terça-feira, 22 de maio de 2012

Professores da Unifesp aderem à greve nacional


Reunidos em assembleia, os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram hoje (22) aderir à greve nacional da categoria deflagrada na última quinta-feira (17). Os professores da Unifesp paralisam as atividades a partir de amanhã (23). A instituição tem seis campi e apenas os docentes de Guarulhos ainda não aprovaram a paralisação.
Uma nova assembleia geral está prevista para a próxima terça-feira (29). Os professores reivindicam melhorias no atual plano de carreira. “Nós aguardamos agora a proposta que o governo deve apresentar na próxima segunda-feira”, disse a presidenta da Associação dos Docentes da Unifesp, Virgínia Junqueira. Procurada, a reitoria da Unifesp disse, via assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre a paralisação.
A Unifesp tem 1.213 docentes em seu quadro. No vestibular 2012, a instituição ofereceu 2.869 vagas. Atualmente, a instituição conta com 9.430 alunos matriculados nos cursos de graduação e 3.144 nos cursos de pós-graduação stricto sensu (doutorado, mestrado e mestrado profissionalizante) e 5.847 na pós-graduação lato sensu (especialização e aperfeiçoamento).
Fonte: Agência Brasil

Sobe para 41 o número de unidades federais de ensino superior em greve


Professores da UFPE em assembleia votando pela greve por tempo  indeterminado

Os docentes das universidades federais de Brasília (UnB) e de Juiz de Fora (UFJF) aderiram ontem segunda-feira (21) à paralisação nacional proposta pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes). A greve não tem previsão para acabar.
Com as novas adesões, chega a 41 o número de unidades de ensino superior paralisadas, atingindo 37 universidades e institutos tecnológicos de todo o Brasil. Até a sexta-feira, quando foi divulgado o último balanço pela Andes, a greve atingia 39 unidades de 35 universidades e institutos.
Os professores reivindicam um plano de reestruturação da carreira, que teria sido prometido pelo governo federal para março deste ano. Entre as reivindicações está a redução de níveis de remuneração (de 17 para 13), variação de 5% entre os níveis e um salário mínimo para a carreira de 2.329,35 reais referente a 20 horas semanais (atualmente, esse valor é de 1.597,92 reais). Os professores pedem também melhores condições de trabalho e infraestrutura.
Por meio de nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que o reajuste salarial de 4% - acertado com as entidades do setor em agosto de 2011 - está garantido por medida provisória, publicada no último dia 14 no Diário Oficial da União. O reajuste será retroativo ao mês de março. Já com relação ao plano de carreira dos professores e funcionários, o MEC diz que a negociação prevê a aplicação da medida somente em 2013.
Confira a lista de universidades que estão total ou parcialmente paralisadas:
Região Norte
- Universidade Federal do Amazonas 
- Universidade Federal de Rondônia
- Universidade Federal Rural do Amazonas
- Universidade Federal do Pará / Central
 
- Universidade Federal do Pará / Marabá
 
- Universidade Federal do Oeste do Pará
 
- Universidade Federal do Amapá
 
- Universidade Federal do Acre
 
Região Nordeste
- Universidade Federal do Maranhão 
- Universidade Federal do Piauí
 
- Instituto Federal do Piauí
- Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró)
 
- Universidade Federal da Paraíba
 
- Universidade Federal da Paraíba / Patos
 
- Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras
 
- Universidade Federal de Campina Grande
 
- Universidade Federal Rural de Pernambuco
 
- Universidade Federal de Alagoas
 
- Universidade Federal de Sergipe
 
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
- Universidade Federal do Vale do São Francisco
- Universidade Federal de Pernambuco
Região Sul 
- Universidade Federal do Paraná
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
- Universidade Federal do Rio Grande 
Região Sudeste
- Universidade Federal do Triângulo Mineiro 
- Universidade Federal de Uberlândia
 
- Universidade Federal de Viçosa
 
- Universidade Federal de Lavras
 
- Universidade Federal de Ouro Preto
 
- Universidade Federal de São João Del Rey
- Universidade Federal de Juiz de Fora
 
- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
- Instituto Federal de Minas Gerais
- Universidade Federal do Espírito Santo
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Região Centro-Oeste
- Universidade Federal do Mato Grosso 
- Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis
 
- Universidade Federal de Goiás – Campus do Catalão
 
Distrito Federal
- Universidade de Brasília
Fonte: O Globo

Greve deve atingir as quatro universidades federais no Rio


Das quatro universidades federais do Rio de Janeiro, duas estão em greve. Nesta segunda-feira, cursos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) estavam paralisados. Na terça-feira, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também vai aderir ao movimento. Está marcada para as 14h a assembleia geral de greve, seguida por um ato público. No mesmo dia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também realizará assembleia para definir se os professores cruzam os braços. Na semana passada, houve uma reunião em que foi aprovado o indicativo de greve. No dia 17, a UFRJ fez paralisação em alguns cursos.
Os integrantes do Sindicato dos professores da UFRJ (Adufrj) realizaram assembleias em todos os cursos, com exceção de enfermagem, letras e do Centro de Ciências da Saúde. “Independentemente de aprovar ou não a greve, a indignação é muito grande”, afirma o presidente do sindicato, Mauro Iasi. Os professores reivindicam um plano de reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho e infraestrutura.
Um dos problemas das universidades é consequência do Reuni, programa do governo federal que tem por objetivo ampliar o acesso ao ensino superior. Na UFRJ, vieram à tona as deficiências no curso de medicina em Macaé, cidade do Norte Fluminense, onde os alunos sequer contam com um hospital universitário para as aulas práticas. O resultado foi a tranferência de 50 estudantes para a campos do Fundão, onde o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho não atende as demandas dos próprios alunos. 
Na UFF, alguns cursos abertos em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, usam contêineres como sala de aula. A presidente do sindicato dos professores da UFF, Eblin Farage, lembra que faltam laboratórios, recursos para obras iniciadas e técnicos do administrativo. “Não há condições de desenvolver o tripé estudo, pesquisa e extensão. Não é uma discussão exclusiva do professor, mas também do aluno, que fica prejudicado com tudo isso”, afirma Eblin.
A Unirio, a UFFRJ e a UFF trabalham com a ideia de “construção da greve”. Um movimento que deve ganhar adesão do corpo docente com o passar dos dias. Na Rural, o sindicato dos professores da universidade estima que 90% estejam em greve. “Não há notícias de um curso inteiro que não tenha aderido. Existem questões locais, mas observadas em várias universidades, todas ligadas ao programa de extensão (Reuni). Hoje, há problemas em obras iniciadas durante a expansão, falta de docentes e um número pequeno do setor administrativo para dar conta da expansão. Também existem dificuldades estruturais que dizem respeito à infraestrutura instalada, sem serem renovadas ou recuperadas”, explica Alexandre Mendes, professor de direito e integrante do comando local de greve da UFFRJ.
A categoria quer a incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios (e não os 17 de atualmente), variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo de 2.329,35 reais do Dieese e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. A reestruturação da carreira, ponto central da greve, começou a ser discutida em 2010, segundo o Andes. O governo federal propôs que as federais não entrassem em greve e ampliassem o prazo de negociação até o dia 31 de março. Como o tempo estabelecido se esgotou sem avanços, os professores prometeram o que já vinham alardeando.
Fonte: O Globo

Professores de 38 universidades aderem à greve, diz Andes


Professores de 38 das 59 instituições federais de ensino aderiram à greve iniciada na última quinta-feira (17), segundo balanço do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes-SN).
De acordo com o responsável pelo Comando Nacional de Greve do Andes-SN, Aluísio Finazzi, o atual plano de carreira não possibilita um crescimento satisfatório do professor. “Precisamos mudar isso, temos uma reunião marcada com o Ministério do Planejamento, o Ministério da Educação e sindicatos para o próximo dia 28. Esse período será de mobilização, pelo menos até essa data estaremos em greve”, disse  Finazzi.
Na Universidade de Brasília (UnB), os professores começaram a paralisar as atividades hoje (21). A decisão foi tomada em assembleia na última sexta-feira (21) e segue o movimento nacional.
O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB), Ebnezer Nogueira, disse que a principal reivindicação é a reestruturação da carreira docente. Segundo ele, a categoria luta por essa melhoria desde 1987. Ainda de acordo com Nogueira, em agosto do ano passado, foi firmado um acordo com o Ministério da Educação (MEC), porém, nada foi concretizado. “Somos a única categoria que não teve a reestruturação do plano de carreira, este momento é muito importante para fortalecer o nosso movimento, precisamos estar firmes contra a desvalorização profissional dos nossos professores e professoras", acrescentou Nogueira.
A maior parte dos estudantes da UnB entrevistados hoje (21) pela Agência Brasil disse que as aulas não foram paralisadas. O presidente da Adunb minimizou a falta de adesão à greve afirmando que hoje é o primeiro dia e que, em geral, os professores começam a paralisar suas atividades ao longo da semana.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o plano de carreira de professores e funcionários deve ser aplicado somente em 2013. Segundo o MEC, as negociações salariais com a categoria começaram em agosto do ano passado, quando se acertou um reajuste de 4% - já garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março.
Fonte: Agência Brasil

sábado, 19 de maio de 2012

Andes informa que 37 instituições federais já aderiram a movimento de paralisação do ensino superior


O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), informou ontem (18) que o número de universidades que aderiram à greve chega a 37. Ontem, quando foi deflagrada a paralisação, 33 instituições de ensino superior haviam decidido pelo movimento.
Os docentes pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalho nos novos campi que foram criados nos últimos anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). 
O comando de greve da Andes informou que o atual plano de carreira não permite crescimento satisfatório do professor ao longo da carreira. O sindicato informou ainda que foram feitas mais de dez reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão do documento, mas não houve avanço na negociação.
O Ministério da Educação (MEC)  disse em nota que tem confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campi universitários federais. O governo ressalta que o aumento de 4% negociado em 2011 está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com os sindicatos.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Greve das Federais já conta com adesão de pelo menos 33 instituições


A insatisfação dos docentes com a política do governo pode ser comprovada com o alto índice de adesão dos professores ao primeiro dia da greve nacional convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). Levantamento feito pelo Comando Nacional de Greve mostra que pelo menos 33 instituições federais de ensino (IFE) já aderiram à greve ontem, quinta-feira (17).
A deflagração da greve nestas instituições aconteceu após assembléias históricas nas seções sindicais do ANDES-SN, tanto pelo alto número de professores presentes como pelo debate político realizado. A expectativa é que novas instituições paralisem as atividades nos próximos dias.
CNG
O Comando Nacional de Greve foi instalado na tarde desta quinta (17) em Brasília (DF), na sede do Sindicato Nacional. Durante a instalação do CNG, a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, ressaltou a força inicial da mobilização.
“Temos de reconhecer essa nossa vitória inicial, pois conseguimos, a partir da mobilização de base, retomar a capacidade de ação e reação do movimento docente”, frisou. 
A presidente do ANDES-SN lembrou que a categoria está sendo corajosa em enfrentar um governo que tem sido o guardião da lógica gerencial do Estado. “E a nossa categoria, para eles, precisa ser enquadrada, já que somos um dos poucos a questionar essa modelo”, afirmou. “Vamos enfrentar um governo duro, intransigente e autoritário, mas não tínhamos escolha”, acrescentou.
Para Marina Barbosa, a greve será um momento para que a categoria debata com a sociedade o modelo de universidade proposto pelo ANDES-SN e denuncie a falta de estrutura das instituições federais de ensino, principalmente as que foram expandidas pelo Reuni.

Ela também saudou os membros do CNG. “A Direção Nacional vai dar todo o apoio necessário, mas a responsabilidade política de vocês é enorme, já que são vocês que irão fazer a interlocução com as seções sindicais, fazendo gerar e circular o debate político”, afirmou.
Os presentes aprovaram o estatuto do CNG e também constituíram quatro comissões para organizar os trabalhos e atender às demandas da greve: Secretaria, Imprensa, Tesouraria e Infraestrutura.
Foi criado também um email (cngandes@andes.org.br) e disponibilizados duas linhas telefônicas para contato com os professores em plantão no Comando (61 3962.8426 e 3962.8427)
Confira a lista das Instituições Federais de Ensino onde a greve dos docentes começou quinta (17)*
1- Universidade Federal do Amazonas (ADUA)
2- Universidade Federal de Rondônia (SESDUF-RR)
3- Universidade Federal Rural do Amazonas (ADUFRA)
4- Universidade Federal do Pará /Central (ADUFPA)
5- Universidade Federal do Pará /Marabá (SINDUFPA-MAR)
6- Universidade Federal do Oeste do Pará (SINDUFOPA)
7- Universidade Federal do Amapá (SINDUNIFAP)
8- Universidade Federal do Maranhão (APRUMA)
9- Universidade Federal do Piauí (ADUFPI)
10 Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró) (ADUFESA)
11 Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB)
12 Universidade Federal da Paraíba / Patos (ADUFPB-PATOS)
13 Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras (ADUC)
14 Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG)
15 Universidade Federal Rural de Pernambuco (ADUFERPE)
16 Universidade Federal de Alagoas (ADUFAL)
17 Universidade Federal de Sergipe (ADUFS)
18 Universidade Federal do Triângulo Mineiro (ADFMTM)
19 Universidade Federal de Uberlândia (ADUFU)
20 Universidade Federal de Viçosa (ASPUV)
21 Universidade Federal de Lavras (ADUFLA)
22 Universidade Federal de Ouro Preto (ADUFOP)
23 Universidade Federal de São João Del Rey (ADFUNREI)
24 Universidade Federal do Espírito Santo (ADUFES)
25 Universidade Federal do Paraná (APUFPR)
26 Universidade Federal do Rio Grande (APROFURG)
27 Universidade Federal do Mato Grosso (ADUFMAT)
28 Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis (ADUFMAT-ROO)
29 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ)
30 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (SINDFAFEID)
31 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR)
32 Instituto Federal do Piauí (SINDCEFET-PI)
33 Instituto Federal de Minas Gerais (SINDCEFET-MG)
* de acordo com último balanço realizado com informações enviadas ao Sindicato Nacional até às 17h.
Fonte: Andes

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Universidade Federal de Itajubá fez nesta quinta uma paralisação de 24 horas, e decidiu aderir à greve nacional a partir da segunda-feira (21).


No Sul de Minas, a Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla) decidiram aderir à greve nacional da categoria. Na Unifal, será realizada uma manifestação de docentes na tarde desta quinta-feira (17). Alunos de alguns cursos entraram com pedidos para que as aulas não sejam suspensas. Os pedidos serão analisados nos próximos dias.
Na Unifal, apenas os serviços de laboratório e odontologia para o público externo continuam funcionando no campus de Alfenas (MG). Uma reunião com o colegiado está marcada para a próxima segunda-feira (21).
Na Ufla, a greve foi aprovada na assembléia reailzada na última segunda-feira (14). A adesão é de toda a classe. Uma reunião vai avaliar os rumos que o movimento deve tomar. Professores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) decidiram não aderir à greve.
Em Divinópolis, mais de 100 professores aderiram à greve e cerca de 1.300 alunos do campus Dona Lindu da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ) vão ficar sem aula por tempo indeterminado.
Já em Uberaba, de acordo com a assessoria de comunicação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), os educadores estão em reunião para decidir o comando da greve. A manifestação vai acontecer nesta quinta-feira (17), das 14h às 18h.
Em Uberlândia, segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu), mais da metade dos professores aderiu ao movimento. Ainda de acordo com a Adufu, só este ano a categoria fez três paralisações na cidade para chamar a atenção do Governo, que não atendeu as reivindicações da classe que incluem unificação das carreiras com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso salarial de R$ 2.329,35 e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Fonte: Portal G1


Greve na Ufam ganha reforço com adesão do interior


Docentes de quatro das cinco unidades acadêmicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), localizadas no interior do Estado, aderiam à greve nacional dos professores federais, que teve início nesta quinta-feira (17). O movimento paredista se estendeu aos municípios de Itacoatiara, Humaitá, Parintins e Benjamin Constant, onde, por meio de assembleias locais, os professores votaram em favor da paralisação das atividades, por tempo indeterminado. Em Coari, a Assembleia será realizada nesta sexta-feira (18).
Em Manaus, mais de 70% das aulas foram paralisadas, de acordo com um levantamento feito pelo Comando de Greve Local (CGL), formado por aproximadamente 30 professores, representantes da maioria das unidades acadêmicas da capital. “A expectativa é que esse percentual aumente à medida que as ações de mobilização forem se intensificando”, disse o presidente da Adua, que apresentou o calendário de atividades do movimento, durante entrevista coletiva na manhã desta quinta.  “A natureza da paralisação é de ocupação e não de esvaziamento”, reforçou.
Nos municípios de Itacoatiara e Parintins a decisão dos professores foi unânime, com 44 e 42 votos a favor da greve, respectivamente. “A insatisfação é generalizada e, nesse momento, os professores mostraram que o nosso plano de carreira e os investimentos em educação devem ser priorizados por parte do governo. Por isso, é preciso parar”, disse o docente Lucas Milhomens, integrante do Comando de Greve de Parintins.
A assembleia de Benjamin Constant contou com a participação de 27 docentes, dos quais 20 votaram a favor da paralisação. A votação em Humaitá contou com 29 votos a favor e três contra. “Isso simboliza a expansão e o fortalecimento grevista que se legítima no interior com uma adesão poderosa”, afirmou Neto.
Neste último município, os professores realizaram na manhã desta quinta, um apitaço, como forma de protestar pela baixa condição de ensino. Nesta sexta-feira (18), a partir das 16h, os docentes fazem uma carreata pelas principais ruas da cidade e ainda panfletagem nas escolas públicas. “A maioria dos professores da unidade está realmente envolvida nesse processo”, informou a docente Priscila Freire, integrante do Comando de Greve de Humaitá.
Na avaliação da professora de Benjamin Constant, Flávia Melo, o resultado das assembleias é reflexo da situação precária em que se encontram os polos da Ufam fora de Manaus. “Além dos mesmos problemas que são de cunho nacional, como a reestruturação da carreira, e da capital, como falta de estrutura, as unidades do interior ainda sofrem com a falta de autonomia e o descaso administrativo em resolver problemas burocráticos”, disse.
Fonte: Adua

Greve de professores começa nesta quinta nas universidades federais

Professores de diversas universidades federais iniciaram nesta quinta-feira (17) uma greve por tempo indeterminado, segundo a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). A entidade afirmou que a paralisação pode atingir pelo menos 17 universidades em nove estados. Na manhã desta quinta-feira, instituições do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná e Pernambuco tiveram aulas comprometidas. No Distrito Federal, uma assembleia marcada para a sexta-feira (18) pode decidir pela adesão à greve a partir da terça-feira (22).
Ainda de acordo com a Andes, alguns institutos federais podem iniciar uma paralisação a partir da segunda-feira (21).
A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Na quarta-feira (16), o Ministério da Educação afirmou que não comentaria o anúncio de greve.
Fonte: Portal G1

Professores da UFPE entram em greve


Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (17), os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) decidiram decretar greve. A ata foi assinada por 218 professores, dos quais 189 votaram a favor da paralisação, 17 contra e 12 se abstiveram.
A mobilização é de caráter nacional. Em Pernambuco, os docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) já paralisaram as atividades.
Os professores protestam contra a situação da carreira atual dos docentes e a estagnação nas negociações com o governo para um rejuste salarial. De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), Jaime Mendonça, o governo não cumpriu o acordo feito em 2011. O acordo garantia um reajuste de 4% a partir de março deste ano, incorporação da gratificação específica do magistério superior (Gemas) e compromisso de reestruturar as carreiras do magistério superior e ensino básico, técnico e tecnológico.
GREVES - A última paralisação, também de caráter nacional, foi em 2005 e durou cerca de três meses. A principal reivindicação era de um reajuste de 18%. Essa greve acabou sem que houvesse possibilidade de negociação com o governo federal.
Dois anos antes, em 2003, 28 centros de ensino federais tiveram as atividades paralisadas por quase dois meses, de julho a setembro. O protesto era pela retirada da PEC 40, que tratava da Reforma da Previdência. Ao final, se manteve a paridade entre ativos e aposentados.
Em 2001, a UFPE  e outras 53 unidades pararam para reivindicar reajuste de 75,58%, além da abertura de 8 mil vagas e da incorporação ao Gemas. Foram abertas 2 mil vagas e o reajuste variou entre 8% e 15%.
No ano anterior, os professores ficaram aproximadamente três meses de braços cruzados para que houvesse uma reposição de 64% e que os investimentos aumentassem. O resultado foi o impedimento do projeto de autonomia do Ministério de Educação (MEC).
A paralisação anterior contou com apoio dos estudantes e até com greve de fome de 14 professores em todo o Brasil. Foram mais de três meses parados, pedindo reajuste de 48,65%, recomposição do quadro de docentes e ampliação das vagas nas universidades. Entretanto, nenhum item da pauta foi conquistado.
Fonte: NE10

O blog da Greve atinge marca fenomenal


Adufal entrega ao reitor notificação de deflagração da greve


A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) comunicou oficialmente ao reitor Eurico Lôbo a deflagração de greve da categoria a partir desta quinta-feira, 17. O vice-presidente da entidade, Márcio Gomes, entregou notificação sobre a decisão do movimento, tomada na última terça-feira.
O documento informa que a categoria deliberou, em assembleia geral, pela greve por tempo indeterminado e faz parte de movimento nacional puxado pela Associação Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes). O professor Márcio esclarece que a manutenção das atividades essenciais será negociada com o comando local e a Reitoria.
Para o reitor, o movimento é legítimo e faz parte de uma pauta nacional de reivindicações, desde 2010. “No entanto, o momento é delicado porque a greve interfere na dinâmica da universidade, mas vamos gerenciar da melhor maneira possível. Vamos aguardar o fim do movimento para reprogramar o calendário acadêmico, num esforço conjunto para não haver prejuízo no processo de formação dos nossos alunos”, reforçou.
Fonte: ASCOM /UFAL

Professores da Ufal realizam assembleia no primeiro dia da greve


Em greve por tempo indeterminado, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizam nesta quinta-feira (17), a partir das 7h, manifestação no portão de entrada do Campus A. C. Simões, no Tabuleiro e às 9h30 fazem assembleia no Auditório Professor Nabuco Lopes, ali mesmo no Campus.
Na pauta, informes nacional e local, em especial uma análise sobre o andamento das negociações da reunião do grupo de trabalho (GT) Carreira, ocorrida no final da tarde de terça-feira (15); avaliação  do movimento e  encaminhamentos.
Às 11h será instalado o comando local de greve (CLG) e em seguida será elaborada a agenda do movimento paredista. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal, professor Antonio Passos, a  ideia é que os campi da Ufal sejam ocupados, durante todo o tempo que durar a greve, com manifestações político-culturais.
Para a professora Cida Batista de Oliveira, diretora da Adufal, esta greve tem um papel fundamental para a categoria, dada a justeza das reivindicações historicamente construídas pelo movimento no tocante à  reestruturação da carreira dos docentes das instituições federais, a dignidade do trabalho docente, a conquista de salários justos e a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.
“Estamos cansados de esperar. Desde a década de 90 que lutamos pela unificação da carreira. O que o governo apresenta não satisfaz o conjunto do movimento”, reclama a dirigente. Segundo sua análise, salvo algumas pequenas modificações, o governo tem apresentado nas rodadas de negociações do GT Carreira os mesmo argumentos postos desde 2010.
De acordo com a professora, há, entre os companheiros docentes, um sentimento de frustração, tanto em relação às rodadas de negociação do GT Carreira, como pela Medida Provisória assinada na segunda-feira (14) pela presidenta, uma vez que o documento inclui itens  que não foram negociados com a categoria, como a questão da insalubridade que não contempla nem sequer o valor que vem sendo pago atualmente.
GT Carreira - Constituído em 2011, durante o processo de negociação com o governo, o GT Carreira é formado por representantes das diversas entidades de educação superior, como o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes/SN), Federação dos Sindicatos das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e representantes dos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Fonte: Adufal

terça-feira, 15 de maio de 2012

Professores da Ufal deflagram greve por tempo indeterminado


Em assembleia realizada nesta terça-feira (15), pela manhã, no auditório da Reitoria, no Campus A. C. Simões, no Tabuleiro, a categoria docente da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) deliberou pela deflagração de greve por tempo indeterminado, a partir da quinta-feira (17). A decisão referenda encaminhamento do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes/SN) em reunião realizada no sábado (12), em Brasília, com a participação de representantes de 42 universidades e institutos federais do País.
A plenária decidiu manter-se em assembleia permanente. Já na quinta-feira (17), os docentes fazem, às 9h30, avaliação do movimento, instalação do comando local de greve (CLG) e a elaboração de uma agenda para o movimento paredista.  “A ideia é que os campi da Ufal sejam ocupados, durante todo o tempo que durar a greve, com manifestações político-culturais”, disse o presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), professor Antonio Passos.
Durante a assembleia, vários professores manifestaram insatisfação com o andamento das negociações junto ao governo. “Há uma indignação por conta dos salários defasados e em relação às negociações da reestruturação da carreira que vem se arrastando deste o ano passado, em reuniões com o governo sem ter até agora nenhum resultado. O que nos restou foi a alternativa da greve”, lamenta o dirigente.
Segundo ele, a expectativa é que o governo se sensibilize para as  reivindicações. “Estaremos abertos à possibilidade de negociações” , adianta, expondo que as negociações vinham ocorrendo com extrema morosidade e o que se espera é que com a deflagração da greve o governo conduza a mesa de negociação com maior celeridade, de forma a possibilitar que o impasse na reestruturação do plano de carreira seja solucionado em tempo hábil de constar na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2013.
Notificação - Cumprindo a exigência de 48 horas para que a greve seja considerada legal, a Adufal notificou à Reitoria, através de ofício, a deflagração de greve pela categoria, a partir do dia 17 de maio. No ofício, a entidade confirma que as atividades essenciais da instituição serão mantidas, de acordo com negociação a ser firmada entre a Reitoria e o CLG.
Fonte: Adufal

Professores da Ufal discutem sobre greve em assembleia desta terça-feira (15)


A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) realiza assembleia geral, nesta terça-feira (15), às 9h30, no auditório da Reitoria do Campus A. C. Simões, no Tabuleiro. Na pauta, a análise das deliberações dos representantes de universidades federais, inclusive da Adufal, durante reunião do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES/SN)realizada no sábado (12), em Brasília.
Com a participação de representantes de 42 instituições federais de ensino superior (Ifes), o Andes/SN apontou o indicativo de greve para a próxima quinta-feira (17). Na votação, foram 33 instituições favoráveis à greve e três abstenções.
Representada por seu vice-presidente, professor Marcio Gomes Barboza e seu tesoureiro-geral, Aílton Silva Galvão, a Adufal votou favorável à paralisação por tempo indeterminado. “Como cada entidade tem direito a apenas um voto, nós votamos de mãos dadas, como forma de demonstrar, simbolicamente, a posição de unidade da entidade”, disse o professor Aílton Galvão.
Segundo ele, foi feita uma análise de conjuntura, contemplando os recentes contatos do Sindicato Nacional com o Ministério da Educação onde se ponderou o fato de a deflagração da greve interferir no processo de negociação com o governo, no entanto, o que falou mais alto foi o entendimento que a greve é um instrumento que os trabalhadores têm para pressionar o governo.
Em sua opinião, as paralisações dos dias 19 e 25 de abril contribuíram para que o governo se adiantasse em assinar a Medida Provisória (MP). A MP porém, não é tida como uma vitória para o movimento, uma vez que inclui pontos  que não foram negociados com a categoria, como a questão da insalubridade que não contempla nem sequer o valor que vem sendo pago atualmente.
“O governo paga o acordo emergencial firmado em agosto de 2011 que deveria ter sido implantado no contracheque de abril, no entanto, diminui os valores da insalubridade, o que representa perdas em nossos vencimentos”, aponta o dirigente.  
Segundo suas explicações, o governo propôs o acordo de agosto 2011 de forma emergencial para corrigir distorções que existem nos salários dos docentes, entretanto tal acordo não contempla os demais itens referentes à pauta de negociação, protocolada em julho daquele ano, tais como a garantia  de financiamento público para as instituições federais de ensino superior (Ifes), assegurando incrementos compatíveis para a expansão, com qualidade.
A carreira única para todos os docentes; a aposentadoria integral, de forma a assegurar a paridade entre ativos e aposentados; a contratação somente a partir de concurso público, pelo regime jurídico único e a garantia da gratuidade, integralidade e universalidade das ações dos hospitais universitários (HU’s) com adoção de medidas contra sua mercantilização e privatização são pontos que estavam na pauta e que não tiveram ainda resposta alguma do governo.
Fonte: Adufal

Professores federais entram em greve a partir de quinta-feira (17)


Pelo menos por enquanto, esta resolução não contará com a UFRJ. A última Assembleia Geral da Adufrj-SSind, no dia 10, deliberou por um indicativo de greve sem data (ou seja, a categoria ainda prepara as condições para uma eventual deflagração do movimento grevista na instituição). Neste dia 17, na UFRJ, haverá uma paralisação das atividades, com reuniões nas unidades, para que os professores possam discutir os problemas relativos ao salário, à carreira è às condições de trabalho. No dia 22, nova assembleia (na Praia Vermelha e no Fundão, simultaneamente) reavalia o indicativo de greve.
A greve, no Setor das Federais do Andes-SN, foi aprovada sem nenhum voto contrário, com 33 votos favoráveis e três abstenções. A reunião contou com a presença de 60 representantes de 43 Ifes. No momento da votação estavam presentes docentes de 36 instituições. 
Reivindicações
Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira - prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.  
A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente. 

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.
Por diversas vezes, o Andes-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos sendo denunciada pelo Sindicato Nacional.
O que acontece agora?
A deliberação do Setor das Ifes será levada para as assembleias locais, que acontecem nesta segunda (14) e terça-feira (15), nas diversas seções sindicais do Andes-SN nas instituições federais brasileiras, para confirmação da greve na base. 
Uma vez referendada pelos professores de cada instituição, haverá notificação às reitorias e as atividades serão suspensas por tempo indeterminado. Deverão ser instaladas assembleias locais permanentes e constituídos os comandos locais de greve (CLG). As eventuais atividades que sejam consideradas essenciais serão assim entendidas e negociadas entre as instituições e os CLG, considerando suas especificidades.
Na quinta, 17 de maio, será instalado o Comando Nacional de Greve na sede do Sindicato Nacional, em Brasília. Neste mesmo dia, os servidores públicos federais realizam 24 horas de mobilização e paralisação geral da categoria.
Confira a agenda:
14 e15 de maio: rodada nacional de Assembléias nas Ifes para deflagração da greve localmente;
15 de maio: reunião do Grupo de Trabalho para Reestruturação da Carreira Docente, entre o Andes-SN, governo e demais entidades do setor da educação;
16 de maio: reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Público Federais com o governo;
17 de maio: instalação do comando nacional de greve, às 14h na sede do Andes-SN;17 de maio: Dia nacional de mobilização e paralisação dos servidores públicos federais.
Fonte: Andes-SN

Professores da UFCG entram em greve por tempo indeterminado quinta-feira


Os professores da UFCG aprovaram hoje (14/05) pela manhã, por unanimidade, em assembleia geral, greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (17/05)...
A categoria reivindica a reestruturação da sua carreira, com a valorização do piso, melhoria das condições de trabalho docente das IFES e incorporação das gratificações ao salário. A assembleia aconteceu no Auditório da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia.
A decisão da assembleia considerou que a edição da Medida Provisória que foi editada pelo Governo para substituir o Projeto de Lei 2203/11 que está tramitando no Congresso e que atenderia os objetivos do acordo emergencial firmado em 2011, e não cumprido pelo Governo, é insuficiente para atender as reivindicações da categoria, porque a principal demanda dos professores é a reestruturação da carreira docente, que hoje possui inúmeras distorções e defasagens.
A negociação da reestruturação vem se arrastando deste o ano passado, sempre com o governo não oferecendo contrapropostas aos docentes, apesar de avaliar que a proposta de carreira apresentada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN é bem fundamentada e resolveria muitos dos problemas existentes na atual carreira. Ao mesmo tempo, o Governo tem sempre se negado a avançar nas negociações alegando é preciso antes avaliar o impacto financeiro da reestruturação.  
Os professores avaliaram que o Governo Federal só editou a Medida Provisória para substituir o PL 2203/11 porque a categoria mobilizou-se e ameaçava entrar em greve. Por outro lado, vários os docentes durante a assembleia também ressaltaram a intenção do Governo de desmobilizar a categoria ao editar a Medida Provisória sobre o acordo nas vésperas do início da greve, quando o acordo emergencial deveria ter entrado em vigor até o final de março.
A aprovação de greve aconteceu por unanimidade dos 78 professores presentes na assembleia. Assim que a decisão foi tomada, a assembleia iniciou a formação do Comando Local de greve e a escolha de um representante da ADUFCG no Comando Nacional de Greve, que funcionará em Brasília. Os Comandos serão instalados na quinta-feira pela manhã. Dezoito professores, além dos integrantes da diretoria, já integram o Comando Local.
Também na quinta-feira acontecerá uma paralisação que está sendo convocada pelo Fórum das Entidades representantes dos Servidores Públicos Federais. Um café da manhã está sendo programado para acontecer em frente ao portão principal da UFCG, em Campina Grande, como parte da mobilização.
Fonte: PB Acontece