnológica já aderiram à greve da categoria, segundo levantamento do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
Na segunda-feira (28) o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. A assessoria de imprensa da pasta informou que o encontro foi apenas adiado por razões de "agenda" e será remarcado.
A paralisação teve início há 12 dias e a principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão.
No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria que previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4% a partir de março e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.
O Ministério da Educação (MEC) defende que a greve é “precipitada”, pois há prazo para que a negociação do novo plano seja concluída, já que o orçamento de 2013 só será fechado em 31 de agosto.
Na semana passada, o ministro Aloizio Mercadante fez um apelo para que os professores retomassem suas atividades e justificou o atraso nas negociações por causa da morte, em janeiro, do secretário executivo do Ministério do Planejamento, Duvanier Costa, que era responsável pela negociação salarial de todo o serviço público federal.
Fonte: Agência Brasil

Protesto reúne alunos e professores de universidades em greve no Rio


Centenas de alunos, professores e funcionários de quatro universidades federais do Rio de Janeiro fazem um protesto no final da tarde de segunda feira (28) para pressionar o governo a acatar as reivindicações dos docentes, que estão em greve desde 17 de maio. O  ato acontece na Praça XV, no Centro.
A categoria pede 10 % do PIB para serem investidos na educação, além de novos concursos públicos, aquisição de livros para bibliotecas e reforço de segurança nos arredores dos campus.
Os alunos encontraram uma maneira bem-humorada para o protesto. Usando nariz de palhaço e cartazes, os jovens cantam paródias para chamar a atenção dos governantes. "Não quero tchu, nem quero tcha, quero 10 % para estudar", foi uma das marchas cantadas pelos manifestantes.
Greve nacional
De acordo com o professor de arquitetura da Universidade Federal Fluminense (UFF), Juarez Duayer, o movimento grevista já atinge 46 universidades federais em todo o país. "A nossa paralisação é por tempo indeterminado. Queremos uma reestruturação da carreira docente, que não é valorizada. Estamos sem reajuste salarial há uma década", explica o professor.
Na UFF, segundo os alunos, a greve atinge 70% dos cursos de graduação. A paralisação também foi aderida por alguns professores de cursos tradicionais, como medicina e direito. "Os alunos estão apoiando a causa dos professores. Ainda nesta semana vamos fazer uma assembleia para decidir os rumos do movimento", disse o estudante do quinto período de medicina, Levy Fukuoka.
Os organizadores estimam que cerca de 200 pessoas participaram do protesto, que aconteceu de forma pacífica. A aluna do curso de hisória, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Hana Mariana Ribeiro, diz que o ato foi organizado através das redes sociais. "Pelo Twitter e Facebook, alunos e integrantes dos centros acadêmicos combinaram a manifestação, assim como os cartazes e os gritos de guerra", contou a jovem.
No dia 5 de junho, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) pretende fazer uma marcha nacional rumo a Brasília. O objetivo é levar a pauta de reivindicações ao governo federal.
Fonte: G1

Andes continua como representante sindical de professores universitários federais


A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou legal ato do ministro do Trabalho e Emprego (MTE) que manteve o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) como representante de professores universitários federais.
A Andes disputa a representação com outras entidades, no âmbito do processo de registro sindical. Em 2003, ela obteve o registro definitivo para representar docentes de nível superior. Cinco meses depois, o ato foi suspenso, diante de impugnação de outras entidades sindicais representativas dos professores de rede privada e de recursos administrativos pendentes.
Em setembro de 2008, o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Federal (Proifes) requereu o registro sindical para representar os docentes do ensino universitário federal.
Na sequência, a Andes pediu ao MTE que restabelecesse seu registro sindical parcial, mantendo a suspensão apenas na parte impugnada, referente aos professores da rede privada. O pedido foi atendido, motivando o mandado de segurança do Proifes, que foi negado pela Primeira Seção.
Unicidade
Para o Proifes, o ato do MTE violaria seu direito líquido e certo porque resultaria, ao final do processo de registro, na negação de sua representatividade sindical. Para que o registro seja aceito, um dos requisitos é que não haja outro sindicato no mesmo nível de outro preexistente.
Para o ministro Benedito Gonçalves, porém, não há ilegalidade no ato do MTE. O restabelecimento parcial do registro da Andes decorreu de requerimento desta e não de ato de ofício do ministro, e a limitação da representatividade da Andes quanto a professores de faculdades privadas não é definitiva, mas apenas enquanto não haja resolução administrativa ou judicial sobre o conflito.
“Isto quer dizer que o procedimento administrativo de registro sindical da Andes não teve fim com a prática do ato impugnado, de onde se conclui não ter havido concessão parcial de registro de forma definitiva, tampouco de alteração da base de representação”, explicou o relator.
“Houve, em verdade, a adoção de medida paliativa por parte da administração pública no curso do procedimento administrativo, que entendeu não ser razoável manter a suspensão integral do registro quando as impugnações diziam respeito tão somente às entidades de ensino privadas, as quais ainda estavam sendo analisadas”, completou.
O ministro ainda afastou a decadência da revisão do ato administrativo do MTE, já que o restabelecimento parcial do registro anterior ocorreu no curso do processo administrativo, quando não se poderia falar mais em decadência.
Fonte: STJ

terça-feira, 29 de maio de 2012

Médicos dos Hospitais Universitários do RN realizam ato público contra MP 568/12


Na manhã desta segunda-feira (28) os médicos lotados nas unidades federais do Rio Grande do Norte realizaram uma manifestação contra a MP 568/12 em frente ao Hospital Onofre Lopes, seguida de caminhada até a Maternidade Januário Cicco.
A Medida Provisória foi publicada no último dia 14 de maio pela Presidência da República, alterando a carreira dos médicos federais, diminuindo em 50% seus salários, além de congelar os adicionais de insalubridade e periculosidade desses profissionais.
O Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (SintestRN) esteve presente na manifestação, juntamente com o Sindicato dos servidores da administração indireta (Sinai), Sindicato dos trabalhadores em saúde (Sindsaúde) e Sindicato dos Médicos (Sinmed RN).
Durante o ato, os médicos presentes denunciaram que o governo federal não dialoga com a categoria. Para o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Dr. Geraldo Ferreira, “as unidades federais eram os últimos lugares do estado onde podia se contar com uma infraestrutura mínima para trabalho”, uma vez que “o governo estadual já é omisso com a saúde da população”. E completa: “Continuaremos na luta, até que sejam retirados da MP os artigos que prejudicam os médicos e dizemos não ao massacre dos trabalhadores”.
Vale ressaltar que as entidades sindicais não estão reivindicando aumento salarial, mas protestando contra o corte dos salários que a MP 568 tenta impor. 
Fonte: Sintest-RN