terça-feira, 4 de outubro de 2011

Greve dos bancários inicia segunda semana com quase 8.000 agências fechadas

A greve nacional dos bancários completou 9 dias nesta quarta-feira (5), e conseguiu atingir todos os 26 Estados e o Distrito Federal. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados, de acordo com balanço feito pela Contraf – CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).
Só em São Paulo e região,  773 bancos estão parados. Os trabalhadores da capital paulista decidiram manter a greve por tempo indeterminado, em assembleia realizada na última segunda-feira (3), já que, segundo o sindicato, a Fenaban (Federalção Nacional dos Bancos) ainda não apresentou uma proposta.
A categoria está de braços cruzados desde o dia 27 de setembro, após rejeitar proposta dos bancos de um aumento real nos salários de 0,56%. Os bancários querem aumento real de 5% sobre os salários. Já foram realizadas cinco rodadas de negociações. Além do pedido de aumento, os bancários também têm outras exigências como a maior participação nos lucros.
O Comando Nacional dos Bancários, da Contraf-CUT, orientou os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo o país.
Carlos Cordeiro, presidente da confederação, disse que a categoria manterá o diálogo para retomar as negociações.
- Mantemos nossa disposição de diálogo e, para tanto, o Comando Nacional está de plantão em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos. Queremos uma proposta decente para valorizar o trabalho dos bancários.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirma que os patrões é que levaram os funcionários a entrar em greve.
- Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria, apesar de acumularem lucros 20% maiores, levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim à paralisação.
Fonte: Portal R7

Deputado Raul Lima pede inclusão de PLP 248/98 na Ordem do Dia da Câmara e coloca servidores em alerta

O deputado federal Raul Lima (PP-RR) enviou quinta-feira (28/09), requerimento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maio, solicitando inclusão do PLP 248/98 na Ordem do Dia da Casa. Desde outubro de 2007 o projeto não sofria movimentações na Câmara.
O pedido de Raul Lima coloca todos os servidores em alerta. O PLP, de autoria do Executivo, criado durante governo de FHC, trata de demissão involuntária por insuficiência de desempenho do servidor estável. O Ministério do Planejamento chegou a adiantar que o governo Dilma não recomendaria apoio ao projeto. O requerimento para a inclusão do PLP na Ordem do Dia vai levar os servidores ao Congresso Nacional para reforçar o trabalho de força tarefa que vem sendo feito em busca de apoio dos parlamentares contra propostas prejudiciais aos servidores.
Além de buscar a derrubada do PLP 248/98, a Condsef e suas filiadas lutam para que outras propostas sejam vetadas pelo Congresso. São os casos do PLP 549/10 que prevê congelamento de investimentos públicos por dez anos, do PL 1992/10 que propõe previdência complementar para servidores públicos, entre outros. Condsef e filiadas também buscam apoio dos parlamentares para aprovação de projetos importantes como é o caso da PEC 270/08 que busca resgatar a integralidade das aposentadorias por invalidez permanente. Outros projetos que a Condsef luta para ser aprovado são a PEC 555/06 que prevê eliminação da cobrança de contribuição dos aposentados e pensionistas do serviço público e o PLP 5030/09 reabre prazo para a apresentação de requerimentos de retorno ao serviço público para demitidos injustamente durante governo Collor.
É preciso manter olho atento às movimentações no Congresso Nacional. A participação das entidades filiadas à Condsef nessas forças tarefas é fundamental. O envio de servidores para realizar esse trabalho de pressão no Congresso será o diferencial para garantir que a maioria dos parlamentares entenda a necessidade de barrar projetos prejudicais não só aos servidores como a todo o serviço público e à população brasileira; além de buscar aprovação de projetos que resgatam direitos importantes dos servidores.
Fonte: Condsef

domingo, 2 de outubro de 2011

Professores cearenses em greve apanham de Batalhão de Choque

Professores da rede estadual de ensino e policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto na manhã da quinta-feira (29) na Assembleia Legislativa, em Fortaleza. Os professores tentaram entrar na Casa quando foram impedidos pelos policiais.
O vereador João Alfredo (PSOL) informou, por meio de seu perfil no twitter, que havia policiais por toda a área, proibindo acesso às galerias. “Acabamos de saber que Batalhão de Choque está na Assembleia Legislativa. Houve quebra-quebra e alguns professores estão feridos”, disse.
Segundo o presidente do Sindicato Apeoc, Anízio Melo, a “orientação do sindicato é resistir”. “Estamos dentro da FM da Assembleia esperando uma posição do parlamento ou do governo”. Segundo Anízio, muitos professores foram feridos durante o confronto. “Estamos recebendo a OAB e dois companheiros que estavam detidos já foram liberados”, disse.
Na noite da quarta-feira (28) cerca de 300 professores estavam acampados na Assembleia Legislativa. A categoria está em greve desde o último 5 de agosto.
Três professores que estavam na AL fazendo greve de fome afirmam que teriam sido agredidos por policiais do Batalhão de Choque.
Fonte: Viomundo

UFU - docente teve decretada a perda do cargo pela Justiça Federal

O professor do curso de direito da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Renato Costa Dias, teve decretada a perda do cargo pela Justiça Federal, em primeira instância, na última sexta-feira (30), “por não dar as aulas e receber o salário". Segundo a sentença do juiz Gustavo Sorato, o docente enriqueceu ilicitamente e terá que devolver o que recebeu. O pedido de exoneração foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e o processo corre desde 2006, quando a promotoria instaurou procedimento para investigar as reclamações das frequentes faltas de dias.
Segundo o MPF, o professor faltou por meses seguidos, durante dois anos, às aulas que deveria ministrar nas turmas do 4º ano do curso. A UFU entrou com um pedido de afastamento em 2008, porém o professor encaminhou uma proposta de reposição da aula e justificou as faltas por motivos de saúde. Embora tenha se proposto, conforme o MPF, a repor as aulas, o professor continuou a faltar. Dias foi afastado do curso de Direito em 2010, com a ação de improbidade administrativa em andamento, e começou a dar aulas na Faculdade de Administração da própria faculdade. De acordo com o juiz, o docente sequer entregou os diários de classe referentes ao ano de 2007. 
Fonte: Bahia Notícias

Tirar Dilma do sério?: carteirada com ''foto'' de Lula

A lista de coisas que tiram Dilma Rousseff do sério é liderada atualmente pelo expediente de recorrer, diante da presidente ou de terceiros, a expressões como 'eu falei com o Lula', 'o Lula concorda' ou, pior, 'o Lula se comprometeu'.
Entre os que já deram esse mau passo estão o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Ah, é?
Recentemente, um interlocutor falava com Dilma sobre a Petrobras e a toda hora pronunciava um 'mas o Gabrielli acha que...'. Ela cortou: 'Ele acha? Então que arrume 56 milhões de votos e sente na minha cadeira'.
Fonte: Folha de S.Paulo

Grande Ato em defesa dos hospitais universitário será nesta quarta-feira (05/10)

No dia 05 de outubro o SENADO FEDERAL apreciará o Projeto de Lei que cria a EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES – EBSERH, iniciando o nocivo processo de privatização nos Hospitais Universitários em todo o país, ferindo os princípios idealizadores do Sistema Único de Saúde (SUS), afetando diretamente a população e os servidores destes hospitais públicos.
O Comando Local de Greve do SINTUFAL convida a toda comunidade para participar de um GRANDE ATO EM DEFESA DOS HU´s. O evento será realizado na quarta-feira dia 5 de outubro a partir da 7 horas da manhã no estacionamento do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes.
Venha defender o HU e dizer não a aprovação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH.
Obs: Os participantes deverão vestir camisa branca

CARTA ABERTA AOS SENADORES

Senhor(a) Senador(a),
O PLC 79/2011, aprovado na Câmara dos Deputados, sob o número PL 1749/2011, representa um retrocesso no fortalecimento dos serviços públicos, sob o controle do estado, pois traz à baila, mais uma vez, o debate sobre a concepção de Estado. A manutenção da flexibilização das relações de trabalho com a terceirização nas Universidades, através de parcerias com Fundações de Apoio Privadas, empresas de terceirização e, por último, com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), aprofunda as contradições existentes na formatação do estado brasileiro.
O estado brasileiro não pode secundarizar o papel que a Universidade Pública Brasileira desenvolve na transformação social, no desenvolvimento e soberania do país, por se encontrar intrinsecamente relacionado ao modelo de estado. Resquícios neoliberais do governo FHC precisam ser combatidos. A precarização, resultante do processo de terceirização, é um mal para o serviço público, por se constituir, na maioria, em  canal  de  corrupção,  de  clientelismo,  de nepotismo, de baixa qualidade nos serviços públicos prestados à população.
O cumprimento da função da Universidade e de seu papel no fortalecimento do estado brasileiro, na área da educação e saúde, com a constituição da EBSERH ficará profundamente comprometido. A educação é um bem social, portanto, não deve ser mercantilizada, conforme determina a OMC.
As determinações contidas no Acórdão do Tribunal de Contas da União precisam ser analisadas de forma mais apurada. O prazo que o TCU apresenta para a substituição do pessoal terceirizado dos Hospitais Universitários se deu principalmente pela constatação, através de auditoria realizada nos HUs, de utilização de  recursos de custeio designados via SUS para pagamento de pessoal  terceirizado. Com a criação da EBSERH, o capital vem diretamente do Tesouro, no entanto, as demais fontes continuarão sendo financiadas, inclusive com recursos do SUS. Assim, a origem dos recursos continua sendo a mesma: recursos públicos disponibilizados para o setor privado.
O acórdão do Tribunal de Contas da União, no ano de 2006, propiciaria ao governo Lula quatro anos para fazer concursos públicos, substituindo os contratos ilegais, o que não ocorreu.
Essa medida foi atribuída à necessidade de resolver o contrato irregular dos(as) trabalhadores(as) fundacionais (terceirizados) nos HUs, visto que o TCU havia declarado a ilegalidade da situação dos 26 mil  contratados(as)  em  todo o país. Portanto, o TCU havia dado um prazo até 31 de dezembro de 2010 (prazo repactuado) para que o governo regularizasse a situação.
O movimento defende e reivindica a expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), desde que mantida a qualidade da educação. Para tanto, é necessária a realização de concursos públicos pelo Regime Jurídico Único (RJU), tendo como preliminar o dimensionamento da força de trabalho, definindo  quais  e  quantos  cargos  são  necessários  às  necessidades  da instituição, de acordo com seu perfil de atuação regional. Por isso, a nossa posição contrária à contratação de celetistas para atender aos HUs, ressuscitando a dualidade CLT x estatutária no mesmo ambiente de trabalho. Da mesma forma, alertamos que esta Empresa, em substituição às atuais Fundações, continuará o processo de terceirização nos Hospitais Universitários. Neste contexto, retoma-se a figura do emprego público que constitui uma das mais importantes modificações introduzidas na gestão de pessoal da administração pública em decorrência das revisões constitucionais associadas às iniciativas da Reforma Administrativa do Estado.
O Senado Federal pode, através do voto, recusar uma proposta, que aparentemente, surge para resolver o problema dos HUs, mas que, em seu cerne, esboça uma experiência privatizante, colocando as Universidades como laboratórios para um modelo de gestão dessa natureza, que pode ser estendido ao conjunto dos outros órgãos do estado.
A solução para a chamada crise dos HUs, resultado da redução gradativa de pessoal que assolou o setor público, e a falta de investimentos necessários para dar conta de toda a missão de atenção social (ensino, pesquisa, extensão e assistência à saúde) está na retomada dos concursos públicos pelo RJU e pelo  incremento  financeiro no orçamento dessas Unidades Acadêmicas, para cumprimento de suas funções, com qualidade social, sem se esquecer da corresponsabilidade do Ministério da Saúde. A sociedade precisa, mais uma vez, estar ciente deste debate e mais ainda os(as)  trabalhadores(as) das Fundações que poderão ser enganados(as) neste processo. O contrato desta Empresa com a Universidade não é tão simples e tem desdobramentos para os quais ainda não se tem definição. A substituição das Fundações pela EBSERH não garante a transferência dos trabalhadores para a nova empresa. Além disso, a grande crise das Fundações reside em seus débitos junto aos fornecedores e passivos trabalhistas e, neste caso, as Fundações, deixando de gerir o HU, deixam automaticamente de ter receita,  ficando um déficit para o estado.
O PLC 79/2011 ainda determina que o quantitativo de pessoal da EBSERH  será definido pelo MPOG e ainda que esta Empresa poderá  contratar a execução dos  serviços,  inaugurando no serviço público o modelo de gestão quarteirizada.
Ainda no campo das relações de trabalho, questionamos:  a  política  de  pessoal  dos servidores regidos pelo RJU nos HU's será a da universidade ou a da EBSERH? Importante ter em mente que, mesmo permanecendo na nossa carreira, no RJU e no quadro da Universidade, o(a) trabalhador(a) estará sob o comando administrativo da EBSERH que irá gerir o HU, assim como acontece hoje com trabalhadores(as) cedidos(as) a outros órgãos, acarretando um conflito na gestão.
Ficam para reflexão as questões a seguir:
·      Sendo o HU gerido por uma empresa de direito privado, que terá por principio o cumprimento de metas priorizando a prestação de serviços, como fica o ensino e a pesquisa?
·      Não fica evidente um ataque frontal à Autonomia da Universitária, prerrogativa constitucional (artigo 207 - CF/88)?
·      A política de ensino, de pesquisa e extensão não ficará subordinada à EBSERH, aprovada em seu Conselho ou da Universidade, aprovada em suas instâncias superiores?
·      Finalmente, a institucionalização da terceirização da gestão nas Universidades, não abre um grave precedente para a privatização de áreas estratégicas dessas Instituições, podendo ser ampliado o modelo a outros órgãos do serviço público?
Nesta luta, o seu voto pode ser o diferencial entre ter ou não serviço público de qualidade. O Parlamento não deve se eximir do seu papel na luta pelo fortalecimento das políticas públicas no país, sob o controle do estado.
VOTE CONTRA O PLC 79/2011
A FASUBRA Sindical está na Luta:
·      pela construção de um modelo para os HUs, tanto do ponto de vista do seu financiamento quanto de sua gestão,  resguardando o princípio ensino/pesquisa/extensão;
·      pela  recuperação das demandas  reprimidas de vagas através de concurso público;
·      pelo  reconhecimento das peculiaridades do  fazer e missão dos HUs  (diferenciada dos demais da  rede) na concessão do seu  financiamento;
·      pela  implementação de um modelo de gestão que tenha como referência o controle social (Lei 8080-SUS).
“PELA REJEIÇÃO PLC 79 /2011EM DEFESA DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS VINCULADOS ÀS UNIVERSIDADES”

Calendário de atividades de greve de 03 a 07 de outubro de 2011

Carga horária de 30 horas semanais é bom para todos

O Comando Local de Greve do SINTUFAL, acertadamente, encontrou um caminho para regulamentação das 30 horas na Universidade Federal de Alagoas, quando emplacou no seu plano de lutas uma reivindicação que, há muito tempo, vem sendo pleiteada por muitos servidores das universidades federais de todo país.
Os técnico-administrativos em educação das universidades atendem diariamente milhares de pessoas da comunidade. Prestando atendimento especializado nas mais variadas funções. O trabalho parece invisível para quem ver com indiferença, mas a presença desses servidores é vital nas bibliotecas, nos laboratórios, nos centros de ensino, na assistência ao estudante, e em tantas outras atividades sem as quais a Universidade não caminharia. No Hospital Universitário, são atendidos milhares de pacientes, geralmente da camada mais carente da população.
Por isso que defendemos a regulamentação das 30 horas, de turnos contínuos de 6 horas para atender a comunidade sem interrupção. A proposta vem para resolver as desigualdades de horários entre os técnicos e para beneficiar toda a todos, que encontrará as portas da universidade sempre abertas.
O Instituto Federal de Alagoas – IFAL já beneficia os servidores lotados naquela instituição com a jornada de 30 horas em turnos corridos de 6h, resultando em mudanças favoráveis no andamento dos trabalhos, na saúde dos servidores e na redução de faltas e licenças por enfermidades, o que se reflete na satisfação da comunidade.
Não estamos reivindicando nada além do que está garantido na Constituição e no Decreto Federal n.º 4.836/2003.
Roberto Marinho
Os servidores do Judiciário Federal e do MPU, em todo o país, estão sendo chamados pela Fenajufe e seus sindicatos de base para iniciar mais um movimento grevista em defesa da aprovação dos PLs 6613/09 e 6697/09. Após as paralisações de 24 horas, na semana passada, e de 48 horas nesta semana, o desafio de toda a categoria agora é construir uma greve forte e unificada. 
Em reunião na última quarta-feira (28), a Diretoria Executiva da Fenajufe decidiu reforçar a orientação para que todos os sindicatos se organizem, promovendo assembleias, debates nos locais de trabalhos e atos públicos, com o objetivo de deflagrar a greve até o dia 18 de outubro, em todo o país. Na avaliação da Federação, as mobilizações cresceram nas duas últimas semanas, com um maior número de sindicatos participando das paralisações e debatendo com a categoria o início do movimento grevista. Nos dias 27 e 28, conseguiram paralisar os trabalhos os servidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Maranhão, Paraíba e Piauí, se juntando aos colegas de Mato Grosso e da Bahia, que estão em greve desde o início de junho. Em Minas Gerais, na quinta-feira (29), houve paralisação de 24 horas e ato público na Justiça Federal. 
É importante destacar que os servidores da JF de São Paulo decidiram continuar com as paralisações, deflagrando a greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira [30]. Na Justiça do Trabalho do Amazonas, a categoria já cruza os braços na próxima terça-feira, 4 de outubro. No Rio de Janeiro, os servidores fluminenses paralisam os trabalhos a partir do dia 19. E no Piauí, a greve por tempo indeterminado terá início no dia 20. Vários outros estados já marcaram suas assembleias para discutir o indicativo de greve e até a próxima semana, o quadro nacional deve aumentar, com novas adesões. Além das assembleias, alguns sindicatos continuam com as paralisações, como Minas Gerais, Pernambuco e Mato Grosso Sul, visando preparar a categoria para iniciar o movimento grevista.
Para a diretoria da Fenajufe, embora parte dos deputados da base do governo da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara continue com a postura de obstruir e impedir a votação dos PCSs, a pressão da categoria tem surtido efeito, uma vez que o ministro Cezar Peluso e setores ligados ao governo, como alguns parlamentares, têm se mexido para garantir o processo de negociação. Isso pode ser comprovado com a atuação, esta semana, do deputado Arlindo Chináglia [PT-SP] – relator geral da LOA e do senador Acir Gurgaks [PDT-RO] – relator de receita, que se reuniram com o presidente do STF e na ocasião se comprometeram a ajudar, efetivamente, na interlocução junto ao governo. Nesse encontro, ao que tudo indica, tanto o representante do Judiciário como os dois congressistas demonstraram estar empenhados com a causa dos servidores. E, sem dúvida alguma, um dos motivos desses fatos recentes é a mobilização da categoria, que vem sendo retomada em vários estados e que precisa ampliar, atingindo todo o país nas próximas semanas.
Nesse sentido, é fundamental que nas próximas semanas os sindicatos que ainda não definiram a entrada na greve por tempo indeterminado, ou que ainda não marcaram suas assembleias, façam isso o quanto antes. A Fenajufe orienta que, à medida que forem decidindo o início da paralisação, informem a Federação, pelo e-mail: imprensa@fenajufe.org.br, e enviem fotos das atividades da greve para divulgação na Agência de Notícias. O objetivo é dar a maior visibilidade possível ao movimento, mostrando ao Judiciário e ao governo a disposição de luta da categoria e incentivando aqueles estados que ainda não entraram no movimento.
Fonte: Fenajufe

sábado, 1 de outubro de 2011

Jornada de trabalho de 30 horas semanais na UFAL, sem redução de salário, já!


UNB tem jornada reduzida para 30 horas

A jornada de trabalho dos técnico-administrativos e prestadores de serviço da Universidade de Brasília (UnB) foi reduzida para 30 horas semanais. A medida foi implantada desde maio, quando começaram a serem instalados os pontos eletrônicos. A decisão é baseada no artigo 3 do decreto 1.190 da Presidência da República, que afirma que gestores da administração pública podem aplicar a diminuição da jornada. A contrapartida é garantir que o atendimento ao público externo ou interno seja mantido por 12 horas ininterruptas.
O DGP vai criou uma comissão de mediação composta por dois membros do decanato e dois do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) para acompanhar a adaptação das unidades. “O grupo é responsável por ir aos setores, verificar o processo de adaptação e interceder nas discussões”, explica Gilca Starling.
A mudança foi decidida em reunião da mesa de negociação com os técnico-administrativos e o decanato no início de março. “O condicionante foi que o novo regime fosse implantado junto com os pontos eletrônicos para controle de entrada e saída dos funcionários”, explica a decana. “Eles servirão para mostrar aos órgãos de controle que o servidor está realmente cumprindo as 30 horas”.
Para Antônio Guedes, coordenador geral do SintFUB, a redução da jornada é resultado de uma luta antiga da categoria. “Fazemos essa reivindicação desde 2009 e tem sido uma pauta constante nas negociações entre a Administração e o Sindicato”.
Fonte: www.greveufal.blogspot.com

Servidores da Justiça Federal em SP decidem entrar em greve

Os servidores do Judiciário Federal em São Paulo decidiram nesta quinta-feira entrar em greve por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada em assembleia que aconteceu na frente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS), que fica na avenida Paulista.
Cerca de 600 funcionários participaram da reunião, de acordo com o Sintrajud (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo).
"A expectativa é uma greve forte na próxima semana, principalmente no interior. A ideia é fazer uma paralisação nacional", disse o diretor do sindicato Cléber Borges Aguiar. Na quarta-feira, haverá um protesto em Brasília.
A categoria tem cerca de 20 mil funcionários em São Paulo, que atuam no TRF, Justiça Federal e Justiça do Trabalho.
Na terça-feira, o sindicato já havia decidido fazer uma paralisação de 72 horas.
Em 2010, os servidores fizeram uma greve de 69 dias. Em São Paulo, os funcionários da Justiça Estadual também fizeram uma paralisação de 92 dias no ano passado.
Os servidores da Justiça Federal já estão em greve em Mato Grosso e na Bahia.
Durante a semana também aconteceram paralisações no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão e Minas Gerais.
O Sintrajud afirma que os salários da categoria estão congelados desde 2006.
A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) também ameaça entrar em greve.
Como os servidores, os juízes voltaram a defender que o governo inclua o reajuste salarial do Judiciário no plano orçamentário de 2012.
Na proposta enviada ao Congresso, o Planalto não havia previsto o reajuste. Após pressão, a presidente Dilma Rousseff encaminhou uma mensagem contemplando o aumento, mas depende da aprovação dos parlamentares.
O Sintrajud também cobra do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, uma postura efetiva em relação a decisão de Dilma.
Para a categoria, ele não está agindo a altura de um chefe de Poder.
Fonte: Folha

Justiça Federal em greve no Rio a partir do dia 19 de outubro

Servidores do Poder Judiciário Federal do Rio entrarão em greve, por tempo indeterminado, a partir de 19 de outubro, seguindo orientação nacional. A paralisação foi definida em assembleia em frente à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ocorreu após passeata com 500 servidores pela Rio Branco na quarta-feira.
A intenção é unificar a luta pelo reajuste previsto no Projeto de Lei 6.613/09 e que teria ampla defesa dentro do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio (Sisejufe), a paralisação de 48 horas realizada durante esta semana teve a adesão de 150 Zonas Eleitorais em todo estado, do TRE sede, das Justiças Federais das avenidas Rio Branco, Almirante Barroso e Venezuela. Além das Justiças Federais de Niterói e São Pedro de Aldeia. Ainda de acordo com o sindicato, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região também aderiu ao movimento.
Na última quarta-feira, líderes da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) se encontraram com 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Durante a reunião, os coordenadores solicitaram apoio para que as negociações avancem. Pediram para que ela converse com seus colegas, para impedir o atraso da votação.
Fonte: O Dia

Justiça do Trabalho proíbe Correios de cortar salário por greve

A Justiça do Trabalho proibiu nesta sexta-feira que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) desconte o salário dos trabalhadores que estão em greve. A decisão é do desembargador Macedo Caron, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), que engloba Brasília e o Tocantins. A 3ª Vara de Trabalho da capital federal havia negado pedido dos grevistas para impedir que os Correios fizessem o corte.
De acordo com o desembargador, a ECT determinou a suspensão do pagamento dos grevistas sem negociação prévia e sem levar em conta que o salário tem natureza alimentar. Para Caron, isso foi uma "verdadeira pressão para que os grevistas voltem ao trabalho, resultando em efetiva afronta ao próprio direito de greve".
O magistrado acredita que há possibilidade de uma solução menos prejudicial para ambas as partes, como o desconto mais ameno dos dias parados ou a compensação com horas trabalhadas. Além de proibir a suspensão do salário até o fim do movimento grevista, ele determinou que haja devolução dos valores já debitados em folha suplementar, sob pena de multa. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Suspensão de greve negada
Mais cedo, a ministra Cristina Peduzzi, do TST, negou o pedido de liminar feito pelos Correios para suspender imediatamente a paralisação. Na quinta-feira, a empresa entrou com dissídio coletivo no TST para tentar resolver o conflito por via judicial, uma vez que a greve se estende desde o dia 13.
A ministra também marcou para terça-feira, às 13h, uma audiência de conciliação entre os Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), entidade que representa os funcionários em greve. A audiência é etapa obrigatória do dissídio coletivo quando as partes, mediadas pelo TST, tentam chegar a um acordo.
Para a direção dos Correios, a paralisação é abusiva, um "movimento atentatório à ordem pública". A estatal pede que as entidades sindicais à frente do movimento sejam multadas diariamente em R$ 100 mil caso a paralisação não acabe. Se a Justiça não acatar o pedido, os Correios querem que, pelo menos, seja determinado que 70% dos empregados voltem ao trabalho em cada uma das unidades operacionais da empresa.
Para a direção dos Correios, a greve tem "nítido conteúdo político-ideológico" e causa prejuízo a serviços de natureza social, como pagamento de aposentadorias e entrega de remédios por via postal. A empresa alegou que foi surpreendida pelo movimento grevista quando o processo de negociação para o acordo coletivo da categoria, relativo a 2011/2012, estava "em pleno andamento". Também afirmou que, após o início da greve, apresentou propostas que foram rejeitadas pelas entidades sindicais.
Os trabalhadores em greve reivindicam uma melhor estruturação da empresa, a contratação de mais funcionários, equipamentos novos e condições de trabalho para garantir um atendimento adequado à população. Eles também querem a reposição da inflação de 7,16% e o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. O impacto dessas exigências nas contas dos Correios chega a R$ 4,3 bilhões, o que representa um aumento de 70% na folha de pagamento.
Fonte: Agencia Brasil